quarta-feira, 10 de setembro de 2014

# debajo

 
 
Não sabia se doce, nem se amargo.
 
Mas era azul.
 
Era quente.
 
Era quente.
 
Mesmo sem saber sabia que era quente.
 
Queimava-se no claro.
 
Ruborizava-se naquele azul.
 
E maleficiava-se como quem tenta dourar a última pílula.
 
De alguém que não conjuga um futuro e torna defectivo o passado.
 
Impronunciável na sua inexistência.
 
Agora basta um imperativo, presente.
 
Vivo num vão de um precipício à flor da pele e aos pés da lua.
 
Sky, so vast is the sky, cantou Tom.
 
Sky, s' houvesse the sky.
 
Ler, branca, aquela mão sem blefe.
 
Dama de copas turquesa na roleta russa da montanha mágica.
 
Dunas, do nada. All in, ao nada.
 
Era a miragem da fortuna a passar por cima daquela ponte.
 
E por dentro, como o camelo e a agulha.
 
Em fagulhas fagueiras sob o céu vestido de azul.
 
Sky, so vast is the sky.