sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

# photos

 
 
A alma que chora /
 
é a alma que implora /
 
uma chance descontada de perdão.
 
 
A alma que vive 
 
é a alma que tive
 
quando saltimbanco desta terra do nunca.
 
 
Amanhã, uma estação perdida
 
como inevitável desencontro do que me resta
 
descascado da tirania intranquila do presente.
 
 
Hoje, um amargo regresso prolonga-se ao infinito 
 
como um limite de zero mal calculado 
 
incapaz de suportar o que soçobra do passado.
 
 
Ontem, objeto do descaminho perseguido
 
que tem nos rostos das fotografias
 
o acalanto da primavera que se esvai.