sábado, 7 de outubro de 2017

# aperreado

Não há mais espaço.
Onde deves saltar deste voo cego que tripulaste?
 Ah, cosmonauta querido, por que tomaste o desrrumo da estrela-guia perdida?

 Toma, lambuza-se do colírio que pinga e vinga o olhar que tudo enubla.
Vê, reflete aquele martírio que ginga sobre a caatinga do semiárido que te perturba.
 E expurga, xinga a mandinga barata ofertada no terreiro fementido da esquina.
 Como mártir da restinga gringa que míngua sob a tua vida arlequínea.


  Ora, não há mais horizonte.
 Onde deves largar-te do bote à deriva que embarcaste?
 Ah, náufrago infausto, por que insististe no mergulho nas longes latitudes deste triângulo cáustico?