quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

# abismo


Não choro mais a agonia da despedida

Estranho peixe levado em pinhas da memória sou tragado desde as escamas por um sentimento triste de quem parece não crer no passado

Destino fajuto de semente carregada pelo vento ao longe arremessado em dor que cata ventos em livre queda para desabar ao mar de ontem

Leva-me, leva-me onda

Lava a alma que houvera desta coisa que hoje resta sem mais o direito à saudade como um domingo isolado do tempo

No abismo voraz do abraço em vão