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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

# além da imaginação


- Situação, hein?
- O quê?
- Aqueles smurfs avermelhados insistindo em fechar o buraco do túnel de Alice.
- Sei lá, direito deles...
- Uma ova!
- Por quê?
- Porque sim, ora.
- Hum...
- E, pior ainda! Você viu o que rolou depois que o Gargamel apareceu e quis melar tudo?
- Vi, vi na tv. E ele acabou pedindo penico. Fingiu ser atacado para não ser atropelado. E sorte que bem na hora apareceu o Zé Colméia e o levou para Oz. Até que veio um Dr. Fritz e elucidou o causo.
- Não!! Foi sério!! Eu vi tudo!! Estava lá, junto, bem ao lado do unicórnio.
- Hã?
- Isso, foi o unicórnio que resolveu tudo.
- Veja bem... Isto no ecziste...
- Qu´é isso!!! É sério! O tal do unicórnio não só conseguiu espantar a manada de smurfs que, faminta e revoltosa, se aproximava para atacar o Gargamel, como, pelos emprestados poderes de Grayskull, também evitou que um piano caísse sobre a cabeça dele.
- Piano?
- É...
- Mas isso nem a Turma do Lambe-Lambe, com suas nanocâmeras ultragalácticas, conseguiu mostrar, e...
- Conseguiram!!!!!
- Pare!
- Sério, uma delas conseguiu e captou as imagens!! Mas ainda não podem divulgar. É que o perito paraguaio-jupiteriano ainda não foi capaz de identificar se era ou não um Steinway. E isso, como você bem sabe, é fundamental para desmascarar os mascarados que querem mascarar a não-máscara do, coitado, agredido.
- Ah, não sei...
- Você vai ver! Já, já, sai no Jornal Nacional.
- Daí é diferente...
fds

sexta-feira, 5 de março de 2010

# harries potters



fdsQuatro cavalheiros amigos, sentados cada qual nos extremos e no centro-sul do Brasil, dedicam-se a discutir uma fantástica aventura.
fdsUm deles, ao Norte, a misturar êxtase e desespero, lança a primeira carta eletrônica.
fdsUm outro, ao Sul, a acalentar, oferece uma solução, uma saída, uma mão amiga em sua resposta.
fdsO terceiro, ao norte da região sul, comenta a iminente saga na conquista material do obscuro objeto de desejo.
fdsE, como epígrafe, a sugestão dada pelo quarto elemento, com os olhos vendados e a empunhar balança e espada, já à guisa de fechar as correspondências.
fds
dfs
Perguntei a um homem o que era o Direito. Ele me respondeu
que era a garantia
do exercício da possibilidade.
Esse homem chamava-se Galli Mathias. Comi-o.
(Oswald de Andrade, Ano 374 da Deglutição do Bispo Sardinha -Revista de Antropofagia, ano 1, n° 1, 1928)


ATO 1 - DJANGOU E O CILINDRO FILOSOFAL

fds Coisa de 6 da manhã, dura como uma pedra, a remela incomodava o merecido sono deste semicristão. Acordei a contragosto, limpei a remela com o plumoso rabo da Doroteia, minha jaguatirica de estimação. Desci da árvore e, como de costume, fui direto pra cozinha. Lancei dois bifes de carne de sucuri na frigideira, estalei cinco ovos de tartaruga e desfrutei de um frugal desayuno. Flatos acusavam a indesejada hora de descomer. Subi de novo na árvore. Bela sinfonia na floresta, em harmonia plena com a flatulência. Deus deve existir sim, pensei.
fds Lá estava eu, obrando, em posição inglória, quando, de súbito, vejo o espectro familiar no horizonte amazônico. Sim, era ela, Dona Onça. A rainha das selvas trazia, preso em sua bocarra, objeto curioso de forma cilíndrica. Antes que a inquirisse, ela ripostou: "É de Azkaban, meu fi!".
fds Comemorou dizendo que a encomenda saíra de sua origem em setembro de 2008. "E ainda ousam dizer que as coisas são devagar aqui na jungle", asseverou ela franzindo a testa, ato último antes de se virar e arrematar:
"Duvido que aqueles teus amigos receberam o deles mais rápido".fds Dentro do cilindro tinha o diploma de um tal de Ivlianvs, sujeito que desconfio conhecer. Provável termos nos cruzado nos corredores coimbrãs, ou mesmo dividido um abatanado na época em que os euros eram poucos.
fds Sempre altruístico, penso em ajudar o tal Ivlianvs a reconhecer seu diploma em universidade brasileña.fds
O que sugerem? Os Srs. Drs. procederam como nesta aventura?


ATO 2 - DJANGOU E O ENIGMA DO DIPLOMA

fdsIulianus,fsdDemorou esse diploma...fdsO meu até está reconhecido, só perdi para o Z. que deve ter feito uma funcionária feliz. Bom, amigo é para essas coisas...fds
"Sacrifícius" de lado, o meu foi revalidado na fantástica fábrica de sonho "Unisonhos". Como eles têm ou tinham convênio com Azkaban não tinha erro, certo que seria deferido o pedido.
fds Abraço,


ATO 3 -
DJANGOU E O PRISIONEIRO DE COIMBRA

fds Sem saber para onde mais correr, o russo Ivlianvs e Dorothea, sua concubina, decidem fugir da masmorra coimbrã e, ingressos no buraco aliceano, acabam por sair ao norte de Pindorama, em plena selva amazônica, onde resolvem se esconder
.
fds Lá encontram Djangou e Doroteia, sua jaguatirica, cujo quarteto, dentre outras coisas, se esbalda em discussões sócio-político-físico-quântico-antropológico-jurídicas.
fds Entre um gole e outro de ayahuasca, o texto "A decisão judicial como voluntas ou o 'desempenho eliminatório' das críticas racionais. Do diferendo entre os diversos discursos da(s) ciência(s) à explosão dos saberes, da organização pragmático-instrumental ao compromisso político: a impossibilidade do problema metodológico ou a 'morte do Direito'" embala-os, até que Dorothea, então a se mostrar incomodada não apenas com a aparência grega da obra, retira do ânus um grande canudo dourado, todo gravado em alto relevo e de extrema relume, quase cegante.
fds A perceber empolgado o que ele continha, Djangou cutuca os pelos da orelha direita, coça a branca pança e pisca para Doroteia, que percebe a subliminar ordem para comer o casal russo. E "consummatum est”.
fds Agora o nosso eremita herói amazônico finalmente tinha o mapa. Faltava-lhe apenas a Mina. Não mais. Mesmo sem ter cabelos (cabeça, tronco e membros) da hora, ela surge, virtualmente, como se um espectro meio andrógeno, meio mutante, que, de forma oracular, diz: "Vinde a Pelotas!".fds E mesmo depois de ter se transformado num tucano, Djangou sabe que doravante nunca mais será o mesmo. Djangou será um mestre.

fds