Mostrar mensagens com a etiqueta amigos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta amigos. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

# uma catedral



O Rio é uma ilha cercada de botequins por todos os lados.

Sujos, limpos, clássicos, desbeiçados, rebeldes, frescos, com purpurina e lantejoula, com aura olímpica, com histórias medievais, com mensagens subliminares, com fedor grã-fino, da moda, démodé, de cerveja, de conhaque, de cachaças, de acepipes, de porções, de pratos feitos, de pratos fartos, de pratos babacas, no estilo clássico, carioca, caído, carnavalizado, art déco, art nouveau, habitados por artesãos de cais do porto, boêmios, bêbados, boçais, bossas-novas, biltres, burgueses, mendigos, bichas, damas, putas, piás, pivetes, velhos, velhacos, e a preços de banana, módicos, honestos, ultrajantes, sem-vergonha, salafrários, de todo o salário.

Enfim...

Sábado, na companhia de uma cáfila de bons amigos, com Edu Goldenberg no timão, estive, depois de um longo jejum -- é a distância geográfica que tanto nos separa -- num dos melhores bares do Rio de Janeiro.

Ele, o "Cachambeer", no (outrora bucólico) bairro do Cachambi, nas cercanias de Del Castilho.

Não bastasse ter uma das maiores e suculentas carnes de gente grande destes trópicos, e o chopp insistente e minuciosamente tirado do traseiro das focas que se espraiam pelos balcões, o dono, Marcelo, é uma das figuras ímpares desta cidade.

Um lord de botequim, autêntico, num atendimento que te faz pensar estar na churrasqueira do lar ou no sítio do avô.

Na casa, nada falta, tudo farta e, mesmo que digam que a mistura toda enfarta, a travessia por línguas, porcos, cabritos, moelas, linguiças e bois no bafo é daquelas que poderiam durar vários transatlânticos.

Seu tipo, pasmem, acabou por convencer palacianos e jornalões que por lá costumam dar as caras, com fotos, encomendas, prêmios e matérias -- contudo, a genuinidade do lugar não cedeu um só centímetro, um só grama de autenticidade se perdeu na já famosa "birosca".

É daqueles lugares para se passar uma vida a beber e comer -- ou melhor, mesmo depois dela, nele continuar.

"Aqui, jaz um portentoso cliente", se escreveria num epitáfio, à porta do lugar, com as cinzas misturadas ao resto de guimbas, espumas e ossos de costelas que a cada fim de noite decoram a alma do butiquim.

Sim, ali é quase um pórtico que te conduz para um outro espaço, como uma fenda a te propor uma dimensão diversa daquilo que se perpetua pelas zonas suis do dia a dia.

Afinal, enche-nos de esperança ver que ali não se cederá à babaquização geral de bares que remete às coisas do tipo gourmet, no afã de "dialogarem" com pratos e cardápios e "harmonizarem" com cervejas (!?), num festival di etiquetas, hábitos, poses e preços que causam náuseas.

Nestes tempos em que tudo se força para ser único e todos se maquiam para serem diferentes, mas que toda ação, ao cabo, se reduz ao um próprio fim de pasteurização e mimetização geral, comove estar num lugar desses, que navega como se único, como se dos últimos.

O Cachambeer, meus caros, é uma espécie de Arca de Noé.


sexta-feira, 5 de março de 2010

# harries potters



fdsQuatro cavalheiros amigos, sentados cada qual nos extremos e no centro-sul do Brasil, dedicam-se a discutir uma fantástica aventura.
fdsUm deles, ao Norte, a misturar êxtase e desespero, lança a primeira carta eletrônica.
fdsUm outro, ao Sul, a acalentar, oferece uma solução, uma saída, uma mão amiga em sua resposta.
fdsO terceiro, ao norte da região sul, comenta a iminente saga na conquista material do obscuro objeto de desejo.
fdsE, como epígrafe, a sugestão dada pelo quarto elemento, com os olhos vendados e a empunhar balança e espada, já à guisa de fechar as correspondências.
fds
dfs
Perguntei a um homem o que era o Direito. Ele me respondeu
que era a garantia
do exercício da possibilidade.
Esse homem chamava-se Galli Mathias. Comi-o.
(Oswald de Andrade, Ano 374 da Deglutição do Bispo Sardinha -Revista de Antropofagia, ano 1, n° 1, 1928)


ATO 1 - DJANGOU E O CILINDRO FILOSOFAL

fds Coisa de 6 da manhã, dura como uma pedra, a remela incomodava o merecido sono deste semicristão. Acordei a contragosto, limpei a remela com o plumoso rabo da Doroteia, minha jaguatirica de estimação. Desci da árvore e, como de costume, fui direto pra cozinha. Lancei dois bifes de carne de sucuri na frigideira, estalei cinco ovos de tartaruga e desfrutei de um frugal desayuno. Flatos acusavam a indesejada hora de descomer. Subi de novo na árvore. Bela sinfonia na floresta, em harmonia plena com a flatulência. Deus deve existir sim, pensei.
fds Lá estava eu, obrando, em posição inglória, quando, de súbito, vejo o espectro familiar no horizonte amazônico. Sim, era ela, Dona Onça. A rainha das selvas trazia, preso em sua bocarra, objeto curioso de forma cilíndrica. Antes que a inquirisse, ela ripostou: "É de Azkaban, meu fi!".
fds Comemorou dizendo que a encomenda saíra de sua origem em setembro de 2008. "E ainda ousam dizer que as coisas são devagar aqui na jungle", asseverou ela franzindo a testa, ato último antes de se virar e arrematar:
"Duvido que aqueles teus amigos receberam o deles mais rápido".fds Dentro do cilindro tinha o diploma de um tal de Ivlianvs, sujeito que desconfio conhecer. Provável termos nos cruzado nos corredores coimbrãs, ou mesmo dividido um abatanado na época em que os euros eram poucos.
fds Sempre altruístico, penso em ajudar o tal Ivlianvs a reconhecer seu diploma em universidade brasileña.fds
O que sugerem? Os Srs. Drs. procederam como nesta aventura?


ATO 2 - DJANGOU E O ENIGMA DO DIPLOMA

fdsIulianus,fsdDemorou esse diploma...fdsO meu até está reconhecido, só perdi para o Z. que deve ter feito uma funcionária feliz. Bom, amigo é para essas coisas...fds
"Sacrifícius" de lado, o meu foi revalidado na fantástica fábrica de sonho "Unisonhos". Como eles têm ou tinham convênio com Azkaban não tinha erro, certo que seria deferido o pedido.
fds Abraço,


ATO 3 -
DJANGOU E O PRISIONEIRO DE COIMBRA

fds Sem saber para onde mais correr, o russo Ivlianvs e Dorothea, sua concubina, decidem fugir da masmorra coimbrã e, ingressos no buraco aliceano, acabam por sair ao norte de Pindorama, em plena selva amazônica, onde resolvem se esconder
.
fds Lá encontram Djangou e Doroteia, sua jaguatirica, cujo quarteto, dentre outras coisas, se esbalda em discussões sócio-político-físico-quântico-antropológico-jurídicas.
fds Entre um gole e outro de ayahuasca, o texto "A decisão judicial como voluntas ou o 'desempenho eliminatório' das críticas racionais. Do diferendo entre os diversos discursos da(s) ciência(s) à explosão dos saberes, da organização pragmático-instrumental ao compromisso político: a impossibilidade do problema metodológico ou a 'morte do Direito'" embala-os, até que Dorothea, então a se mostrar incomodada não apenas com a aparência grega da obra, retira do ânus um grande canudo dourado, todo gravado em alto relevo e de extrema relume, quase cegante.
fds A perceber empolgado o que ele continha, Djangou cutuca os pelos da orelha direita, coça a branca pança e pisca para Doroteia, que percebe a subliminar ordem para comer o casal russo. E "consummatum est”.
fds Agora o nosso eremita herói amazônico finalmente tinha o mapa. Faltava-lhe apenas a Mina. Não mais. Mesmo sem ter cabelos (cabeça, tronco e membros) da hora, ela surge, virtualmente, como se um espectro meio andrógeno, meio mutante, que, de forma oracular, diz: "Vinde a Pelotas!".fds E mesmo depois de ter se transformado num tucano, Djangou sabe que doravante nunca mais será o mesmo. Djangou será um mestre.

fds

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

# consciência e caminho



fffdsO ser humano é confuso; em tantos casos e situações, muito.
fffdsE lá e cá, do quase internacional norte amazônico ao bairro nobre da capital paranaense, duas grandes figuras -- a mim muito próximas noutros carnavais -- mostram-se sentimentalmente confusas.
fffdsA primeira, outrora retumbantemente dita de esquerda, de apoiador dos movimentos sociais, de preocupado com os rotos e os aleijados, de intransigente com a falta de terra e comida, de eleitor do luiz inácio, de exterminador do estado mínimo,
de contestador das coisas do grande capital, de opositor à grande mídia corporativa etc. -- capaz, até, de discussões madrugada e vinhos do porto adentro com este que vos fala, dantes um idiota que ainda transitava (e elevava-se) do egocêntrico e libertino mundo de luxo&riqueza para o justo mundo de saber o que é consciência --, mostra-se agora um firme defensor da banda UDN/ARENA/PFL/DEM e de todos os interesses que tal grupelho historicamente defende. Ossos do ofício? Tu quoque, Brute?
fffdsA outra, um veementemente autoaclamado "anarco-liberal", resolve, não sei se do dia pra noite, fiar e afiançar a ode que se faz ao governo dos milicos bundões e da canalha direita, nos anos de trevas totais que a nossa escrota ditadura propiciava. Dantes uma pessoa cujo sonho parecia ser um woodstock regido por mãos invisíveis, hoje parece delirar com um nazi-salazarismo comandado pela tradição, família e propriedade. Quo Vadis, Domine?
fffdsLembro aqui, e sempre, Voltaire -- "je ne suis pas d'accordavec un mot de ce que vous dites, mais je défendrai jusqu'à la mort le droit de le dire", ou algo assim... --, e por isso jamais admitiria vê-los calados, pois, além de cidadãos, são inteligentes e agradáveis (esta liberdade, inclusive, é um dos suportes da democracia que defendo, a qual, já se insista, não é essa que anda por aí, dissimulada no faz-de-conta das eleições).
fffdsContudo, que ambos parecem estar a passar por alguma aguda e conflituosa fase de autocrítica filosófico-político-social, ah, isso estão.
fffdsE então meus filhos, o que se há de fazer? Temo, talvez, pelo pior.
 
 
fds

quinta-feira, 2 de julho de 2009

# missiva cibernética: os vermelhos, em dois mil caracteres

Um caro amigo aventura-se numa longa jornada, pelos rincões do leste europeu.

E, já lá, quae sera tamen, resolve adentrar no universo sócio-político-econômico daquela região, especificamente nas estranhas do tipo de regime socialista implementado e quebrado pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas no séc. XX.

E, na bucha, pelos meios virtuais de plantão, diz-me, curto-e-grosso: "Prezado amigo, escrevo de São Petesburgo ao amigo que sei que conhece e gosta dessa terra. Desculpe a minha ignorância, mas se vc puder me explicar, em poucas palavras, a diferença entre o socialismo e o comunismo, serei grato. Depois nos falamos. Um abraço!"

Eis a resposta, modesta, e que (talvez) também sirva a tantos e tantos que ainda não sabem direito o que é tudo isso...
"Compañero, o comunismo é um nome que pode se dar à sociedade sem classes sociais, sem Estado, sem uma economia mercantil monetária, sem o trabalho alienado, com a coletivização dos meios de produção e com uma sociedade muito desenvolvida, particularmente em termos humanos, a fim de que possa revelar um 'novo homem', como dizia El Che, sob a clássica máxima marxiana: 'De cada um segundo as suas capacidades, a cada um segundo as suas necessidades'. Só que não é possível atingir tal sociedade num passe de mágica e da noite para o dia, pois a insuficiência no desenvolvimento das forças capital-produtivas e dos donos do poder e as heranças material e cultural não o permitem. Para que se chegue ao comunismo é necessária uma etapa anterior de transição: o socialismo. Nele são fixadas as diretrizes, montados os programas e preparada a transformação social para a construção do comunismo, com um estado concentrador, para que no segundo houvesse a sua supressão, passando a reger uma democracia direta e de autogestão. Na verdade, em termos clássicos, havia ainda uma outra fase, previamente ao socialismo e logo depois do fim do capitalismo, com a 'ditadura do proletariado', como na URSS e em todo o leste europeu -- fórmula autoritária, sob um partido único e que  descambou para algo muito distante do socialismo. O caso mais conhecido e presente desta 'alternativa' é Cuba, onde o socialismo logrou sim êxito e a cada dia avança no zelo pela saúde, pela educação, pela habitação e pela segurança de sua gente, não obstante as imensas dificuldades -- muitas advindas do embargo econômico dos EUA e da dependência financeira que criou com a URSS, outras da sua estagnação no tempo, amarrada demais às ideias fundantes do regime. Modernamente, a China constrói uma outra via, assente num antigo 'socialismo de mercado' (ou num 'capitalismo de Estado', que depois podemos discutir...) e a Venezuela e outros países latinos também tem desenvolvido alternativas ao capitalismo, com vistas à construção de um modelo de socialismo do séc. XXI, já é merecedor de estudos de muita gente boa. Muito breve e superficialmente, é isso. Espero ter ajudado. E traz umas wodkas de bolso pra mim. Até!"


segunda-feira, 13 de abril de 2009

# vou deitar e rolar


fdsfdsfdsAntes da crise ter eclodido -- a crise que rói o corroído modelo capitalista vigente, sublinhe-se --, alguns idiotas de plantão a minha volta, sentados cada qual em seu barril, insistiam, cheios de soberba e graça, em vir com zombarias para o meu lado.
fdsfdsfdsSim, fingiam ou imaginavam que tudo aquilo que tentávamos falar e lhes explicar sobre o "neoliberalismo" e a sociedade "pós-moderna" era bobagem, coisa de socialista ou papo de gente da Academia.
fdsfdsfdsLembre-se amigo leitor, estes amigos não tinham a sede do diálogo e do discurso crítico apresentado por aquele avestruz, que na sua humildade se interessava em aprender e escutar (v. aqui).
fdsfdsfdsBem, eis que agora -- e desde o final do ano passado, quando o mundo viu que as veredas pelas quais os sistemas econômicos nacionais seguiam era burra, ineficaz e imoral --, estes senhores, em especial os mais apequenados nas suas coisas pequeno-burguesas, em todas as oportunidades que temos para nos encontrar, tergiversam e falam de tudo.
fdsfdsfdsDe quase tudo, pois não ousam tocar em assuntos de macropolítica, macroeconomia e macro-qualquer-coisa, dignificando-se a ficarem, ainda que corados, só falando de futebol, fofocas, frutas e fêmeas, como se esquecidos daqueles mais recentes tempos em que era cômodo (e fácil, legal e da moda) zombar de um insistente crítico do neoliberalismo.
fdsfdsfdsE hoje, perante estes amigos (ou não), fico eu como naquela inesquecível música de Baden Powell e Paulo Cesar Pinheiro, consagrada na voz de Elis:

 
fdsfdsfdsfds
fdsfdsfds Não venha querer se consolar / Que agora não dá mais pé / Nem nunca mais vai dar
fdsfdsfds Também, quem mandou se levantar? / Quem levantou pra sair / Perde o lugar
fdsfdsfds E agora, cadê teu novo amor? / Cadê, que ele nunca funcionou? / Cadê, que ele nada resolveu?fdsfdsfds
fdsfdsfds Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu
fdsfdsfds Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu
fdsfdsfds
fdsfdsfds Você já entrou na de voltar / Agora fica na tua / Que é melhor ficar
fdsfdsfds Porque vai ser fogo me aturar / Quem cai na chuva / Só tem que se molhar
fdsfdsfds E agora cadê, cadê você? / Cadê que eu não vejo mais, cadê? / Pois é, quem te viu e quem te vê
fdsfdsfds
fdsfdsfds Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu
fdsfdsfds Quaquaraquaquá, quem riu? / Quaquaraquaquá, fui eu



fdsfdsfdsfds

sexta-feira, 23 de dezembro de 2005

# cartas aos amigos bem depois de 74



Daqui, longe da terra, a lembrança dos amigos faz sair daquela bela carta do Vinícius ao Tom algo mais ou menos assim...

Coimbra, 19 de dezembro de 2005.

Amigos Queridos,

Estou aqui, num quarto de pensão, que dá para um mosteiro, que dá para toda a solidão do mundo.


São 10 horas da noite e não se vê viv’alma. 

Meu avião só sai em março e é impossível alguém estar mais triste do que eu. E como diferente de sempre, nesta hora, escrevo para vocês uma carta que, finalmente, irei mandar-lhes.

Deixei Londres para trás com pouca saudade de algumas semanas de pesquisas, estudos e festas e pela frente tem o Brasil, que é uma paixão permanente em minha vida de ora exilado.

A coisa ruim é que hoje é quase Natal, a data maior, e sei que em algum lugar de nossa cidade haverá uma festa que me cairia muito bem, com todos vocês mandando brasa nos comes-e-bebes, nas conversas e nas musiquinhas. Pois é, com certeza queimaríamos um óleo firme...

Vocês já passaram um 24 de dezembro, amigos, sozinho num país estrangeiro, numa noite sem qualquer perspectiva? É fogo maestros...

Estou doido para ver vocês e recomeçar a trabalhar. Imaginem que este ano foi praticamente dedicado à tese, pois Coimbra não é brincadeira.

Mas agora o tremendão aconteceu mesmo: esta histórica cidade teve que se curvar. Estou a fazer uma obra interessante – modéstia à parte, naturalmente – e vocês vão ver, deu um trabalhão.

Parece até que quando você apresenta trabalhos longe de sua terra algum sentimento patriótico está em jogo, não é engraçado... Mas, como diria o Sérgio Buarque, são as raízes...

Vou agora escrever para casa e pedir dois menus diferentes para a minha chegada. 

Para o almoço, uma feijoadinha com farofa de bacon, bistequinhas de porco (bem tostadinhas), uma couvinha mineira, e doce de coco. 

Para o jantar, um grande churrasco com direito a aperitivos, uma farofa bem soltinha, e papos de anjo... mas daqueles que só a mãe da gente sabe fazer. Daqueles que se a pessoa fosse honrada mesmo, só devia comer metida num banho morno e em trevas totais, pensando, no máximo, na mulher amada. Por aí vocês vêem como estou me sentindo... nem cá, nem lá...

Fiquei muito contente com o sucesso das tarefas, dos trabalhos e das traquinagens de vocês por aí. E a vindoura filha do Jeco hein... que negócio tão direito! Vamos ver se desta vez o rapaz toma jeito...

Fiquei muito contente também com a notícia do insucesso do Coritiba aí no Brasil. Dizem que estão achincalhando o timinho pra valer! Isso me alegra muito pelo Baiano, pelo Neto e pelo Black... e pra que mentir, por mim também! É bom saber que aos poucos este time vai sendo esquecido, que o povo passa a ficar cantando outras coisas... pois, no fundo mesmo, é para o bem deles que aquele time se decompõe.

Ainda, por ser quase época de Copa do Mundo, lembro-me tão bem quando fizemos um samba, uma madrugada, na praia, há uns seis anos atrás, por aí... Eu disse a Chico, a Zappa e a Gerson: “Isso tem pinta de sucesso!”.

E ficamos dançando e cantando samba, até o sol raiar...