Mostrar mensagens com a etiqueta libertadores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta libertadores. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 9 de abril de 2014

# anotem as placas (ou, "a lânguida decadência do nosso futebol")


O Brasil, com dinheiro e sem inspiração, está a praticar um futebol que pode ser considerado um dos mais feios e vazios do planeta – não disse pior, disse "feio" e "vazio".

E não falo apenas em comparação ao desbunde daquele praticado no Velho Mundo, com a reunião de astros e esquemas de máxima grandeza.

Comparo-o ao que tenho vista em nuestra América – Argentina, Colômbia, Chile e Uruguai têm suas seleções jogado mais do que nós , e nestes jogos do maior campeonato da Terra (v. aqui), cujos clubes hermanos mostram um futebol  em suas partes tática, técnica, física e mental – superior ao nosso. 

Ontem, por acaso, foi apenas mais uma prova, como também já tinha sido na terça-feira e em toda a competição latino-americana.

Com jogadores caros e de nível barato, Atlético, Flamengo e Botafogo, por exemplo, levaram um banho.

Argentinos, mexicanos e até bolivianos mostram-se muito melhor preparados, com um padrão e sistema de jogo absolutamente superiores e, até, muito mais técnica.

O condicionamento físico de Flamengo e Botafogo deu pena. Antes mesmo da metade do segundo tempo, a grande maioria sofria para caminhar, olhando a banda de mexicanos e argentinos passar. 

Culpa, claro, de um futebol brasileiro que ainda se importa com os torneios estaduais, os quais impedem uma pré-temporada e uma preparação adequada – imagine que, já no começo de um moribundo janeiro, os grandes clubes obrigam seus atletas a estarem competindo, vagando pelos campos de pelada interior adentro. Ademais, tal qual aqueles nossos criativos japoneses, lembremo-nos que, historicamente, os nossos jogadores são menos atletas do que os jogadores dos outros, 

Em termos táticos, os brasileiros são medíocres e andam sofríveis. Não há nada, nada pensado, treinado, armado, engenhado. Nenhuma alteração, nenhuma variação e nenhum ensaio. É o trivial, o básico e o bumba-meu-boi, resgatando o futebol europeu de priscas eras, baseado no chuveirinho e na correira desenfreada.

Culpa, claro, da má preparação dos nossos profissionais, do descaso com o estudo e a estratégia do jogo e das atitudes de quem ali à beira do campo pensa saber tudo – e por isso ignora o óbvio ululante  ou sabe que não pensa em nada – e por isso insiste só nas obviedades.

E, tecnicamente, o jogador brasileiro tem a cada ano piorado. Os três times eliminados desta Libertadores são apenas o corolário desta fase horrorosa dos nossos jogadores, que não conseguem trocar três ou quatro passes, que vivem de chutões e de bolas paradas e que desconhecem qualquer sentido de organização e coletividade. 

Culpa, claro, da má formação técnica, da falta de preparo nas categorias de base, da insistência em confundir "habilidade" com "técnica" e do desprezo com que sempre encaram qualquer conformação plural, ainda a pensar que resolvem tudo a hora que bem queiram e, ignorando o football association, não admitindo a nossa flagrante escassez de didis, niltons, gersons, rivelinos e zicos.

Não, o futebol brasileiro há tempos já não tem esta moral e esta profusão de individualidades geniais.

A eliminação precoce de metade dos times brasileiros no torneio, marcada por um atropelamento físico, tático e técnico dos adversários, é apenas mais uma prova disso.

Talvez esta Copa do Mundo poderá nos fazer enxergar isso em definitivo.

E do pior jeito possível.


quarta-feira, 26 de março de 2014

# atleticania (xiii)


O Atlético jogará 40 dias e 40 noites e não ganhará dos argentinos do Vélez Sarsfield, poderia assim descrever um personagem bíblico.

Mas não sejamos injustos: o rubro-negro não jogou mal.

Afinal, um time que cria ao acaso e joga no lixo quatro reluzentes, absolutamente reluzentes, chances de gol, afora tantas outras menos claras, não pode assim ser criticado.

Porém, por outro lado, jamais poderá querer sair vivo da batalha assim desperdiçada, ainda mais contra um adversário tão bem selado, registrado e carimbado em Copas Libertadores da América, com bons atletas e um bom esquema.

Acontece que uma coisa é não ter jogado mal, em uma singela evolução tática – méritos, se possível, ao nosso técnico, que parou com pirofagias para tentar construir o óbvio com a mão-de-obra disponível , outra coisa é ter jogadores ruins e que sempre jogarão mal, fiéis merecedores do ocaso eterno.

E isso tudo é meio lógica, é meio matemática, e por isso não se venha querer falar em sorte.

Repitamos, pois, o que aqui e aqui dissemos: o que esperar de um time que se apresenta com Suéliton, Cleberson, Dráusio, João Paulo, Paulinho, Mirabaje e, agora, este Bruno Mendes, senão o absoluto fracasso, o nada, o zero, tudo arredondado em números nada complexos? E, para tornar tudo ainda mais caótico, numa noite em que Weverton e Éderson não estavam nada bem...

Bem, hoje, Dia Estadual do Clube Atlético Paranaense (v. aqui), é o nosso aniversário de 90 anos.

E como de polacos nosso povo curitibano também é feito, acredito que a festa não durará somente 1 dia.

Portanto, amanhã à noite, na outra partida do nosso grupo, prevejo que os bolivianos viajarão e, contra o vento peruano, não ganharão.

Será o nosso presente, de novo oferecido por aquele grande amigo, o Sr. Imponderável de Almeida (v. aqui).


sexta-feira, 14 de março de 2014

# atleticania (xi)


Não há exagero algum, meus senhores: ao lado da mulher barbada do Circo Vostok, na noite de hoje se viu uma das coisas mais feias desta vida.
 
Os noventa minutos da vitória do Atlético, fora de casa, com gol contra, contra este time do Peru, foi daquelas apresentações de circo dos horrores, daqueles eventos clandestinos proibidos para menores, daquelas imagens de esquinas escuras de centro com damas rampeiras de quinta, daquelas cenas de documentário do Discovery em que magras e decadentes hienas destroçam os restos de gnus fazendo explodir sangue e vísceras na tela da tv.

Um cenário de provocar medo.


Mas, além disso, ao empurrar ladeira abaixo um bando de borrachos, o Atlético  de novo com três das suas máximas feridas em campo e com o Calma Cocada no banco (v. aqui causou pena e fúria.
 
Pena, porque até se percebia no semblante esforçado de alguns a tentativa de tentar bater uma bola com dignidade; e fúria. porque tantos outros desprezavam o óbvio ululante exigido para uma partida de Copa Libertadores da América (v. aqui).

Ora, o que a legião de Suéliton, Cléberson, Deivid, João Paulo, Paulinho, Bruno Mendes, Éderson, Coutinho e, claro, Mirabaje, errou no jogo de hoje, em doses industriais, não é digno da nossas cores e do esporte profissional. 

Múmias paralíticas, peças frágeis, ínguas modorrentas, um amontoado inapto que, a jogar contra uma brisa seca, suave e inofensiva, parecia se esmerar para deixar tudo zero a zero. 

Um jogo em que, sem muitos esforços, um onze qualquer ganharia por meia dúzia, seguiu amargo e melancólico até o final, num deserto de lambanças, de torpeza e de ingratidão à bola, tudo sob os olhares nervosos de todos os fantasmas incas que habitam aquele estádio, o maior da América do Sul. 
 
Ainda que neste período quaresmal, qualquer, repito, qualquer time não teria piedade e misericórdia para atropelar, sem dó, aquele grupo fantasiado de jogadores, uma verdadeira trupe de lhamas virgens que entrou em campo apenas por questões de formalidade contratual e que, num misto confuso de inépcia e infortuna, não conseguia acertar dois – dois (!) – míseros lances consecutivos. 
 
Foi, meus senhores, uma vergonha, um ultraje ao futebol o que se viu na noite desta quinta-feira em Lima, capital peruana.

O rubro-negro não jogou absolutamente nada, em um jogo que só ele jogou.
 
Por isso, do jeito que foi, se minimamente justo, deveria o Atlético devolver estes três pontos.
 
Afinal, ao menos assim ficaria em paz com os deuses do futebol, que não costumam perdoar traições.


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

# atleticania (x)


Há pouco, o Atlético perdeu em Buenos Aires, para um pesado Vélez Sarsfield, na segunda rodada da Libertadores.

Mas não falemos do time; tratemos, apenas, de quatro peças e um artesão: o que esperar de um escrete com Suéliton, Dráusio, João Paulo e Mirabaje, juntos, sob o mando de um Miguel Ángel?

Vamos por partes, à la Jack.

O impronunciável Suéliton já peca pelo nome. Sim, antes deveria passar pelo crivo seletivo do Dept. de Recursos Humanos a alcunha da criatura; e, só depois, se analisaria a mínima aptidão ao rude esporte bretão. Já barrado na primeira etapa, não se precisaria ver um cabra que corre atabalhoadamente, não marca ninguém e sempre que chega ao ataque, cai. Pois é, meus senhores, vejam só a triste perspectiva deste jovem: ele tenta ser um Wagner Diniz.

Depois, sobre o tosco Dráusio, novamente o RH do Atlético vacila e despreza a psique humana. Ora, como contratar alguém com o potencial de se sujeitar a um foto na balada curitibana fazendo pose de rapper alegre (v. aqui)? Em campo, não consigo lembrar de um protótipo de zagueiro tão ruim. Ele, incrivelmente, consegue aliar lentidão, inabilidade, imobilidade e despreparo técnico-intelectual. Em suma, um sujeito com total falta de noção fora e dentro de campo.

Ainda, temos de longa data a múmia paralítica chamada João Paulo. Este, se não me falha a memória, disputa a liderança mundial em "passes errados para o lado". É de uma inutilidade imensa, tem o preparo físico de um cágado e submete-se a uma tatuagem gigantesca no pescoço. Sem função tática ou técnica, ainda se altiva por não ir numa dividida, a ficar sempre na expectativa soberana das migalhas. Literalmente, olha o jogo. 

E agora o tal do Mirabaje. Um horror. E o mandatário do Atlético me faz lembrar aqueles índios da época do nosso descobrimento que se iludiam por tudo que brilhava e fazia barulho, caindo no conto dos vigários portugueses. Hoje, Petraglia facilmente se engana por tudo que habla español. Desconfio ser algum trauma, algo meio freudiano, ou talvez mera conveniência, não sei. Mas este arremedo de jogador é, com muito esforço comparativo, um pouco pior que Lobatón, aquele folclórico peruano que apareceu na Baixada no fim dos anos 90. 

Por fim, meus poucos mas fiéis leitores, o que falar da mais nova invenção petragliana, o Sr. Miguel Ángel? Será que vale a pena comentar a absoluta falta de sistema de jogo, de padrão de jogo e de organização tática do Atlético? Será que vale a pena falar sobre a sua completa falta de comando, de liderança e de empatia com o time rubro-negro? Será que vale dizer algo sobre o caos, sobre os buracos-negros e sobre o bumba-meu-boi do jogo atleticano? Não, não, não... 

Na verdade, depois daquela linha-burra no 1º tempo do jogo de estréia na Libertadores e da insistência em manter os seus cabelos num estilo "Calma, Cocada!", devolvê-lo imediatamente à Bolívia é a mais urgente solução.

Ou melhor, num pacotão com ele e a trupe indicada, frete-se um Lapeana com destino à Cordilheira do Himalaia. 


E sem retorno, é claro. 


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

# atleticania (viii)


Se já ninguém discutia sobre ser o maior esporte do planeta, vou além para dizer que não restam dúvidas de que seja o maior espetáculo da Terra.
 
O que mal pude ver desta majestosa noite em Curitiba, aqui neste distante e pequeno Rio de Janeiro, direto das arranhadas imagens da tela quase ao vivo do computador e dos grunhidos gagos e ecoados do rádio-amador, foi mais uma vez antológico.
 
Um Atlético sofrido, todo desmantelado pelo descaso e pelos devaneios inconsequentes do seu mandatário (v. aqui), contra um ultraviolento time peruano, no jogo decisivo da Primeira Fase da Copa Libertadores da América, levado aos pênaltis depois de um gol, de pênalti, aos 50´ do segundo tempo.
 
Um Atlético capenga, desarmado, sem comando fora (um vazio rotundo no banco), sem liderança dentro (um buraco negro no meio) e padecendo da ausência do bom grupo de jogadores da temporada passada (v. aqui), contra um time peruano que em 35´ já levara 5 cartões e cometera centenas de faltas, no jogo em que o primeiro tempo mostrava ir para o ralo todo o ano de 2013.
 
Um Atlético revigorado, retornando do intervalo na dinâmica atômica de Marcelo e com a capa toureira de Fran Méridacontra um time peruano que num único lampejo de ataque marcara o impedido gol, no jogo em que a obrigação de vencer era muito maior que a esperança.
 
Um Atlético guerreiro, que tem no comedor de gilete Éderson e no fião de Bacabal Manoel os mais legítimos espartanos destas terras médias, contra um time peruano que embromava, encerava e retardava ao máximo qualquer reinício de partida, no jogo em que a eliminação seria internacionalmente humilhante.
 
Um Atlético heróico, ressurgido das cinzas pelos pés de dois piás gigantes (Nathan e Mosquito) e pelas mãos salvadoras de Wéverton, contra um time peruano recuado, cevado e com nove, no jogo em que o nosso fim já dava lampejos de não estar tão próximo.

Um Atlético empurrado pelo amor de uma grande torcida e iluminado pelas bençãos dos deuses do futebol, no jogo em que por três vezes superou o impossível.

Um Atlético que, por conhecer o seu valor, avança América adentro para buscar o título.

 

sexta-feira, 15 de julho de 2005

# cacos


A leitura feita pela cigana não poderia mostrar um destino diferente, pois, sabiamente, nas linhas tortas da vida tem-se os certos escritos divinos.
 
Por alguns momentos, o mais racional dos seres esquece esta virtude, deixa de tê-la e age, apenas, pela irracional emoção.

Não seria possível, jamais, se permitir a crença gratuita e cega em resultados tão incertos.
 
Ficou inteligível a deficiência técnica do todo, assim como ficou clara a incompetência de alguns, mas nada ficou tão transparente como a certeza da mediocridade estúpida de outros, nomeadamente aquele que não tinha mérito, capacidade ou muito menos moral para cumprir uma missão tão sublime e decisiva, um pênalti que tomou proporções similares àquele cobrado (e errado) pelo galinho de quintino na copa de 86.
 
A noite de quinta-fera trouxe à tona a relativa falácia daquele ditado que diz ser o futebol uma caixinha de surpresas.

Não foi.

Individualmente, com alguma parcialidade, indicar-se-ia um empate técnico entre os goleiros; no mais, uma superioridade adversária vista a olhos nus, que inclusive fez-me indicar este algoz, já há algumas semanas, como o maior candidato ao título nacional deste ano.

Mas, por favor, nada que justificasse, sem qualquer clemência – e o próprio embate foi um exemplo – a queda-livre de quatro, ao vivo, em rede mundial.

Como a vida, o mundo da bola também é impiedoso, cruel e injusto.
 
Hoje, a ressaca mostra o que é perder uma final de copa do mundo particular, quase solitária.

Você não vê o galvão esgoelar-se em choros, você não nota os nordestinos a compor chatos repentes trágicos e você não sente um luto não-oficial de sete dias pela derrota canarinho.
 
Diferente, isolo-me em um desconforto pessoal, individualizado e privado, que contrasta com o sentimento de indiferença de dezenas de milhões de pessoas, ou, pior, com a (recôndita) alegria da outra metade desta cidade e o (tresloucado) êxtase de uma inumerável nação tricolor-paulista.

Não há purgatório, o céu e o inferno estão aqui, lado a lado, em formas unívocas de convivência.
 
Definitiva e sinceramente, é claro que o vice-campeonato é uma bosta.


 

quinta-feira, 30 de junho de 2005

# a esperança venceu o medo (ou, a realidade supera a ilusão)


Estádio Jalisco, Guadalajara, México.

Difícil no mundo das Américas lembrar um cenário mais propício - talvez, apenas, o Maracanã, no Rio, e o Monumental de Nuñes, naquela cidade.

E foi lá, terreno eterno da nossa Copa de 70, que Antonio Lopes superou Zagallo, que Diego sobrepujou Félix, que Jancarlos igualou-se a Carlos Alberto, que Danilo e Durval fizeram muito mais que Brito e Piazza, que Marcão foi muito melhor que Everaldo, que Cocito foi Gérson, que Alan Bahia jogou mais que Clodoaldo, que Fabrício lembrou Rivelino, que Fernandinho recordou Jairzinho, que Aloísio chegou a ser Tostão, e que ele, Lima, chegou perto d’Ele.

Agora, já no início desta madrugada, deu na “Highlights” da ESPN, no “Repórter Cbn” da CBN, na FOX, na CNN e em todas as mídias de todos os lugares de todos os cantos da América: o Atlético ‘El’ Parananese, o Furacão, The Hurricane, El Huracán está na final da Taça Libertadores da América, o segundo maior campeonato de clubes de todo o mundo. Com um desempenho similar (ou melhor) ao exigido por uma Copa América, o Atlético demonstra raça, força, garra, vontade, vigor, pancada, contra-ataques, sobriedade, cabeçadas, carrinhos, cotoveladas, inteligência, motivação e, principalmente, uma superação psicológica e física sem igual no mundo do futebol nos últimos anos.
 
Hoje, o Atlético desperta idolatria e ódio. Hoje, o Atlético é um é um dos dois melhores clubes dos três continentes americanos.
 
Hoje, o Clube Atlético Paranaense é exemplo para todos que um dia quiserem também se planejar, se desenvolver e crescer para firmar-se como um dos grandes clubes do Brasil e, agora, das Américas.

 

quarta-feira, 15 de junho de 2005

# um fato sucumbe mil argumentos (ou, a vingança é um prato que se come frio)


Nada mais melindroso que um embate com cartas quase marcadas. Era a imprensa – marrom, branca, cor-de-rosa, regional, nacional, enfim, de todos os matizes e centros – a blasfemar e a desdenhar; era o clube praieiro a menosprezar; era, por fim, a própria massa rubro-negra a não acreditar no grande rubro-negro.

Um magnifíco jogo, marcado pela raça, pelo empenho, pela dedicação e pelo caráter dos atletas, transformou todas estas teorizações e prospecções dos últimos dias em pó. Uma tamanha superioridade do clube paranaense que fez encolher o aclamado melhor time do Brasil. Um resultado final que, antes inusitado, adquiriu um contorno normal, comum, esperado e obrigatório. Uma classificação às semifinais digna, valente e épica, que tira das manchetes o tufão Bob Jeff e coloca no lugar o furacão Atlético Paranaense.
 
Hoje, finalmente a comunidade americana reconhece – pois conhecer já conhecia, de outros carnavais... – esta mais nova obra da natureza, que com seu ímpeto de extrema veemência está a destruir o que passa e deixa, marcante, um importante rastro no cenário futebolístico americano.

Já se sabe que, desta noite de quarta-feira em diante, o Clube Atlético Paranaense fez incluir o estado do Paraná e a cidade de Curitiba no mundo da Conmebol, passando a constar no seleto rol dos mais importantes clubes da América de 2005, pois está, ao lado de river plate, são paulo e chivas, entre as quatro melhores equipes do mais grandioso torneio da América Latina - fato que sem dúvida ficará registrado na já consagrada história deste segundo maior campeonato de clubes do mundo.

Vida brava e longa ao mais novo furacão das américas, que, para surpresa de mexicanos e demais latinos, agora vem do Sul e não mais das costas do Atlântico Norte.