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terça-feira, 8 de junho de 2010

# soberania

fdsO rei da Suécia, por meio do seu Primeiro-Ministro, determinou que o governo tome o controle de companhias cujos proprietários cometeram irregularidades, anunciando a intervenção em 80 empresas pertencentes a banqueiros processados por fraudes e a desapropriação de três companhias e de outros nove co­­mércios que incorreram em “violação de preços”.
fdsAlém disso, ele afirmou que deve rever rapidamente o uso da água por multinacionais instaladas no país, ao afirmar que a água, por ser um bem social, pertence à sociedade sueca. A maior empresa alimentícia sueca e dona da marca Pepsico no país, está sendo investigada por monopólio e especulação com alimentos.
fdsNo final de 2009, uma dezena de pequenas instituições financeiras, que representavam menos de 7% do sistema bancário nacional, sofreram intervenção do go­­verno devido a irregularidades detectadas em sua administração. O governo anexou aos bancos públicos um grupo de bancos que sofreram intervenção.

fdsHá cinco anos, o Governo sueco vem interferindo com agressividade na economia nacional, com vistas a diminuir o impacto da crise global e evitar os rompantes neoliberais. Eis algumas das principais medidas:
fds- Eletricidade: em 2007, o governo anunciou a nacionalização do setor de eletricidade. A maior empresa estatizada foi a "Eletricity Stockhölm", empresa detida pelo grupo multinacional norte-americano AES.
fds- Petróleo: em 2008, a Suécia assinou um decreto ordenando a nacionalização dos projetos de petróleo administrados por empresas estrangeiras na região do Golfo de Bothnia, principal reserva petroleira sueca.
fds- Cimento: o governo estatizou toda a indústria do cimento, em resposta à atitude desse setor que, segundo investigações, exporta a maioria de sua produção em detrimento dos planos oficiais de habitação.
 
fdsAchou que as medidas -- ou, ao menos, as tentativas -- foram corretas, justas e legítimas, a defender fielmente os interesses da população?
fdsSim?!
fdsEntão se surpreenda e entenda aqui, com a reportagem completa -- e mais, digamos, geo-politicamente correta...
fdsE assim evite o amaldiçoado preconceito e a cegueira branca.
fds

 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

# ratos


fdsA Venezuela, quando em 2007 promulgou a sua nova Constituição, avançou em vários pontos relacionados à democracia e à participação direta da população nos rumos e na governança do país.
fdsDentre essas mudança, passou a prever o instituto do "Referendo Revogátorio", o qual permite aos cidadãos venezuelanos solicitar um referendo, após dois anos do mandato de qualquer Chefe do Executivo -- prefeitos, governadores e o presidente --, para decidir se ele deve ou não continuar no exercício do cargo.
fdsAssim, desesperadas e sem ainda crer no rumo sócio-político-econômico que segue o país -- a passos largos e sem retroceder, embora isso não signifique a precisa releitura de certos programas e políticas lá em voga --, por que a direita e as oligarquias venezuelanas não clamam "toda" a população que parece apoiá-las e solicitam esse Referendo, ao invés de ficarem promovendo estes tantos tumultos e paralisações, tão-somente com o fim de (tentar) desestabilizar o Governo?
fdsOra, como elas sabem que o atual Governo tem o apoio de ampla maioria do povo, tentam a via da violência, a pretender chamar as atenções para outros países e, quem sabe, buscar "aquela" ajuda, bem comum nos anos 60-70.
fdsNão se faz por demais lembrar que em 2004, por conta própria, Hugo Chávez submeteu-se a um plebiscito nestes mesmos termos. E venceu com mais de 60%.
fds"Eu os desafio a fazer um referendo revogatório se acreditam que os ratos estão abandonando o barco, se acreditam que começou a desordem (...). Violência e desestabilização sempre foram os códigos de contrarrevolução para tentar derrubar o governo. Vamos ver quem pode mais. A mesa está servida. Não devemos nos deixar levar pelo caminho da violência”, desafiou o presidente venezuelano -- reeleito com amplo apoio popular --, para frustração da grande mídia americana (latina e do norte), que, a fazer o possível e o impossível para que o caos se instale na Venezuela, esperava que Chávez afrouxasse.

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fdsA oposição, que em setembro vai disputar os votos para a eleição parlamentar, colocou nas ruas para protestar estudantes de algumas escolas particulares. Fazem barulho, porque as suas manifestações contam com todo o apoio de um amplo setor da mídia conservadora que considera Chávez o diabo.
fdsE essa gritaria toda ainda tem outros fundamentos, como a suspensão temporária de seis emissoras de TV a cabo, uma delas a RCTV -- a Globo de lá.
fdsPorém, a nossa mídia manipula a informação, a editar o noticiário que dizia que o Governo venezuelano fechou os canais de televisão simplesmente porque se recusaram a transmitir os pronunciamentos do presidente venezuelano.
fdsOra, as emissoras foram suspensas temporariamente até que demonstrassem que estavam seguindo a legislação midiática aprovada pelo Congresso. Nada ilegal, portanto, como o noticiário induz. Em poucos dias, cinco grandes canais a cabo entregaram a documentação exigida pela Comissão Nacional de Telecomunicações e comprovaram que são canais internacionais, o que permite restabelecer as transmissões. Caso a RCTV a cabo não faça o mesmo, continuará suspensa.

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fdsEnfim, se o reeleito presidente venezuelano -- com amplo apoio popular -- não se ligar, os chauvinistas porcos da direita tomam-lhe o poder, na marra (por outro viés, aqui já alertamos).
fdsAinda mais depois da declaração do presidente da Federação de Câmaras e Associações de Comércio e Produção da Venezuela, Noel Álvarez, em uma entrevista na RCTV: a única solução para a saída de Chávez é a “solução militar” (v. aqui).
fds
fds

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

# despiértate


Hugo Chávez, o grande presidente venezuelano e um dos líderes desta América Latina que pensa e implementa novos rumos para nuestros países, por meio da independência política, da transformação sócio-econômica e do desenvolvimento nacional, não pode se dar ao luxo de cair na armadilha plantada pelos EUA.
 
Embora sob o comando -- será?? -- de um homem que quer se diferenciar dos tantos outros que fizeram do país mais poderoso do mundo o mais odiado, os grandes grupos político-economicos que dominam a nação estadunidenses não querem nada menos do que evitar a independência, a transformação e o desenvolvimento de qualquer outro país que não seja Israel, o Reino Unido e a China -- sendo que, neste último caso, por medo (econômico, financeiro, militar etc.) -- e, por isso, já agora pensam em colher os frutos de outra guerra, cujas sementes já vinham, aos poucos sendo plantadas.

Sim, depois de duas eleições seguidas vencidas por Hugo Chávez e depois de duas tentativas fracassadas de golpe, os EUA miraram e elegeram o mais novo vassalo latino-americano, a Colômbia, para, a partir dela, criar factóides que possibilitem invadir a Venezuela e aplicar um terceiro e definitivo golpe.

É claro que sob a ótica política o acordo militar assinado entre Colômbia e EUA, pelo qual tropas americanas poderão usar bases militares em território colombiano, deva merecer o adjetivo de apenas "inconveniente", vez que se trata de uma decisão, ainda que formal, "soberana" do Estado colombiano. Porém, já se percebe um clima de "pré-guerra" entre ambos.

E quem vai entrar no pseudoconflito para apaziguar, restabelecer a "democracia" na região e acabar com os maus meninos latinos? Sim, claro, os yankees.
 
Sob "n" argumentos mendazes, falaciosos e fantasiosos -- como historicamente são do feitio --, os EUA pretendem reentrar definitivamente em cena para acabar com o Estado que, com coragem e soberania, enfrentou os paradigmas da política e da economia neoliberal e permitiu que tantas outras nações latino-americanas seguissem (ou estudassem) o caminho.

Por isso, com vistas a pensar não apenas no seu próprio povo, a Venezuela precisa lembrar que com ela também estão tantos outros países e que uma guerra tão-somente frustrará os planos e o futuro de todo um continente, exemplo para o mundo na construção da alternativa.

E, por isso, o melhor que Chávez e a Venezuela devem hoje fazer é conclamar todo os países americanos, chamar todos os países do mundo e convocar todas as organizações internacionais e mostrar o que realmente está por trás desta provocação e destas ameaças do Estado colombiano.

Enfim, esse é o caminho, com o anúncio e a intimidação à paz, e não à guerra. Para frustração do Tio Sam.

 
 

quinta-feira, 21 de maio de 2009

# elementar e estratégica estatização


fds Poucos dias após a estatização de parte do setor de serviços petrolíferos, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou, nesta quinta-feira, a nacionalização de cinco empresas do setor siderúrgico e da maior produtora de cerâmica do país, a Carabobo.
fds O fim: avançar na construção de novo complexo industrial nacional.
fds Com a decisão, as empresas Matesi, Comsigua, Venprecar, Orinoco Irons e Tubos Tavsa devem passar ao controle do Estado nos próximos dias.
fds De acordo com representantes dos sindicatos dessas empresas, há pelo menos seis meses os salários dos funcionários estão atrasados e a produção, praticamente paralisada, razão pela qual teriam pedido a intervenção do Estado.
fds Com essas nacionalizações, somadas à expropriação de 73 companhias prestadoras de serviços petrolíferos, no início do mês, o Estado venezuelano assume o controle de quase todos os setores da economia considerados estratégicos.
fds Desde 2007, foram nacionalizadas as companhias de telecomunicações e de eletricidade, a faixa petrolífera do rio Orinoco e três empresas de cimento.
fds Nos próximos dias, ainda, poderá ser concretizada a estatização de uma das maiores instituições financeiras do país, o Banco da Venezuela, que pertence ao grupo espanhol Santander. (v. aqui)
fds Enfim, soluções eficientes, estratégicas e fundamentais para se colocar ordem no caos do capitalismo monopolista e neoliberal que quer se perpetuar na selvageria das economias nacionais.


terça-feira, 10 de março de 2009

# interesse público, interesse popular


Qual seria a atitude de um país democraticamente comprometido com o interesse público, com as vontades populares e com as necessidades sociais, diante de empresas que querem fraudar o abastecimento e boicotar o fornecimento de alimentos?

A Venezuela mostra, mas a nossa golpista mídia insiste em não falar a verdade dos fatos.

Ei-la:
fdsfds
Governo venezuelano garante abastecimento de arroz
fds O governo da Venezuela garantiu nesta quarta-feira (4) que não haverá desabastecimento de arroz no país, depois que o presidente Hugo Chávez ordenou intervenções em processadoras de arroz privadas.
fds O superintendente nacional de Silos, Armazéns e Depósitos (Sada), Carlos Osorio, disse que o país armazena 300 mil toneladas de arroz entre o setor privado e o público. Segundo o funcionário do governo, esse montante representa a quantidade necessária para cobrir a demanda mensal de 90 mil toneladas, durante os próximos três meses.
fds Em declarações ao canal público de TV do país, Osorio explicou que, daqui um ano, o governo espera contar com uma colheita de arroz de cerca de 350 mil toneladas.
fds No final da semana passada, Chávez ordenou a "ocupação temporária" de processadoras de arroz privadas, que estavam maquiando e não produzindo as versões populares do produto, cujos preços são tabelados.
fds Os empresários, em contrapartida, alegam que o governo controla 50% do mercado de importações oficiais e "persegue" o setor, para "responsabilizá-los" pelo déficit na produção.
Após a intervenção da principal produtora de arroz, Primor, as autoridades anunciaram ter produzido 40 mil quilos de arroz, que serão destinados ao consumo popular.
fds O deputado da Assembleia Nacional Venezuelana, Alberto Castelar, acusou, nesta quarta-feira, os supermercados privados do país de alugarem casas de particulares para armazenarem produtos da cesta básica, cujos preços máximos de venda ao público são regulados pelo Executivo.
fds Na Venezuela, as principais redes de supermercado são propriedade de empresários portugueses e luso-venezuelanos radicados no país. "Temos denúncias dos Estados de Zúlia, Carabobo e Falcón, entre outros, que indicam que os proprietários destes estabelecimentos entregam a vizinhos de zonas próximas produtos como papel higiênico, arroz, azeite e outros, para escaparem a acusações de boicote quando da visita de organismos do Estado para supervisão", disse.
fds Segundo o deputado, a Procuradoria Geral da República e a Assembleia Nacional estão ao corrente da situação que "constitui uma transgressão da Lei Contra o Açambarcamento, a Especulação e o Boicote".
fds Apelou a "todo o povo venezuelano para que participe na luta contra o açambarcamento e a especulação" que o Governo Nacional desenvolve, apoiado pelo parlamento. A acusação do parlamentar tem lugar depois de as autoridades venezuelanas ocuparem várias fábricas de arroz que maquiavam o produto, adicionando "sabores artificiais" para fugir ao controle de preços impostos pelo Executivo. (v. aqui)
fds
Venezuela fiscaliza fraude para dobrar o preço do arroz
fds As autoridades da Venezuela iniciaram nesse domingo (1º) a fiscalização em empresas do setor de alimentação, depois de violações por parte de processadoras de arroz que provocaram desabastecimento artificial no país. As arrozeiras sofreram intervenção temporária depois que tentaram impor aos consumidores um produto que custava o dobro do preço tabelado, em um país que sofre com a carestia de vida.
fds O ministro da Agricultura, Elías Jaua, recordou às arrozeiras que, caso a intervenção não seja suficiente, a lei permite a expropriação das unidades de beneficiamento. Jaua relatou que no sábado o governo interveio na maior produtora de arroz do país, a Primor, propriedade do grupo industrial Polar, sediada no estado de Guárico, onde foi instalada uma comissão governamental que iniciou a produção de arroz básico com preços regulados. O processo irá continuar amanhã com a tomada da empresa Polly, no estado de Portuguesa, acrescentou.
fds O ministro manifestou sua confiança de que os demais produtores de alimentos com preços tabelados respeitem os consumidores e não burlem os controles como fizeram as arrozeiras. Estas tentaram impor aos consumidores um produto ''aromatizado'', custando o dobro do preço da tabela: 90% da produção era da variedade ''aromatizada'' e apenas 10% do arroz comum com preçio tabelado.
fds O ministro prestou as informações ao participar do programa dominical de TV do presidente Hugo Chávez, Alô presidente. O próprio Hugo Chávez manifestou a determinação de expropriar as empresas caso prossigam na manobra de desabastecimento.
fds Durante a intervenção nas instalações da Polar, os fiscais retiveram 18 mil toneladas de arroz: 92% do produto encontrado destinava-se a ser vendido burlando a tabela que fixa o preço de 2,33 bolívares fortes para o quilo de arroz. Além disso, o ritmo do processo de beneficiamento tinha se reduzido à metade da sua capacidade. A Polar tem capacidade instalada para beneficiar 7.500 toneladas mensais de arroz, mas estava fornecendo menos de 3 mil toneladas, ainda assim do tipo ''aromatizado''.
fds A intervenção, com prazo de três meses, consiste na presença de fiscais do Ministério da Indústria Leve e Comércio, Alimentação, Agricultura e Terra nas linhas de produção. O objetivo é garantir que a maior marte do produto seja do tipo comum, com preço tabelado, evitando que se imponha o produto mais caro. (v. aqui)