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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

# grã-fino das narinas de cadáver



Agora, a palavra da moda no cenário político é "austeridade" – menos na Grécia, claro, onde o termo foi varrido pelo povo.

E por todo o Paraná, e especialmente na sua Capital, escancara-se os efeitos ultranocivos das ladainhas neoliberais e de xoques de jestão propagadas pela turma demo-tucana (e até copiadas em certa parte pela leviana retórica petista) e, no caso, pelo reeleito governador Beto Richa.

Entretanto, e não poderia ser diferente, a grande mídia nacional esconde e não tece uma só vírgula sobre o caos que se instala pela Administração Pública paranaense (v. aqui)  a propósito, já pensaram o que se mostraria e falaria, Brasil afora, se o governo paranaense fosse do PT?

Bem, afora o escandaloso dia a dia repleto de uma "nada" constrangedor, as trevas deste triste e terrível (des)governo estadual vem na forma de estouro no limite de gastos com salários, da paralisação de obras em escolas, presídios, moradias etc., da interrupção dos poucos programas sociais e de dívidas e mais dívidas a descoberto. 

Ademais, o nada deste governo sempre fora tão flagrante em termos de políticas públicas, que Beto, o Energúmeno, a todo instante se segura em factóides e se agarra na esposa para destacar ações filantrópicas vazias, tentando se expor em outdoors pelas ruas das cidades para ostentar o sorriso vacilante, o bronze de Vanuatu, o V de alguma vitória e o relógio de vistosa marca.

Contudo, em termos de atitude, políticas e governo, é um nada, um sombrio e rotundo nada

Este picareta que ocupa a cadeira de governador lembra muito aquela célebre personagem das crônicas de Nélson Rodrigues, a "Grã-Fina das Narinas de Cadáver" (v. outra delas aqui), que, em pleno estádio, costumava olhar para o seu nobre acompanhante da hora  um desses eternos que reinam nas colunas sociais – e perguntar, sem titubear: “Hein, quem é a bola?”.

Eleito e reeleito com a promessa de gastar menos e melhor – típico (e falso) mote desta turma –, Beto enganou até onde conseguiu,  hoje já sendo notória a sua incompetência administrativa, a sua ignorância política e a sua incapacidade de reger a coisa pública.

Porém, isso não surpreende, afinal, que história  francamente, seria essa aqui? – e que trajetória profissional, pública, política ou social ele tem para merecer o cargo que ocupa?

Alguém lembra da sua atuação como parlamentar? E na Prefeitura de Curitiba, o que fez além de gastar milhões e milhões em narcisistas campanhas publicitárias, surfando na ultrapassada onda lernista de cidade-modelo? E o que falar do seu primeiro mandato de governador?

Ora, tudo se resume à grana posta em jogo – afinal, foi por causa de "verbas" e "cargos" que a maioria dos canalhas do PMDB no Parlamento, cheia de votos no interior do Estado, apoiou e reelegeu Beto – e ao maquiavelismo às avessas, bem como à necessidade da população querer deslumbradamente a tal da "renovação" e iludidamente o "novo".

Mas a sua essência é oca ou bafeja naftalina: o que é novo não presta, e o que presta não é novo. 

Além disso, parte da ópera bufa da reeleição ainda reside na sua casca de bom-moço, de modos etiquetáveis, de limpinho-aromatizado-com-polo-de-golfe-e-gel e de politicamente correto, cuja figura ainda se sustenta em relativa escala Paraná (e Curitiba, claro) adentro.

Mas que, evidentemente, não deveria ultrapassar os limites do Graciosa Country Clube ou do Iate Clube de Caiobá.

Enfim, a população acabou de novo engolindo este outro conto do vigário tucano, esta outra fábula do governo-empresa e esta outra cantilena da gestão privada da res publica  e agora terá que aturar as desventuras deste mimado "piá de prédio" e seus deputados de quinta categoria.

Enquanto isso, o bom síndico que teríamos continua em Brasília, no meio daquele Senado...

Ossos, pois, da democracia.

E no final, o Governador articula e a Assembleia passa por cima do povo paranaense



sexta-feira, 24 de outubro de 2014

# aspas (xliv)


Sobre o que o panfleto Veja diz ou deixa de dizer, como na capa antecipada de hoje, já não importa a quase ninguém, há pelo menos 15 anos.

Não me refiro às pautas, à (o)posição ou aos seus interesses -- v. aqui --, pois isso é do jogo.

Ocorre que ela, reiteradamente, se rebaixa aos mais sórdidos e inimagináveis níveis, o que a torna até caricatural.

Fico, assim, com a célebre sentença do Senador Roberto Requião (v. aqui):

"Veja... não compre. Se comprar, não leia. Se ler, não acredite. E se acreditar, relinche".

E, depois, com a de Joseph Pulitzer, cujo nome dá título ao maior prêmio do jornalismo mundial e que muito bem ilustra quem publica e o seu público:
 
"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma".


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

# compunção


Este tal de mundo é mesmo muito estranho.

Por entre tantas outras razões, eis que agora, lá na minha Curitiba, do meu Paraná, vejo e ouço, aos borbotões, centenas de pessoas a detonar o piá de prédio que elegeram para ser Governador do Estado.

E pior, insistem agora em querer elogiar e ter saudades do tri-Governador Roberto Requião, outrora contumaz persona non grata no seio da nata gemente curitibana.

Ora, ora, esta gente toda que insistiu e defendeu a eleição do patrício e bon vivant, espécime da pior cepa tucana, imaginava o quê? 

Afinal, esta turma do castelinho sempre adorou este tipo de gente, sempre trabalhou dia-e-noite, em blá-blá-blás intermináveis, inventando teses e crendo em teorias estapafúrdias, armazenadas no mais fundo ranço conservador que há gerações carregam, para enfim justificar o injustificável apoio a este pseudopolítico, cuja fama não é de trabalho, de gestor público ou de intelectual (v. aqui).

A onda do cara é outra. A onda do cara é a mesma onda da encastelada turma que quis ele lá. A onda é tirar uma onda, posar de miguim do Curitibano e terceirizar o Estado na mão de asseclas e empresas privadas.

Aqui, em nossa seção "antifahrenheit 451 entabulada de março de 2007 a julho de 2010 , falávamos muito do governo Requião, lá de dentro, a funcionar com uma modesta trincheira contra os ataques odiosos de uma grande mídia que vivia sem a grana pública da propaganda e de uma burguesia que vivia sem os afagos de um político tradicional.

Sim, criticávamos e fazíamos o contraponto a várias medidas e, principalmente, a algumas podres laranjas que não honravam e que jamais poderiam fazer parte daquele trabalho; mas, para além disso, era um meio para mostrar tudo aquilo que a grande mídia escondia e aclarar tudo aquilo que os encastelados nativos teimavam em não querer ver.

E o que esta mesma gente, que hoje esbraveja contra um dos seus pupilos, fazia na época? Nada, nada, nem mesmo a atenção e um mísero voto de confiança naquilo tudo que falávamos e explicávamos sobre as políticas públicas do Governo e o jeito Requião de governar.

Pelo contrário, continuava apenas a desdenhar, a fazer chacotas ou, então, na sublime estupidez que invariavelmente a caracteriza, a tachá-lo de filhote da Venezuela, de réquiem brizolista ou de louco populista.

Uma gente, enfim, que merece este finado mandato de Beto Richa, o Bebeto do Soho Batel, e o seu "xoque de jestão". 

Uma pena para o povo paranaense.


Interior do Palácio Iguaçu, sede do Governo do Paraná





quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

# aspas (xxviii)



No seu "Conversa Afiada", Paulo Henrique Amorim repercute o discurso do Governador do Paraná, Roberto Requião, no qual disse, para espanto de alguns, que "autoridades não devem gozar de sigilo", que "água é bem público imprivatizável" e que "o MST é uma dádiva de Deus, pois encaminha uma juventude excluída para um trabalho de militância social e para arar um pedaço de terra".

Eis o post do jornalista (v. aqui):

- Com o MST eu converso, disse Requião.
- Eu encaminho reivindicações ao Governo Federal; eu faço uma escola.
- Com o crime organizado -- que seria a alternativa para a juventude excluída -- eu faço o quê?, perguntou Requião.
- No MST, alguns querem o socialismo e eles têm direito a isso.
- Outros querem um pedaço de terra.
- E outros querem vender a terra -- e são esses que empurram o MST adiante.
- Eu conversei com o Governador Requião sobre a Sanepar.
- Uma empresa de saneamento que Daniel Dantas privatizou e Requião tomou de volta.
- Requião, ao contrário do Presidente Lula, enfrentou Dantas.
- Requião disse que gostaria muito de ver Dantas na cadeia.
- E disse mais, sobre a batalha do Presidente do Supremo e o delegado Protogenes: Requião acha que autoridade não deveria ter direito a sigilo.
- A nenhum sigilo, muito menos o telefônico.
- Só não pode divulgar conversas íntimas, privadas; o resto, todo mundo tem o direito de saber.
- O homem público é público, diz Requião.



 

sábado, 28 de março de 2009

# aspas (xi)



Já há muito tempo defendíamos essa opinião, agora também expressada pelo Governador do Paraná, Roberto Requião:

- "A autoridade pública, o agente público não deveria ter direito a sigilo. A nenhum sigilo, muito menos o telefônico. Só não pode divulgar conversas íntimas, privadas. O resto, todo mundo tem o direito de saber. O homem público é público".

Mas quando o nosso Congresso aprovaria uma lei desta? Eis um conflito para Santo Expedito e São Nunca resolverem.

Ou para um Governo que repense um Parlamento nestes moldes e o tal do pluripartidarismo.