terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

# atleticania (x)


Há pouco, o Atlético perdeu em Buenos Aires, para um pesado Vélez Sarsfield, na segunda rodada da Libertadores.
 
Mas não falemos do time; tratemos, apenas, de quatro peças e um artesão: o que esperar de um escrete com Suéliton, Dráusio, João Paulo e Mirabaje, juntos, sob o mando de um Miguel Ángel?
 
Vamos por partes, à la Jack.
 
O impronunciável Suéliton já peca pelo nome. Sim, antes deveria passar pelo crivo seletivo do Deptº de Recursos Humanos a alcunha da criatura; e, só depois, se analisaria a mínima aptidão ao rude esporte bretão. Já barrado na primeira etapa, não se precisaria ver um cabra que corre atabalhoadamente, não marca ninguém e sempre que chega ao ataque, cai. Pois é, meus senhores, vejam só a triste perspectiva deste jovem: ele tenta ser um Wagner Diniz.
 
Depois, sobre o tosco Dráusio, novamente o RH do Atlético vacila e despreza a psique humana. Ora, como contratar alguém com o potencial de se sujeitar a um foto na balada curitibana fazendo pose de rapper alegre (v. aqui)? Em campo, não consigo lembrar de um protótipo de zagueiro tão ruim. Ele, incrivelmente, consegue aliar lentidão, inabilidade, imobilidade e despreparo técnico-intelectual. Em suma, um sujeito com total falta de noção fora e dentro de campo.
 
Ainda, temos de longa data a múmia paralítica chamada João Paulo. Este, se não me falha a memória, disputa a liderança mundial em "passes errados para o lado". É de uma inutilidade imensa, tem o preparo físico de um cágado e submete-se a uma tatuagem gigantesca no pescoço. Sem função tática ou técnica, ainda se altiva por não ir numa dividida, a ficar sempre na expectativa soberana das migalhas. Literalmente, olha o jogo. 
 
E agora o tal do Mirabaje. Um horror. E o mandatário do Atlético me faz lembrar aqueles índios da época do nosso descobrimento que se iludiam por tudo que brilhava e fazia barulho, caindo no conto dos vigários portugueses. Hoje, Petraglia facilmente se engana por tudo que habla español. Desconfio ser algum trauma, algo meio freudiano, ou talvez mera conveniência, não sei. Mas este arremedo de jogador é, com muito esforço comparativo, um pouco pior que Lobatón, aquele folclórico peruano que apareceu na Baixada no fim dos anos 90. 

Por fim, meus poucos mas fiéis leitores, o que falar da mais nova invenção petragliana, o Sr. Miguel Ángel? Será que vale a pena comentar a absoluta falta de sistema de jogo, de padrão de jogo e de organização tática do Atlético? Será que vale a pena falar sobre a sua completa falta de comando, de liderança e de empatia com o time rubro-negro? Será que vale dizer algo sobre o caos, sobre os buracos-negros e sobre o bumba-meu-boi do jogo atleticano? Não, não, não... Na verdade, depois daquela linha-burra no 1º tempo do jogo de estréia na Libertadores e da insistência em manter os seus cabelos num estilo "Calma, Cocada!", devolvê-lo imediatamente à Bolívia é a mais urgente solução.

Ou melhor, num pacotão com ele e a trupe indicada, frete-se um Lapeana com destino à Cordilheira do Himalaia. 


E sem retorno, é claro.