Em tempo: a lista de artilheiros do CAP neste Campeonato Brasileiro entrega tudo, pois lá temos que Alan Bahia (6), Pedro Oldoni (5) e Danilo (3) são os goleadores do rubro-negro.... believe it or not!
UM ESPAÇO LÍRICO-SIDERAL SOBRE TURFE, UTOPIA, LIVROS, LEIS, NÓS, MARX, FILMES, POEMAS, TORRONES, DRONES, DEUS, DESTILARIAS, EGO, GOLS, FAROESTE, FAZ-DE-CONTA, METAFÍSICA E A VIDA, COMO ELA É...
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
# quo vadis, huracán? (ii)
Em tempo: a lista de artilheiros do CAP neste Campeonato Brasileiro entrega tudo, pois lá temos que Alan Bahia (6), Pedro Oldoni (5) e Danilo (3) são os goleadores do rubro-negro.... believe it or not!
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
# o futuro (do presente) da crise em cadeia
Antes que nos últimos dias os governos dos Estados Unidos e da Europa se pusessem a liberar dinheiro para salvar bancos e grandes empresas, em julho, Ignácio Ramonet, diretor do jornal "Le Monde Diplomatique", havia escrito o artigo "Las Tres Crisis", no qual asseverava que, "por vez primera en la historia económica moderna, tres crisis de gran amplitud -- financiera, energética, alimentaria -- están coincidiendo, confluyendo y combinándose. Cada una de ellas interactúa sobre las demás. Agravando así, de modo exponencial, el deterioro de la economía real".
Para Ramonet, um dos fundadores do Fórum Social Mundial, por mais que as autoridades atuem, o mundo está frente a um verdadeiro terremoto econômico de magnitude inédita, cujos efeitos sociais apenas começam a ser sentidos, podendo ser detonados com toda violência nos próximos meses -- "[l]o peor nunca es seguro y la numerología no es una ciencia exacta, pero el año 2009 bien podría parecerse a aquel nefasto 1929...”.
Ainda, lembra que no mundo de hoje até a agricultura se transformou em algo extremamente financeiro, sendo um momento definitivo para os Estados e os cidadãos del otro lado del río -- como já o começa a fazer a América Latina e o G-20 -- dizerem “¡Basta!” para este saldo deplorável "que deja un cuarto de siglo de neoliberalismo: tres venenosas crisis entrelazadas" (v. aqui).
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
# antifahrenheit 451
Numa bastante suave esteira robinhoodiana, o Governo do Estado do Paraná encaminhou à Assembléia um anteprojeto de lei que reduz de 18% para 12% o ICMS de aproximadamente 95 mil itens de consumo popular em operações internas, de modo a reduzir substancialmente o preço final dos "produtos-salário", ou seja, o preço daqueles bens básicos e fundamentais que são adquiridos pelos trabalhadores e aposentados das classes C, D e E com o seu salário (alimentos, vestuário, produtos de higiene e medicamentos, fundamentalmente).
# vendem-se vidas (globalização e intervenção estatal no acesso a medicamentos: perspectivas itinerantes face às patentes da indústria farmacêutica)
terça-feira, 7 de outubro de 2008
# o presente da crise (ou, "relax, o estado te carrega!")
Do "The New York Times", Paul Krugman -- um liberal (!), por isso cito-o -- traz um conjunto de medidas para a solução da crise estadunidense e, dentre elas, está a reestatização, ainda que temporária, de bancos (e do sistema financeiro), nos moldes do que alguns países escandinavos fizeram no início dos anos 90. Ademais, sobre o pacotaço pré-natalino de 700 bilhões de dólares dado como ajuda aos bancos, aduz, in verbis, que "em essência, o dinheiro é do povo e do país. Se é para fazer uma intervenção, o povo tem que ganhar algo com isso. Ao dar dinheiro para instituições financeiras, deve sair com um pedaço delas. Ao colocar dinheiro, o governo deve tornar-se sócio. O governo não deve simplesmente comprar papéis ruins sem que os banqueiros sejam punidos. Deve assumir um pedaço. Tendo controle, capitalizando quem se meteu no buraco, aí deve vender parte dos papéis ruins, mas também parte dos bons. De outra forma, o povo assume a dívida e os incompetentes lavam as mãos com suas fortunas".
Na íntegra, leia o que escreveu o economista de Princeton em seus dois últimos artigos: "Edge of the Abyss" (aqui) e "Cash for Trash" (aqui).
domingo, 5 de outubro de 2008
# e assim caminha a "humanidade" (ii)
Enquanto isso, numa festa de casamento, entre idas e vindas ao bar, ao buffet e ao toilette...
09:12 pm. Primeiro interlocutor, segundo diálogo (ou, primeira conversa após os normais cumprimementos):
- Então, ganhando muito dinheiro?
Pensei em responder o que realmente penso sobre isso, sobre essa necessidade absurda da nossa sociedade em acumular para si, neste individualismo possessivo abjeto, na falta de cristianismo e de coletividade, na diuturna inquietação que tenho em ver poucos com tanto e tantos sem nada, no crime&pecado desse consumismo barato e desenfreado, nesta repugnância toda da peruagem, da luxuosidade e do exibicionismo etc. Porém, evito todo esse discurso – na certeza de que me acharia um grande babaca –, dou um sorriso dissimulado, um tapas às costas e saio. Vejo que ele me achou meio estranho...
10:57 pm. Segundo interlocutor, quarto diálogo (ou, três conversas depois...):
- Hein, mas daí, enchendo o c... de grana?
Olho o teto, conto até 3, um leve sorriso falaz, um leve tapa às costas e saí de novo, quieto. Ele foi outro que também não entendeu, meio que fechou a cara e olhou-me bem esquisito...
11:28 pm. Terceiro e Quarto interlocutores, após breves diálogos:
- Puta que pariu, é isso mesmo... – é o terceiro se dirigindo ao quarto –, trabalhar bastante, forrar o bolso e....
Interrompo-lhe, mostro-lhes meu copo de uísque vazio, dou um largo sorriso anojoso, sem tapas às costas e saio. Percebo uma reacionária indignação e quase me xingam pelo silêncio comprometedor. Sinto-me um et.
00:21 am. Quinto interlocutor, já no meio de uma vã conversa:
- Mas o negócio é esse: ganhar muita grana pra sossegar e curtir a vida!
- Claro! Eu quem diga! – e assim, enfim, decidi responder. E continuei:
- Sabe como é: advogado é assim mesmo, rola muita grana... por exemplo: no criminal a gente defende traficante, político picareta, gente corrupta e empresário desonesto, e pega uma grana preta para tudo isso, sempre em nome de algo nebuloso e conveniente chamado "ampla e justa defesa"... no tributário, você sabe, é um bando de empresa que não quer pagar e quer desviar imposto – já que, você deve concordar, o Estado é um ladrão que só quer tirar dinheiro da gente –, e isso a gente chama de "elisão fiscal" ou "planejamento fiscal", dando outra embolsada forte ... no trabalhista, pô, a gente tem que defender a empresa seja como for, até o fim, pra evitar que o trabalhador lazarento, que ingressa em juízo para tentar receber o que lhe é de direito, logre êxito, pois, sabe como é, a empresa paga quase tudo por fora, explora um monte e não paga, essas coisas.... no cível, como essa cambada de consumidores vive enchendo o saco das empresas que defendo, a gente consegue também ser muito bem remunerado, evitando que elas paguem essas tantas indenizações que seriam devidas àqueles que são lesados... enfim, é assim... não tenho do que reclamar... e já viu, por aí vai... e com o tempo a gente também consegue um tráfico intenso com o tribunal, com a magistratura, e então as coisas ficam mais "facilitadas", como dizem por aí... um tezão... Ah, e agora, como estou a exercer a advocacia pública, é melhor ainda – e dou uma piscadela sarcástica, para então concluir:
Ele me puxa, quer ouvir mais. Parecia ter ouvido uma das bachianas. Dá-me repetidos parabéns. Os seus olhos brilham e é só sorrisos. Acha-me o máximo. Porém, não lhe dou bola e saio, pois a pressa para ir ao banheiro é grande.
Preciso vomitar.
sábado, 4 de outubro de 2008
# quo vadis, huracán?
Em 26/10/2005, direto de Coimbra, premeditei a queda coxa, cujo trabalho de cabala mereceu no título a seguinte pergunta: “cai, cai balão?” (veja aqui, na sombra da mangueira imortal).
Hoje, porém, para nosso consolo, a realidade rubro-negra é (e será...) menos penosa, pois, diferente do que alguns dizem, "basta" vencermos os cinco jogos em casa -- contra Fluminense, Sport, Cruzeiro, Vitória e Flamengo -- para que continuemos na primeira divisão. Assim, o que vier fora de casa -- Inter, Botafogo e, em especial, os que serão possíveis de tomar dos co-desesperados Vasco, Figueirense e Náutico -- será lucro.
# o pretérito perfeito da crise
O malandro / Na dureza / Senta à mesa / Do café ---- Bebe um gole / De cachaça / Acha graça / E dá no pé
O usineiro / Nessa luta / Grita(ponte que partiu) ---- Não é idiota / Trunca a nota / Lesa o Banco / Do Brasil
Nosso banco / Tá cotado / No mercado/Exterior ---- Então taxa / A cachaça / A um preço / Assutador
Mas os ianques / E seus tanques / Têm bem mais / O que fazer ---- E proíbem / Os soldados / Aliados / De beber
A cachaça / Tá parada/Rejeitada / No barril ---- O alambique / Tem chilique / Contra o Banco / Do Brasil
O usineiro / Faz barulho / Com orgulho / De produtor ---- Mas a sua / Raiva cega / Descarrega / No carregador
Este chega / Pro galego / Nega arrego / Cobra mais ---- A cachaça / Tá de graça / Mas o frete / Como é que faz?
O galego / Tá apertado / Pro seu lado / Não tá bom ---- Então deixa / Congelada / A mesada / Do garçom
O garçom vê / Um malandro / Sai gritando / Pega ladrão ---- E o malandro / Autuado / É julgado e condenado culpado pela situação.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
# o bruxo
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
# aforismo
terça-feira, 30 de setembro de 2008
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
# una nueva banana republic?
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
# e assim caminha a "humanidade"
Enquanto isso, num jantar entre amigos, eis a resposta dada por um deles, quando usei o exemplo do presidente equatoriano -- o novo pirata, que exigiu grossa indenização da construtura brasileira Odebrecht, por uma grande cagada por ela feita, e que foi paga rapidinho e sem chiar... -- , para assim mostrar como o Estado pode (e deve) intervir na economia, nas organizações e nos assuntos legais nacionais, a atuar solto das amarras oligarcas e compromissado apenas com a eficiência estatal e o interesse público:
terça-feira, 23 de setembro de 2008
# as feras do saldanha
1. Rodericus Sautxuxa (Rodrigo Sautchuk) - guarda-redes iraniano, ágil e rápido, é um maluco-sem-beleza e uma espécie rara de "aranha negra".
2. Serginho Vaporub (Sergio M. Gonçalves) - ala-direita brasileiro, não desiste nunca, com ginga e sete pulmões é outro "filho do vento".
3. Oliva Itaipava (Luis F. de Oliveira) - zagueiro e lateral espanhol, performático nos bares e nas regatas, é o “kaiser".
4. Z. Iljitsch Samsa (Rodrigo Gava) - líbero e centro-médio uruguaio, com descendência tcheca e coração cubano, compositor, comunista e comandante de "coração valente".
5. Ricky Royce (Royce Oliveira) - zagueiro canadense naturalizado brasileiro, citius, fortius e sempre eficiente, é o "deus da raça".
6. Francisco Grizard (Luiz A. Grisard) - ala-esquerda mexicano radicado em San Francisco/EUA, exímio nas bolas paradas, tem uma "enciclopédia" no pé esquerdo.
7. Piotr Grabicoski (Pedro Márcio Grabicoski) - ponta-de-lança polonês, portentoso e pinípede, é um ás nos dribles e a "alegria do povo".
8. Wella Sandroski (Sandro de Godoy) - meia-armador polonês, tático, técnico e titânico, é o "príncipe" polaco.
9. Leonidas Rudi (Rudney Correa) - centroavante grego, aspira, matador e letal, tem uma "patada atômica".
10. Pavel Román (Paulo Leonardo Roman) - centroavante romeno, grão-artilheiro, mágico e que pára no ar, é "o possesso".
11. Guilherme Capanêltima (Guilherme Capanema) - meia-armador equatoriano, despacha, controla e arremata, é o “canhotinha de ouro”.
12. Haríate (Valmir Parisi) - único atleta alienígena, este guarda-redes e lateral de Eternia é o ídolo maior e o herói menor, uma muralha com as mãos ou com os pés, um “animal”.
13. M. Salamones (Marcelo Salomão) - lateral e zagueiro luso-brasileiro, um homem de confiança e de bastidores, como “ex-fio maravilha” é a lenda viva meuchapense.
14. Irräti de Camões (Roberto Cezar Pinto) - zagueiro islandês, poliglota e troglodita, furioso mas não veloz, traz nos pés “o divino” e em cada enxadada uma minhoca.
15. Juscelino DeNixon (Nixon Fiori). centro-médio camaronês, de nobre família anglo-brasileira, reina no meio-campo, com diplomacia e cadência, como um "major galopante".
16. Mestre Kisha (Alessandro Kishino) - ala e ponta-de-lança norte-coreano, com a força jedi e a habilidade samurai é quase sempre, dentro e fora do campo, o “furacão da copa”.
Técnico: Roger Donald (Rogerinho) - franco-brasileiro, alguns títulos e voz inconfundível, é o "velho lobo".
Vice-Presidente: Dr. Marcelo Salomão
# canto laudatório
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
# piratas
. O Presidente do Equador denunciou o contrato, avisou que não pagava mais um tusta, exigiu indenização e botou administradores da Odebrecht na cadeia.
. O Estadão, sempre na vanguarda do Golpe de “Estado de Direita” e, agora, adepto da ideologia do “Destino Manifesto” da elite branca brasileira, exigiu num editorial que o Governo Lula invadisse o Equador e depusesse esse malsinado esquerdista Rafael Correa.
. Mais esperta que os golpistas do “Estado de Direita”, a Odebrecht foi lá e fez um acordo.
domingo, 14 de setembro de 2008
sábado, 13 de setembro de 2008
# a lânguida decadência do feijão-preto
Há tempos tinha este sentimento, e hoje, atônito, percebo que realmente boiamos em uma temerária maré preconceituosa e movediça, ainda que jamais tenhamos nela mergulhado ou dela saído.
Já poderia admitir a globalização ou mesmo a irretroativa busca por uma elitização na sociedade em múltiplas e infinitas áreas; porém, hoje, ao abrir a geladeira para pegar a marmita amanhecida e verificar que ele não lá estava, foi muito, foi demais.
“Todos cederam!”, cá pensei, num grito triste. Indaguei-me acerca do que mais (e melhor) poderia acompanhar tomates, arroz, bife e batatas. Na real, quase lacrimosos, os meus olhos doíam ao enxergar no fundo do marmitex aquelas sementes marrons (ou brancas, como insistem em chamar a gastronomia) a substituir as boas e velhas pretinhas.
Com pesar, tenho ouvido amiúde idéias orientadas à fidelização do feijão-preto, de modo único e exclusivo, à feijoada; afora ela, em nada mais ele será permitido. Desconfio, já cabisbaixo, que essa verdade agasalha-se de uma realidade fática, pois noto que a massa não percebe essa alteração. Logo, dentre tantos outros episódios, irrefreáveis, que nos assolam e nos maculam, salta aos olhos o descaso com o nosso escurinho.
A mundialização da vida e da economia abriu espaço para tudo e para todos, permite o consumo das mais exóticas e inúteis coisas, colabora com a progressiva pesquisa cientifica na descoberta dos mais variados cruzamentos genéticos, mas, jamais, poderia permitir ou impassibilizar-se diante do triunfar de carioquinhas, fradinhos, rosinhas, manteigas, jalos, rajadinhos e roxinhos em detrimento do nosso feijão-preto. Ainda mais quando trocado por um branco! E mais: nem mesmo o indeciso feijão-mulatinho pode invocar, ainda que via o malfadado sistema de quotas, seu ingresso, seja alternativo ou substitutivo!
Por um lado, é passivo de entendimento que a comodista e egoísta elite -- que pensa ser aristocrática -- pretenda trocar estas e outras coisas quilombeiras, que nos remetem às raízes, por algo mais europeu, mais branco, mais azul; mas, esquecemo-la: o burguês de feijão-preto é algo tão incompatível como a madame de samba.
Assim, resignado, acredito numa épica busca pelo regresso do pretinho à classe média. E mais, em defesa da não-desfiguração do prato nacional, proclamo, urgente: "proletários de todo o Brasil, uni-vos!".
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
# salvador allende: 35 anos do mais triste 11/09

terça-feira, 9 de setembro de 2008
# evo (não) vê o lula
. Segundo últimas pesquisas, 64% dos brasileiros apóiam o Governo dele, inclusive os ricos.
. Lula está 17 pontos à frente do melhor momento do Governo do Farol de Alexandria.. Morales também é um campeão de popularidade na Bolívia.
. Morales não perde uma eleição.
. Lula também.
. Morales ganha todos os plebiscitos.
. Lula vai ganhar as eleições municipais de novembro.
. Morales não manda na Bolivia.
. Lula não manda no Brasil.
. Morales não manda no gás da Bolívia.
. Lula não vai mandar no Pré-Sal.
. Lula não vai ter peito para impedir que os amigos do Fernando Henrique explorem o pré-sal.
. Assim como Morales não manda em Tarija, a província que mais produz gás.. Os ricos da Bolívia não deixam Morales governar.
. Os ricos do Brasil acham o Governo Lula “ótimo ou bom”, mas não deixam ele governar.
. O PiG trabalha para derrubar o Morales e ele não tem mídia onde se defender.
. O PiG trabalha para derrubar o Lula e o Lula tem medo do PiG. . Lula não manda no Ministério das Comunicações – quem manda é a Globo.
. Lula não manda no BNDES – quem manda são o Carlos Jereissati e o Sergio Andrade.
. Lula não manda na Secretaria da Presidência. Quem manda é o Dirceu.
. Lula não manda no Ministério da Defesa. Quem manda é o Serra.
. Lula não manda no Congresso. Quem manda são os amigos do Daniel Dantas.
. Lula não manda no Bacen. Quem manda é um deputado do PSDB.
. Lula não manda na Anatel. Quem manda é o Daniel Dantas.
. Lula não manda na CVM – quem manda são os advogados de Dantas.
. Lula não tem “facilidades” no STF – quem tem é o Daniel Dantas.
. Lula não manda na ABIN. Quem manda é o Nelson Jobim, que degolou o ínclito Delegado Dr. Paulo Lacerda com "a fábula da máquina".
. Lula não manda na Polícia Federal. Quem manda é o Daniel Dantas.. Agora, tem uma diferença entre Morales e Lula: Evo Morales não tem medo.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
# não leia, nem veja
Reproduzimos a seguir o que extraímos do site da Fundação Mario Soares, escrito pelo próprio ex-Presidente e ex-Primeiro Ministro português - um dos grandes líderes da Revolução dos Cravos que, em 1974, acabou com a ditadura, de inspiração fascista, comandada pelos militares e pela "direita" portuguesa -, e que data de 25 de fevereiro de 2008:
“Quem ler os jornais, cheios de faits divers e de escândalos e seguir as televisões, parece que o Brasil está à beira de um colapso. Casos de corrupção, de violência nas cadeias e nas favelas, insegurança generalizada. Ora, não é assim. O Brasil está hoje na maior, para usar uma expressão bem brasileira. A inflação é baixa e está totalmente controlada. O emprego tem subido espectacularmente. A pobreza extrema diminuiu sensivelmente. O Brasil pagou as suas dívidas externas e dispensou os auxílios do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. O real tem uma cotação próxima do dólar. As exportações aumentaram 162 bilhões de dólares nos últimos 12 meses (o maior valor histórico). As reservas internacionais subiram a 162,9 bilhões nos últimos doze meses. Os investimentos externos no Brasil crescem há 14 trimestres consecutivos. Não quero maçar os leitores com os números. Direi tão só que a qualidade de vida dos brasileiros tem vindo a aumentar significativamente. Há um aumento de renda que permite aos mais pobres comprarem frigoríficos, máquinas de lavar, televisões, etc. A agricultura cresceu. Os programas "bolsa de família" e "luz para todos" têm sido um êxito reconhecido. E os brasileiros estão francamente otimistas, quanto ao futuro, como revelou uma sondagem muito completa divulgada, quando eu estava no Brasil. Lula aparece no auge da sua popularidade. Como dizem os brasileiros, com uma expressão característica: "o Brasil está a dar certo"! Não é só um "país emergente". Tornou-se, realmente, numa grande potência. O que representa um enorme orgulho para Portugal e um parceiro insubstituível. Longe vão os tempos em que, com Stefan Zweig, se escrevia: "Brasil, país de futuro". Hoje é uma incontornável realidade!”
sábado, 26 de abril de 2008
# mafalda (ou, sobre a mente de um coxa)
Evangelino era um garoto estranho. Estranho, branquelo e, meio corcunda, tinha um certo ar de "vovô".
Dava tudo por um saiote xadrez, daqueles escoceses chamado "kilt", pois queria impressionar a turma da Mafalda, a mais bela turma de garotas da escola e que achava o máximo aquele gosto, que fazia lembrar os grandes heróis e guerreiros celtas e tido como marca registrada da turma do Caveira, formado por uma rapaziada mais moderna e despachada.
Evangelino era também frustrado, pois sabia que na casa onde morava, as meninas jamais o visitariam, pois, além de velha e apoucada, o odor que dela saía era bastante desagradável, levando ele mesmo a duvidar se sua casa merecia o nome de pocilga...
Uma bela tarde, Mafalda e suas turmas reuníam-se para mais uma tarde de agitação na casa de Caveira quando encontraram Evangelino e o convidaram, com um certo ar de sarcasmo, para ir junto.
Sem titubear, o garoto branquelo aceitou o convite e imaginou: "Puxa, hoje vai ser uma tarde daquelas".
E, de ônibus, lá foram todos a caminho da melhor casa da cidade. Ainda que isolado das moças, o êxtase de Evangelino era tamanho que os pêlos arrepiados faziam despontar ainda mais o branco de suas coxas – e, claro, não poderia ser diferente, haja vista a desproporção de realidades mundanas existente entre ele e a turma do Caveira, da qual, pelo menos por algumas horas, ele poderia agora ver diminuída.
Chegando lá, ainda isolado e sem perspectiva de conseguir fazer parte da turma, Evangelino passeia e se deslumbra com o que vê em volta, pois a modernidade e a excelência de tudo que vinha daquele lugar e daquela turma era indescritível.
Refeito do impacto, vê ao longe a doce Mafalda e, trazendo consigo a força dos antepassados que outrora mandavam na cidade, arrisca e dela se aproxima Mafalda, pois a mesma parecia triste com o fato de ter sido ignorada por Caveira.
Sim, já há algum tempo Caveira desprezava-a, pois passou a ter os olhos voltados apenas para Raquel, um outro tipo de mulher, mais adulta, mais cosmopolita e que vivia Brasil afora, bem diferente do ar caseiro e regional – ou "jacu", segundo Huracán, amigo de Caveira – de Mafalda.
Papo cá e lá, enquanto quase toda a Casa só falava na Raquel, ficava visível que Mafalda era uma ciúme só. Achava que não merecia ser tão desprezada. Achava que não era tão pior que Raquel. Achava que toda aquela Casa tinha que lhe prestigiar. Achava que Evangelino era a pessoa certa, no lugar certo.
Mas, como não poderia fazer nada dentro da casa de Caveira, sai e vai até o portão com Evangelino, vira-se e, de repente, beija-o.
"Ele conseguiu catá-la!", brada Huracán, expiando-os pela janela. Todos riem, e acham aquilo tudo bastante caricatural. Menos Mafalda, que achou pouca graça naquilo tudo, e vai embora, no primeiro táxi que passa. Evangelino, por sua vez, tenta voltar para a Casa de Caveira, mas a turma toda despacha-o e diz: "Nos vemos por aí, mas por ora é melhor voltar para a sua pocilga...".
E assim, a pé, Evangelino quase não acredita na tarde que teve. Lembra dos aposentos da Casa de Caveira, dos banheiros, das salas, da cozinha, das comidas, da limpeza, enfim, fica deslumbrado com tudo o que viu e, por pouco tempo, viveu. Mas, infelizmente, sabe que aquela não é a sua realidade, ainda que, ao que parece, tenha conseguido voltar a viver no meio daquela gente grande, pois o Caveira lembrou que o veria "por aí" – "... mas por quanto tempo será?", pensa Evangelino.
Sozinho, já no ônibus, teme a volta à sua vida, vivida numa casa engraçada, velha e mal cheirosa.
Porém, se socorre nas lembranças que tem de Mafalda ("Ah, a Mafalda...", suspira) e fica a pensar como fará para conseguir comprar o seu "kilt"...
quinta-feira, 24 de abril de 2008
# querem invadir o paraguay?
– diante dos conservadores e da direita que comanda o segundo país mais pobre da América do Sul há mais de 60 anos – e nas declarações do seu novo presidente, Fernando Lugo, o qual afirmou a urgente necessidade de serem revistas algumas cláusulas do contrato da Itaipu.