UM ESPAÇO LÍRICO-SIDERAL SOBRE TURFE, UTOPIA, LIVROS, LEIS, NÓS, MARX, FILMES, POEMAS, TORRONES, DRONES, DEUS, DESTILARIAS, EGO, GOLS, FAROESTE, FAZ-DE-CONTA, METAFÍSICA E A VIDA, COMO ELA É...
segunda-feira, 29 de junho de 2009
# xô, vigília privada!
sexta-feira, 19 de junho de 2009
segunda-feira, 15 de junho de 2009
sábado, 13 de junho de 2009
# aspas (xviii)
Karl Marx, um dos maiores gênios das ciências sócio-econômicas de todos os tempos, na sua máxima obra, "O Capital", assim vaticinou, como se Nostradamus, sobre essa situação do neoliberalismo, ápice histórico (histriônico?) do capitalismo:
"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado. E esse será o caminho que levará ao comunismo".
quarta-feira, 10 de junho de 2009
# atleticanas (xvi)
"Valdemar Lemos, o novo treinador do Atlético, é irmão do Oswaldo, lembra? Q era auxiliar do Luxa no Timão; e q herdou um timaço; e foi campeão. Oswaldo é um fenômeno: não sabe a diferença entre a bola e bandeira do córner. O Valdemar talvez não saiba o q é a bola, muito menos a bandeira de córner. E está treinador do Atlético Paranaense.
NÃO É TUDO
Mas isto não é tudo. O clube trouxe também o Ocimar Bolisenho, q foi presidente do Paraná Clube. O Ocimar virou coordenador (profissional)de futebol. Por invenção de quem? Do Luxemburgo! Relaxe; esta comovente e exemplar história ainda não acabou.
TEM MAIS
Um dos muitos fracassos da falsamente brilhante carreira do Luxemburgo foi aqui em Ctba, no Paraná. Q fez tremendo esforço de reportagem para trazê-lo. O presidente do clube era… tchan-tchan-tchan… se v disse Ocimar Bolisenho v ganhará o peru. O círculo ainda não está fechado. Vamos dar mais um aperto.
OUTRA VOLTA
O presidente do Irati Sport Clube, Sérgio Malucelli, o Salada, é irmão do Marcos Malucelli, presidente do Atlético. No mundinho do futebol todo o mundo afirma que o Salada e o Luxemburgo são sócios - o q não é crime nem imoral. Eles seriam socios-empresários-de-jogadores. O q torna a sociedade bem menos inodora, não? Guardadas as porporções, o equivalente é ser ponto e banca no jogo de bacarat. Ou dar cartas e jogar de mão em qqer jogo de cartas. Entendeu?
O CÍRCULO SE FECHA
Agora falta dar apenas o último demão como dizem os pintores de paredes: o presidente do Atlético, Marcos Malucelli, irmão do Sérgio Malucelli, presidente do Irati, o Marcos é advogado de quem? Do Luxemburgo! Q seria sócio do Salada! Não tenho nada com isto, mas não posso deixar de repetir: pobre Atlético! Voltou aos dolorosos tempos pré-Farinhaque. É vocação? Destino?"
fds
segunda-feira, 8 de junho de 2009
# na mosca (ou, "antifahrenheit 451")
fdBrilhante a idéia da Petrobras -- a maior empresa do país e uma das mais eficientes do mundo no setor -- em responder à altura toda e qualquer mentira ou calúnia propagada pelas grande imprensa golpista nacional, mediante a criação de um espaço virtual, um jornal virtual no qual explica e comenta todas as manchetes criadas e as perguntas difamatórias feitas pelos senhores da globo, folha, veja e estadão. Perfeito!
fdDoravante, o blog da Petrobras permitirá uma comparação entre o que a estatal brasileira divulgou aos jornalistas e jornalões e o que foi publicado, sendo possível, assim, identificar (quase) todos os erros e sacanagens promovidas pela grande imprensa.
fdAssim, para você que quer realmente saber o que se passa na Petrobras -- e evitar que o seu cérebro acumule-se de deslavadas mentiras, como interessa aos privatistas de plantão que desejam fulminar essa grande companhia com a tosca CPI que se instala --, acesse aqui ("Petrobrás - Fatos e Dados") e pense por si, e não pela cabeça rentista e pelos desejos coprofágicos dos contumazes vendilhões do Brasil.
fds
domingo, 7 de junho de 2009
# atleticanas (xv)
quinta-feira, 4 de junho de 2009
# maria cecília e rodolfo
fds Porém, a sobrevida ressuscitadora que se esperava ver no jogo desta congelante noite de quarta-feira foi por água abaixo já logo na entrada da equipa verde-e-branca em campo: a camisa, em meio a tantas outras mensagens publicitárias, estampava -- certamente por quaisquer 30 moedas ou por pesada mandinga, sabe-se lá -- o curioso nome "Maria Cecília e Rodolfo".
fds Ali, exatamente ali, toda a verve e todo o ânimo que se depositava naquele time (e naquele jogo) sucumbiu a esta propaganda subliminar, que fazia de cada um dos onze jogadores meros personagens daquele mais tosco cenário urbano, marcado por uma pessoa travestida de cartaz-ambulante; afinal, como se levar a sério um time de futebol que coloca na camisa a inscrição "Maria Cecília e Rodolfo"? Era o que os gaúchos se perguntavam, enquanto entoavam: "Quanto riso, oh, quanta alegria...".
fds Achei, de cara, que se tratava de uma lembrança ao sobrenome da mais nova contratação do futebol feminino dos coxas -- sei lá, algo tipo "Orleans e Bragança"; mas não, conforme me alertava um amigo.
fds Já no início, no momento do hino nacional, a leitura dos lábios feita pela emissora de tv revelou o que o craque Marcelinho estava a falar ao invés de cantar o hino, emputecido: "Na Paraíba cabra-macho não pode ficar por aí pondo na camisa mensagenzinhas de amor" -- crente que "Maria Cecília e Rodolfo" era uma mensagem paga por dois pombinhos em alusão ao dia dos namorados que se aproxima.
fds Ainda, na tela da tv, era patente a cara desconfortável de cada jogador em não saber a quem servia enquanto oferecia o merchandising de algo chamado "Maria Cecília e Rodolfo".
fds Na hora do gol, percebeu-se claramente que a maior preocupação do gringo artilheiro não foi em comemorá-lo, mas, sim, em esconder aquela inscrição, pois, como católico fervoroso, não queria ficar expondo o nome dos deuses hindus da fé (Mae'riah Ciicil Lae) e da esperança (Roudh'Olf). Preferia ele outras três palavras: "Só Jesus Salva".
fds Depois, fiquei com a convicção de que se tratava de uma homenagem às três pessoas -- Maria, Cecília e Rodolfo, como se três magos -- que fizeram os três sorteios para definir cada um dos jogos dos coxas nas fases pregressas, contra Bahia, CSA e Ponte Preta. Afinal, foi graças ao brilhante desempenho em cada um dos sorteios que se conseguiu chegar até o jogo das semi-finais. Mas não, pensei que isso também seria demais.
fds Assim, hoje, imperada a normalidade, cabe aos coxas responderem: que diabo é (ou foi) "Maria Cecília e Rodolfo"?
fds
quarta-feira, 3 de junho de 2009
# tragédias (diárias)
fdxfdxfdxEnfim, a grande tragédia não está no isolado e distante infortúnio mecatrônico de uma nave espacial. A maior e mais avassaldora tragédia está ao nosso lado, diariamente.
fdsfds
# aspas (xvii)
Com a oficial bancarrota da (gigante?) General Motors, agora meio estatizada, o premiado cineasta estadunidense Michael Moore -- diretor de filmes documentários como "Tiros em Columbine" (2002), "Fahrenheit 9/11" (2004) e "S.O.S. Saúde" (2008) -- publicou o seguinte (e excelente) artigo, que saiu nos mais importantes jornais dos EUA (v. aqui, na íntegra):
Mas os Estados Unidos agora possuem uma empresa automobilística! Eu sei, eu sei... quem, na terra, quer gerir uma montadora de carros? Quem de nós quer 50 bilhões de nossos dólares atirados no buraco sem fundo para tentar ainda salvar a GM? Salvar a nossa preciosa infraestrutura industrial, porém, é outra questão e deve ser uma alta prioridade. Se permitirmos o fechamento e desmantelamento de nossas plantas automotivas, nós dolorosamente desejaremos ainda as possuir quando percebermos que essas fábricas poderiam ter construído os sistemas de energia alternativa de que hoje desesperadamente precisamos. E quando percebermos que a melhor maneira de nos fazer transportar é em trens-bala e de superfície e ônibus mais limpos, como faremos isso se tivermos permitido que nossa capacidade industrial e sua força de trabalho especializada desapareçam?
Portanto, como a GM está "reorganizada" pelo governo federal e pelos tribunais de falências, aqui está o plano que desejaria que o presidente Obama implementasse, pelo bem dos operários, das comunidades da GM, da nação como um todo.
2. Não coloque outros US$ 30 bilhões nos cofres da GM para construir automóveis. Ao contrário, use o dinheiro para manter a atual força de trabalho — e a maioria dos que dependem dela — empregada, para que possam construir novos modos de transporte no século 21. Deixe-os começar o trabalho de conversão agora mesmo.
3. Anuncie que teremos trens-bala cruzando este país nos próximos cinco anos. O Japão está celebrando o aniversário de 45 anos de seu primeiro trem-bala este ano. Agora eles têm dúzias deles. A média de velocidade deles é de 265 quiolômetros por hora. A média de atraso de cada trem é de menos de 30 segundos. Eles têm esses trens de alta velocidade por aproximadamente cinco décadas — e nós sequer temos um! O fato de que já exista tecnologia que nos faça ir de Nova York para Los Angeles, de trem, em 17 horas, e que nós não a usamos, é criminoso. Contratem desempregados para construir as novas linhas de alta velocidade por todo o país. Chicago a Detroit em menos de duas horas. Miami a Washington em menos de 7 horas. Denver a Dallas em cinco horas e meia. Isso pode ser feito e pode ser feito agora.
4. Iniciar um programa para construir linhas de transporte leve de trens em nossas cidades, grandes e médias. Construam esses trens nas fábricas da GM, e empregue pessoas desses municípios para que instalem e façam esses sistema funcionar.
5. Para pessoas que moram em áreas rurais não servidas por essas linhas de trens leves, que a GM construa ônibus limpos e eficientes.
6. Algumas fábricas da GM devem passar a construir veículos híbridos ou completamente elétricos. Levaria poucos anos para que as pessoas se acostumassem aos novos meios de transporte, portanto, se continuaremos a ter automóveis, que eles sejam melhores. Podemos construir essas coisas a partir do próximo mês (não acredite em ninguém que te diga que levaria anos a realinhar as fábricas — isso simplesmente não é verdade).
7. Transforme algumas das fábricas vazias da GM em instalações que construam moinhos de vento, painéis solares e outros meios de energia alternativos. Nós precisamos de milhões de paineis solares imediatamente. E temos uma força de trabalho eficiente e habilidosa pronta para construi-los.
8. Incentive com impostos menores aqueles que viajam de ônibus, trens ou carros híbridos. Também forneça crédito para quem converter sua casa para energias alternativas.
9. Para ajudar a pagar tudo isso, estabeleça um imposto de dois dólares para cada galão de gasolina. Isso fará com que as pessoas mudem para carros econômicos ou comecem a utilizar as novas linhas de trem fabricados pelos operários da antiga linha de produção de automóveis
Bem, isso é o início. Por favor, por favor, por favor, não salve a GM para que, sendo menor, simplesmente continue fabricando Chevys e Cadillacs. Isso não é uma solução durável. Há 100 anos, os fundadores da GM convenceram o mundo a desistir de seus cavalos, selas e carruagens para tentar uma nova forma de transporte. Agora chegou a hora de nós dizermos adeus ao motor de combustão interna.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
# conto da carochinha
Insistiram para que eu entrasse no concurso de contos promovido pelo Governo estadual. Porém, preferi contar este mais outro conto da carochinha nacional. Não é inédito, não é cômico, mas sim trágico e repetitivo: o anúncio das cidades que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014 e o grande erro que se está a cometer na aplicação do dinheiro público.
P.S. Em artigo científico publicado na prestigiada “World Economics” (v. aqui), o economista londrino Stefan Szymanski dispõe de uma quadro fruto de uma pesquisa que coletou dados dos vinte países mais desenvolvidos do mundo, a fim de ter a exata noção do impacto e dos efeitos que ser sede de um dos maiores eventos esportivos do mundo (Copa e Olimpíadas) têm no desenvolvimento nacional – e, note-se, a maioria dos países desta lista sediaram pelo menos dois destes eventos.
Tabela 1: O impacto no crescimento econômico de ser sede dos maiores eventos
sexta-feira, 29 de maio de 2009
# à sombra da mangueira imortal: quarta vela
fdsfdsÉ sob a mangueira, diz-se, que se consegue a melhor sombra.
fdsfds
fdsfdsCom propósito certo mas rumo indefinido, dispor-nos-íamos a dedicar alguns minutos das nossas madrugadas -- e, atualmente, já de horários mais incertos -- para colocar na tela e jogar nesta incógnita rede mundial as nossas idéias e os nossos ideais sobre o cotidiano da vida, da política, da economia (e de outras ciências sociais), das artes e do futebol, afinal nascemos como a bula da bola e hoje já multiplicamos e expandimos o nosso aviamento, achando-nos receituários de uma panaceia, de um chá de bruxa para a interpretação dos fatos&fotos que movem a nossa sociedade na bola (ou na bolha) que nos inserimos chamada Terra.
fdsfdsA modéstia não nos deixava acreditar que pudéssemos chegar a tantas pessoas, e, principalmente, que pudéssemos materializar o esperado eco.
fdsfdsMas, regozija-nos, até deu certo.
fdsfdsE, hoje, à sombra da mangueira imortal, conseguimos que os nossos (crus e rasteiros) textos sejam acessados por quase mil internet protocols (IPs) por semana -- conforme último demonstrativo de contagem automática de acessos -- e repercutidos nos diversos emails que diariamente recebemos para criticar, discutir, ensinar, questionar, congratular, zombar, aprender ou blasfemar com o que escrevemos.
fdsfdsE isso nos agrada bastante, pois percebemos que tão-somente com um debate extenso, profundo e às claras, sem a interferência rançosa de uma mídia golpista, sem as amarras de uma herança sócio-cultural conservadora (e reacionária) e com o desprendimento espiritual e material das coisas pequeno-burguesas, conseguiremos evoluir como pessoas e como sociedade, em especial num país tão carente de desenvolvimento e de justiça econômica e social (e penal) como o Brasil.
fdsfdsGostaríamos de ser mais frequentes e mais atualizados, mas o dia de 24 horas ainda nos parece curto -- e, por isso, ainda que por vezes pareçamos sumidos, tenham a certeza de que lá estamos, como disse Érico Veríssimo, fazendo luz sobre a nossa realidade, seja acendendo as lâmpadas, os nossos tocos de vela ou, repetidamente, riscando fósforos, como sinal de que não desertamos do nosso posto, a evitar que sobre o nosso mundo perpetue-se a escuridão, propicia para as atrocidades e as injustiças.
fdsfdsEnfim, agradecemos o interesse, a participação e a repercussão promovida por todos, que contribuem para que a bula da bola seja cada vez mais curativa e terapêutica.
fdsfdsE, como não poderia deixar de ser, agradeço também a paciência de todos, especialmente daqueles cujo viés clubístico distancia-se do nosso -- neste ponto, talvez único, confessamos que esta bula se parece mais com receita de curandeiro.
fds
quinta-feira, 28 de maio de 2009
# erratas
A primeira trazida pelo grande amigo luso-moçambicano Fernando -- cuja família mora na aprazível Peniche, cidade do litoral português onde já passamos um farto almoço de Páscoa --, ao advertir-me para a (gravíssima e imperdoável) falha técnica que cometemos na última coluna.
O crasso erro, sob todos os pontos de vista, confesso não ter sido por ignorãncia, mas (talvez) por um vácuo cerebral. Assim, antes que alguém do "Pátria Basca e Liberdade" (E.T.A.) pretenda cometer qualquer ato terrorista nas bandas de cá, achei por bem violar o sistema blogspot e já corrigir o verdadeiro impropério, já que o Barça, ora pois, é um clube catalão.
A segunda, (re)motivada por (outro) email contestador recebido hoje, é sobre a autoria da frase "qual é o maior crime: roubar um banco ou montar um?", a qual atribuímos ao grande estadista russo Lenin -- e que já deveria ter sido comentada lá atrás, quando publicamos a coluna "Seiva de Tamarisco" (v. aqui) e recebemos múltiplas missivas cibernéticas questionando-a.
Nestes, mostraram-me e doravante acredito que a certeira frase seja mesmo do dramaturgo alemão Bertoldt Brecht.
Ela faz parte da peça "A Ópera dos Três Vinténs" ("Die Dreigroschenoper") -- aquela que foi adaptada pelo Chico Buarque na "Ópera do Malandro" -- e traz pergunta, na cena 9, em um alemão fielmente traduzido por um amigo: "O que é um roubo de um banco diante da fundação de um banco?" ("Was ist ein Einbruch in eine Bank gegen die Gründung einer Bank?")
Assim, embora muitos atribuam-na a Vladimir Iljitsch Lenin, acho mesmo que não. Tudo bem que o pensador russo veio um pouco antes da peça de Brecht, mas nada se encontra na biografia dele sobre essa frase.
E como a peça na qual Brecht se baseou (The Beggar's Opera, de John Gay, do séc. XVIII) nada traz sobre a frase, acho mesmo que ela tenha partido da cabeça do gênio alemão, talvez contagiado pelos pulsantes ideais socialistas da época e que inclusive fizeram-no se transformar num importante marxista.
fds
# vieram, viram e venceram
fdsCoincidência ou não, ambos os times campeões dos dois grandes torneios europeus jogam um belíssimo futebol: bem pensado, bem armado, bem tocado, categórico, imperial, pra frente e envolvente. Um primor.
fdsA jogar com 4 zagueiros, 1 volante e 5 hábeis armadores&avantes, medusicamente envolveram os times adversários que, em regra, não conseguiram mostrar reação. E assim, com um futebol vistoso e virtuoso, ambos vieram, viram e venceram.
fdsO Shakhtar, da Ucrânia, joga do meio pra frente como jogava, guardadas as devidas proporções, aquelas famosas linhas de 5 jogadores dos anos 50/60 -- quem não lembra de Durval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe?? Assim, com Ilsinho, Fernandinho, Luis Adriano, Jadson e William -- isso mesmo, são cinco brasileiros (!) --, o escrete ucraniano atua pressionando o adversário, com toques rápidos, frequentes e certeiros, até chegar, eficaz e invariavelmente, à meta adversária -- no jogo final, v.g., o quinteto finalizou espantosas 18 vezes contra o gol alemão.
fdsO Barcelona, um pouco diferente, não atua com essa linha de cinco, mas se dá ao luxo de ter a melhor dupla de jogadores do mundo da atualidade, os armadores Iniesta e Xavi, os quais abastecem eficaz e incessantemente a dupla de avantes Eto'o e Henry e libera o ponta-de-lança Messi para fazer&desfazer o que bem entender em campo, como assim se deve permitir para um craque como ele. O resultado: a supremacia da equipe catalã em todos os campeonatos que disputou na temporada.
fdsEm suma, por todo o mundo a tendência parecer mesmo ser essa, com os times e seleções a jogar com grandes armadores, ponta-de-lança, centroavante e ponta(s) muito bem distribuídos, sepultando a perseverante idéia de se jogar com dois ou três brucutus no meio-campo e um centroavante enfiado, como serelepe ou boneco de posto de gasolina.
fdsOra, o meio-campo é o lugar de se pensar-agir-matar o jogo, é onde as coisas devem ser&acontecer, é o habitat natural de pensadores, hábeis e craques. Volante? Um, fundamental, e ponto. Ademais, sacrificar os laterais um jogo todo, em idas-e-vindas infindáveis e infinitas entre ataque&defesa, é uma grande estupidez tática, uma atrocidade física e um desperdício técnico. A César o que é de César, e aos laterais o que é dos laterais.
fdsSeja no esquema destes clubes europeus ou seja no revolucionário 4-1-4-1 da Espanha, o negócio é que 3-5-2 ou 4-4-2 já tiveram os seus dias de glória e hoje já merecem ser sepultados. Aleluia, aleluia!
domingo, 24 de maio de 2009
# atleticanas (xiv)
sexta-feira, 22 de maio de 2009
# o petróleo é nosso, e a petrobras imprescindível
A vexatória e repugnante CPI que demos (PFL-DEM) e tucanos (PSDB) insistem em levar adiante é outro marco da visão colonial, entreguista e privatista que a elite nacional tem do nosso país. Ou mais uma espectro do modo eleitoreiro de se discutir os assuntos público e nacionais.
O Brasil prepara-se para assumir o posto de uma das maiores potências petrolíferas mundiais, o que causa brotoejas naqueles que não admitem uma nação rica e uma país de e para todos, que não veem a hora de José Serra ser o presidente e colocar em prática a (dantes) fracassada idéia da "Petrobrax" de FHC. Sim, os conservadores e a direita querem vender a nossa "Amazônia Azul".
Ao invés de quererem discutir frivolidades como as que ocupam destaque na golpita imprensa nacional -- a qual quer, a todo custo, criar no subconsciente da população uma Petrobras ineficiente, incapaz e imoral -- e insistir que o Estado brasileiro não pode gerir os seus maiores e mais estratégicos recursos naturais, o Parlamento brasileiro, se sério em sua maioria, deveria se ocupar de questões essenciais para o nosso futuro como uma desenvolvida nação: como explorar o pré-sal? Onde investir o dinheiro? Como o Brasil pode controlar a sua costa e projetar seu poder na América Latina e no Atlântico Sul? Quais as prioridades que um planejamento de políticas públicas eficazes, de longo prazo, a serem construídas com o ouro negro, merecem?
Inevitalmente, tudo antes exige uma refundação da nossa República, no modo dos nossos homens públicos entenderem o seu papel e a sua atuação na sociedade, afinal, o que se pode esperar da nossa burguesia, de mãos atadas pela incessante busca do sucesso pessoal ou livres das imprescindíveis e (pouco) elásticas algemas estatais, as quais deveriam controlar a mão invisível do mercado e a mão gatuna dos criminosos?
quinta-feira, 21 de maio de 2009
# elementar e estratégica estatização
fds Poucos dias após a estatização de parte do setor de serviços petrolíferos, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou, nesta quinta-feira, a nacionalização de cinco empresas do setor siderúrgico e da maior produtora de cerâmica do país, a Carabobo.
fds O fim: avançar na construção de novo complexo industrial nacional.
fds De acordo com representantes dos sindicatos dessas empresas, há pelo menos seis meses os salários dos funcionários estão atrasados e a produção, praticamente paralisada, razão pela qual teriam pedido a intervenção do Estado.
fds Desde 2007, foram nacionalizadas as companhias de telecomunicações e de eletricidade, a faixa petrolífera do rio Orinoco e três empresas de cimento.
fds Nos próximos dias, ainda, poderá ser concretizada a estatização de uma das maiores instituições financeiras do país, o Banco da Venezuela, que pertence ao grupo espanhol Santander. (v. aqui)
fds Enfim, soluções eficientes, estratégicas e fundamentais para se colocar ordem no caos do capitalismo monopolista e neoliberal que quer se perpetuar na selvageria das economias nacionais.
terça-feira, 19 de maio de 2009
# aspas (xvi)
sábado, 16 de maio de 2009
# filósofo do samba
fdsfApós (injustificáveis) quase dois anos, finalmente assisti ao filme "Noel, o Poeta da Paixão". E achei ótimo -- muito diferente, já se diga, do (injustificavelmente) sonso filme "Vinícius"... --, digno daqueles que conseguem, ainda que minimamente, reproduzir para a arte do cinema a arte de um dos maiores gênios da música mundial, morto aos 26 anos e com uma obra plural e eterna.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
# aspas (xv)
sábado, 9 de maio de 2009
# a risada de ricardo iii
Ricardo III é uma das personagens mais cruéis de Shakespeare. Só perde em maldade para Lady Macbeth e para Iago, em Othelo. Ricardo é mais um gangster perverso da família dos Yorks, o quarto na linha de sucessão ao trono da Inglaterra. Em sua busca pelo cetro, ele elimina um irmão e dois sobrinhos até ser coroado rei.
A peça Ricardo III gozou de enorme popularidade em sua época e é, ainda hoje, uma das peças mais encenadas de Shakespeare. Ricardo é uma figura assustadora, capaz de todas as maldades para atingir seus objetivos. Feio e curvado, com um braço paralisado, alia a deformidade física à de caráter. Sua única qualidade é um traço de fino humor que permeia seu discurso.
No monólogo inicial da peça, Ricardo, sem meias palavras, revela a própria personalidade. “Eu, que não fui talhado para habilidades esportivas nem para cortejar um espelho amoroso; pois bem, eu, nestes dias de serena e amolecedora paz, não acho delícia em passar o tempo, exceto expiar minha sombra ao sol e dissertar sobre minha deformidade! (…) E urdir conspirações”.
Quando acusado por Lady Anne de ter matado o seu marido, ele, de espada na mão, responde ironicamente que o mandou para o céu: “Que ele me agradeça o favor que lhe prestei, enviando-o para lá! Nascera para essa mansão e não para a terra”. Cruel, mas bastante engraçado, não é mesmo?
Curiosamente, Ricardo, como Macbeth tem uma espécie de torcida, pois o seu humor acaba humanizando-o, fazendo com que a platéia ou o leitor torçam em algum momento, por ele.
Diferentemente de Iago, ele tem pesadelos ao final da peça.
Por que estou falando de senso de humor? Estou falando porque não tenho como deixar de comentar o “affair” Joaquim x Gilmar, que mexeu com o país nos últimos dias. Para dizer que a reação do juiz Joaquim Barbosa não foi uma resposta às palavras do Juiz Gilmar, que disse: “O senhor não tem condições de dar lição de moral”.
O ataque verbal teve uma importância secundária no ocorrido. O que fez com que Barbosa perdesse a postura não foram as palavras ditas, mas a risada dada por Gilmar; sarcástica, cheia de escárnio, deboche, profunda arrogância e desprezo. E isso, olhando na cara de Joaquim. Uma risada como aquela fere muito mais profundamente do que uma espada medieval iguais às que Ricardo usava para assustar seus pares, como fez com Lady Anne.
A risada não atinge o corpo, como um soco recebido, mas a alma, e lá dói muito mais. É dificíl não reagir a uma risada excessivamente mordaz. Assistam ao vídeo e vejam se estou enganado. Joaquim estava exaltado, no entanto, foi a gargalhada que o tirou do sério e o fez perder a serenidade de juiz. Claro que há discórdia nos bastidores, mas ninguém se segura diante de tamanho sarcasmo. E, entre pares! Isso não interessa ao Direito, mas ao Teatro e à Literatura, sim. E, se interessa ao Teatro, interessa à vida.
É preciso saber sorrir. A força do senso de humor faz com que até um monarca cruel como Ricardo possa ter a simpatia de alguém. Se Shakespeare escreveu catorze comédias e pôs figuras cômicas em todas as suas peças, mesmo na sombria Macbeth, é porque ele sabia da enorme importância do riso da vida dos homens.

Esse brilhante texto foi escrito por Theófilo Silva, presidente da Sociedade Shakespeare de Brasília, e reproduzido no "Conversa Afiada", de Paulo Henrique Amorim (v. aqui), para explicar aquela lição e aquelas verdades ditas pelo Ministro Joaquim Barbosa ao (Supremo) Ministro Gilmar Mendes, naquele célebre discussão que, se você ainda não viu, pode ver aqui e entender o que custou uma sarcástica (e tola, e diabólica) risada.
# onzes
domingo, 3 de maio de 2009
# atleticanas (xiii)
quinta-feira, 30 de abril de 2009
# antifahrenheit 451 (xii)
Dantes já anunciávamos os (pouco) escusos interesses do desembargador federal Edgard Lippman Jr., quando insistia em defenestrar o Governo do Paraná e em tentar acabar com as Escolas de Governo das terças-feiras -- a inventar causos e punições contra o chefe do Executivo paranaense --, e as (bastante) duvidosas decisões judiciais por ele proferidas, talvez fruto das suas suspeitas relações com parte do crime organizado e da turma de bingueiros e empreiteiras (v. aqui).
Porém, tudo era noticiado como fantasioso pela grande e golpista mídia, a insistir com a população que o desembargador estava correto e o governador, claro, errado.
Ora bem. Eis que agora o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em decisão (quase) inédita, decidiu na sessão plenária desta terça-feira (28/04) afastar de suas funções o desembargador federal Edgard Antônio Lippman Júnior, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que engloba os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e abrir processo administrativo disciplinar, a fim apurar os fatos indicados em sindicância promovida pela Corregedoria Nacional de Justiça.
A sindicância foi aberta para apurar denúncias de que o desembargador teria recebido valores de forma indevida para possibilitar a reabertura e manutenção de uma casa de bingo da empresa Monte Carlo Entretenimento, além da aquisição irregular de uma série de bens imóveis em nome de sua companheira Ivanise Machado Crescêncio. Os dados preliminares da sindicância indicam que, entre 2003 e 2007, a movimentação financeira do desembargador em instituições financeiras foi superior aos rendimentos declarados nesse período .
Na decisão, o corregedor nacional concedeu prazo de 15 dias para que a Presidência do Tribunal Regional Federal da 4ª Região suspenda todas as vantagens do desembargador, tais como uso de carro oficial, de gabinete, motorista, nomeação de servidores, entre outras, com exceção dos subsídios. Também determinou a convocação de outro magistrado para substituir o desembargador afastado em todos os processos a ele atribuídos.
E viva a nossa grande mídia! E viva a podre imprensa golpista do nosso país!