sexta-feira, 12 de novembro de 2010

# taj mahal


fdsfAfora empreiteiros, políticos e magnatas do business, quem mais quis a Copa do Mundo no Brasil?
fdsfOra, a população, o povo, a sociedade brasileira em sua esmagadora maioria -- e desde já reclamo a minha inclusão na minoria que foi e é contra, como há tempos, à sombra da mangueira imortal, deixamos claro (v. aqui, aqui e aqui).
fdsfPortanto, afora a “nata” envolvida no negócio Copa, quase toda a “malta” brasileira clamou e rezou para que o Brasil fosse a sede em 2014. E mais.
fdsfQuase toda a “malta” exigiu dos seus representantes políticos que a sua cidade, o seu estado e o seu país fosse sede da Copa.
fdsfNas idas e vindas até a eleição brasileira, fretavam-se aviões recheados de colarinhos brancos para alimentar o lobby nacional e os lobos da FIFA.
fdsfEra humilhante ver os nossos representantes pedintes, com malas-pretas à mão.
fdsfE, depois da “vitória”, o político que ousasse não reverenciar Ricardo Teixeira (o todo-poderoso na organização e presidente da CBF) veria alijado o seu Estado do mundo de Oz.
fdsfEra a suprema humilhação federativa.
fdsfE, repita-se, por graça de quem? Ora, da nossa gente, que ainda baba com o fato e que quer (e sempre quis) o mundial no Brasil.
fdsfE agora, José? Quem há de bancar todos os estratosféricos custos que envolvem o evento, dentre eles os palcos dos jogos?
fdsfSendo sede da Copa, já é notória a parcial cessão da soberania nacional à FIFA, que exige o que bem quer. Sem contraprestações.
fdsfE, dentre tantas outras imperiais ordens, destacam-se as absurdas regras relacionadas aos estádios, minimamente detalhados, e sem qualquer razão de ser.
fdsfLogo, como nenhum estádio no Brasil presta -- sob a ótica e os anseios financeiro-corporativos da FIFA --, ou se promove mais ou menos intensas reformas nos poucos aptos que existem ($$), ou se constroem novos ($$$$$$). E o custo disso é, além de inútil, fabuloso.
fdsfAfora os casos das novas construções totalmente patrocinadas (e queridas) pelos Estados -- como são os exóticos e nonsense casos das inúteis babilônias públicas a serem armadas em Cuiabá, Manaus, Brasília e Natal --, três exemplos privados, mas ainda com os mesmos fundamentos, são bem ilustrativos: o Internacional, com a reforma do "Beira-Rio", o Atlético, com a finalização da moderna "Arena da Baixada", e o Corinthians, com a construção do seu "Fielzão".
fdsfNesses casos, os três clubes não têm (e nunca tiveram) interesse algum em arcar com toda a nova infra-estrutura imposta pela FIFA e com todos os encargos exigidos para ser uma sede de Copa.
fdsfA reforma, a finalização e a construção que respectivamente pretendiam eram para atender aos seus interesses, aos interesses dos seus sócios e torcedores, os quais em nada se pareciam com o que a FIFA exige.
fdsfLogo, agora, quem é que deve pagar por isso?
fdsfOra, a população, o povo, o erário, o dinheiro público.
fdsfÉ a própria sociedade, infelizmente, quem deve arcar com os elefantes mais ou menos brancos que se espalharão pelo país.
fdsfÉ a sociedade, repita-se, quem deve arcar com cada regra estúpida, com cada ousadia técnico-estrutural e com toda a deslumbrada vaidade obrigada pela FIFA.
fdsfE nunca os clubes, que não podem ter o ônus privado e particular de algo que o nosso distinto público quis.
fdsfQuae sunt Caesaris, Caesari -- é, assim, o justo.
fds