UM ESPAÇO LÍRICO-SIDERAL SOBRE TURFE, UTOPIA, LIVROS, LEIS, NÓS, MARX, FILMES, POEMAS, TORRONES, DRONES, DEUS, DESTILARIAS, EGO, GOLS, FAROESTE, FAZ-DE-CONTA, METAFÍSICA E A VIDA, COMO ELA É...
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
# aforismo
terça-feira, 30 de setembro de 2008
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
# una nueva banana republic?
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
# e assim caminha a "humanidade"
Enquanto isso, num jantar entre amigos, eis a resposta dada por um deles, quando usei o exemplo do presidente equatoriano -- o novo pirata, que exigiu grossa indenização da construtura brasileira Odebrecht, por uma grande cagada por ela feita, e que foi paga rapidinho e sem chiar... -- , para assim mostrar como o Estado pode (e deve) intervir na economia, nas organizações e nos assuntos legais nacionais, a atuar solto das amarras oligarcas e compromissado apenas com a eficiência estatal e o interesse público:
terça-feira, 23 de setembro de 2008
# as feras do saldanha
1. Rodericus Sautxuxa (Rodrigo Sautchuk) - guarda-redes iraniano, ágil e rápido, é um maluco-sem-beleza e uma espécie rara de "aranha negra".
2. Serginho Vaporub (Sergio M. Gonçalves) - ala-direita brasileiro, não desiste nunca, com ginga e sete pulmões é outro "filho do vento".
3. Oliva Itaipava (Luis F. de Oliveira) - zagueiro e lateral espanhol, performático nos bares e nas regatas, é o “kaiser".
4. Z. Iljitsch Samsa (Rodrigo Gava) - líbero e centro-médio uruguaio, com descendência tcheca e coração cubano, compositor, comunista e comandante de "coração valente".
5. Ricky Royce (Royce Oliveira) - zagueiro canadense naturalizado brasileiro, citius, fortius e sempre eficiente, é o "deus da raça".
6. Francisco Grizard (Luiz A. Grisard) - ala-esquerda mexicano radicado em San Francisco/EUA, exímio nas bolas paradas, tem uma "enciclopédia" no pé esquerdo.
7. Piotr Grabicoski (Pedro Márcio Grabicoski) - ponta-de-lança polonês, portentoso e pinípede, é um ás nos dribles e a "alegria do povo".
8. Wella Sandroski (Sandro de Godoy) - meia-armador polonês, tático, técnico e titânico, é o "príncipe" polaco.
9. Leonidas Rudi (Rudney Correa) - centroavante grego, aspira, matador e letal, tem uma "patada atômica".
10. Pavel Román (Paulo Leonardo Roman) - centroavante romeno, grão-artilheiro, mágico e que pára no ar, é "o possesso".
11. Guilherme Capanêltima (Guilherme Capanema) - meia-armador equatoriano, despacha, controla e arremata, é o “canhotinha de ouro”.
12. Haríate (Valmir Parisi) - único atleta alienígena, este guarda-redes e lateral de Eternia é o ídolo maior e o herói menor, uma muralha com as mãos ou com os pés, um “animal”.
13. M. Salamones (Marcelo Salomão) - lateral e zagueiro luso-brasileiro, um homem de confiança e de bastidores, como “ex-fio maravilha” é a lenda viva meuchapense.
14. Irräti de Camões (Roberto Cezar Pinto) - zagueiro islandês, poliglota e troglodita, furioso mas não veloz, traz nos pés “o divino” e em cada enxadada uma minhoca.
15. Juscelino DeNixon (Nixon Fiori). centro-médio camaronês, de nobre família anglo-brasileira, reina no meio-campo, com diplomacia e cadência, como um "major galopante".
16. Mestre Kisha (Alessandro Kishino) - ala e ponta-de-lança norte-coreano, com a força jedi e a habilidade samurai é quase sempre, dentro e fora do campo, o “furacão da copa”.
Técnico: Roger Donald (Rogerinho) - franco-brasileiro, alguns títulos e voz inconfundível, é o "velho lobo".
Vice-Presidente: Dr. Marcelo Salomão
# canto laudatório
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
# piratas
. O Presidente do Equador denunciou o contrato, avisou que não pagava mais um tusta, exigiu indenização e botou administradores da Odebrecht na cadeia.
. O Estadão, sempre na vanguarda do Golpe de “Estado de Direita” e, agora, adepto da ideologia do “Destino Manifesto” da elite branca brasileira, exigiu num editorial que o Governo Lula invadisse o Equador e depusesse esse malsinado esquerdista Rafael Correa.
. Mais esperta que os golpistas do “Estado de Direita”, a Odebrecht foi lá e fez um acordo.
domingo, 14 de setembro de 2008
sábado, 13 de setembro de 2008
# a lânguida decadência do feijão-preto
Há tempos tinha este sentimento, e hoje, atônito, percebo que realmente boiamos em uma temerária maré preconceituosa e movediça, ainda que jamais tenhamos nela mergulhado ou dela saído.
Já poderia admitir a globalização ou mesmo a irretroativa busca por uma elitização na sociedade em múltiplas e infinitas áreas; porém, hoje, ao abrir a geladeira para pegar a marmita amanhecida e verificar que ele não lá estava, foi muito, foi demais.
“Todos cederam!”, cá pensei, num grito triste. Indaguei-me acerca do que mais (e melhor) poderia acompanhar tomates, arroz, bife e batatas. Na real, quase lacrimosos, os meus olhos doíam ao enxergar no fundo do marmitex aquelas sementes marrons (ou brancas, como insistem em chamar a gastronomia) a substituir as boas e velhas pretinhas.
Com pesar, tenho ouvido amiúde idéias orientadas à fidelização do feijão-preto, de modo único e exclusivo, à feijoada; afora ela, em nada mais ele será permitido. Desconfio, já cabisbaixo, que essa verdade agasalha-se de uma realidade fática, pois noto que a massa não percebe essa alteração. Logo, dentre tantos outros episódios, irrefreáveis, que nos assolam e nos maculam, salta aos olhos o descaso com o nosso escurinho.
A mundialização da vida e da economia abriu espaço para tudo e para todos, permite o consumo das mais exóticas e inúteis coisas, colabora com a progressiva pesquisa cientifica na descoberta dos mais variados cruzamentos genéticos, mas, jamais, poderia permitir ou impassibilizar-se diante do triunfar de carioquinhas, fradinhos, rosinhas, manteigas, jalos, rajadinhos e roxinhos em detrimento do nosso feijão-preto. Ainda mais quando trocado por um branco! E mais: nem mesmo o indeciso feijão-mulatinho pode invocar, ainda que via o malfadado sistema de quotas, seu ingresso, seja alternativo ou substitutivo!
Por um lado, é passivo de entendimento que a comodista e egoísta elite -- que pensa ser aristocrática -- pretenda trocar estas e outras coisas quilombeiras, que nos remetem às raízes, por algo mais europeu, mais branco, mais azul; mas, esquecemo-la: o burguês de feijão-preto é algo tão incompatível como a madame de samba.
Assim, resignado, acredito numa épica busca pelo regresso do pretinho à classe média. E mais, em defesa da não-desfiguração do prato nacional, proclamo, urgente: "proletários de todo o Brasil, uni-vos!".
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
# salvador allende: 35 anos do mais triste 11/09

terça-feira, 9 de setembro de 2008
# evo (não) vê o lula
. Segundo últimas pesquisas, 64% dos brasileiros apóiam o Governo dele, inclusive os ricos.
. Lula está 17 pontos à frente do melhor momento do Governo do Farol de Alexandria.. Morales também é um campeão de popularidade na Bolívia.
. Morales não perde uma eleição.
. Lula também.
. Morales ganha todos os plebiscitos.
. Lula vai ganhar as eleições municipais de novembro.
. Morales não manda na Bolivia.
. Lula não manda no Brasil.
. Morales não manda no gás da Bolívia.
. Lula não vai mandar no Pré-Sal.
. Lula não vai ter peito para impedir que os amigos do Fernando Henrique explorem o pré-sal.
. Assim como Morales não manda em Tarija, a província que mais produz gás.. Os ricos da Bolívia não deixam Morales governar.
. Os ricos do Brasil acham o Governo Lula “ótimo ou bom”, mas não deixam ele governar.
. O PiG trabalha para derrubar o Morales e ele não tem mídia onde se defender.
. O PiG trabalha para derrubar o Lula e o Lula tem medo do PiG. . Lula não manda no Ministério das Comunicações – quem manda é a Globo.
. Lula não manda no BNDES – quem manda são o Carlos Jereissati e o Sergio Andrade.
. Lula não manda na Secretaria da Presidência. Quem manda é o Dirceu.
. Lula não manda no Ministério da Defesa. Quem manda é o Serra.
. Lula não manda no Congresso. Quem manda são os amigos do Daniel Dantas.
. Lula não manda no Bacen. Quem manda é um deputado do PSDB.
. Lula não manda na Anatel. Quem manda é o Daniel Dantas.
. Lula não manda na CVM – quem manda são os advogados de Dantas.
. Lula não tem “facilidades” no STF – quem tem é o Daniel Dantas.
. Lula não manda na ABIN. Quem manda é o Nelson Jobim, que degolou o ínclito Delegado Dr. Paulo Lacerda com "a fábula da máquina".
. Lula não manda na Polícia Federal. Quem manda é o Daniel Dantas.. Agora, tem uma diferença entre Morales e Lula: Evo Morales não tem medo.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
# não leia, nem veja
Reproduzimos a seguir o que extraímos do site da Fundação Mario Soares, escrito pelo próprio ex-Presidente e ex-Primeiro Ministro português - um dos grandes líderes da Revolução dos Cravos que, em 1974, acabou com a ditadura, de inspiração fascista, comandada pelos militares e pela "direita" portuguesa -, e que data de 25 de fevereiro de 2008:
“Quem ler os jornais, cheios de faits divers e de escândalos e seguir as televisões, parece que o Brasil está à beira de um colapso. Casos de corrupção, de violência nas cadeias e nas favelas, insegurança generalizada. Ora, não é assim. O Brasil está hoje na maior, para usar uma expressão bem brasileira. A inflação é baixa e está totalmente controlada. O emprego tem subido espectacularmente. A pobreza extrema diminuiu sensivelmente. O Brasil pagou as suas dívidas externas e dispensou os auxílios do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. O real tem uma cotação próxima do dólar. As exportações aumentaram 162 bilhões de dólares nos últimos 12 meses (o maior valor histórico). As reservas internacionais subiram a 162,9 bilhões nos últimos doze meses. Os investimentos externos no Brasil crescem há 14 trimestres consecutivos. Não quero maçar os leitores com os números. Direi tão só que a qualidade de vida dos brasileiros tem vindo a aumentar significativamente. Há um aumento de renda que permite aos mais pobres comprarem frigoríficos, máquinas de lavar, televisões, etc. A agricultura cresceu. Os programas "bolsa de família" e "luz para todos" têm sido um êxito reconhecido. E os brasileiros estão francamente otimistas, quanto ao futuro, como revelou uma sondagem muito completa divulgada, quando eu estava no Brasil. Lula aparece no auge da sua popularidade. Como dizem os brasileiros, com uma expressão característica: "o Brasil está a dar certo"! Não é só um "país emergente". Tornou-se, realmente, numa grande potência. O que representa um enorme orgulho para Portugal e um parceiro insubstituível. Longe vão os tempos em que, com Stefan Zweig, se escrevia: "Brasil, país de futuro". Hoje é uma incontornável realidade!”
sábado, 26 de abril de 2008
# mafalda (ou, sobre a mente de um coxa)
Evangelino era um garoto estranho. Estranho, branquelo e, meio corcunda, tinha um certo ar de "vovô".
Dava tudo por um saiote xadrez, daqueles escoceses chamado "kilt", pois queria impressionar a turma da Mafalda, a mais bela turma de garotas da escola e que achava o máximo aquele gosto, que fazia lembrar os grandes heróis e guerreiros celtas e tido como marca registrada da turma do Caveira, formado por uma rapaziada mais moderna e despachada.
Evangelino era também frustrado, pois sabia que na casa onde morava, as meninas jamais o visitariam, pois, além de velha e apoucada, o odor que dela saía era bastante desagradável, levando ele mesmo a duvidar se sua casa merecia o nome de pocilga...
Uma bela tarde, Mafalda e suas turmas reuníam-se para mais uma tarde de agitação na casa de Caveira quando encontraram Evangelino e o convidaram, com um certo ar de sarcasmo, para ir junto.
Sem titubear, o garoto branquelo aceitou o convite e imaginou: "Puxa, hoje vai ser uma tarde daquelas".
E, de ônibus, lá foram todos a caminho da melhor casa da cidade. Ainda que isolado das moças, o êxtase de Evangelino era tamanho que os pêlos arrepiados faziam despontar ainda mais o branco de suas coxas – e, claro, não poderia ser diferente, haja vista a desproporção de realidades mundanas existente entre ele e a turma do Caveira, da qual, pelo menos por algumas horas, ele poderia agora ver diminuída.
Chegando lá, ainda isolado e sem perspectiva de conseguir fazer parte da turma, Evangelino passeia e se deslumbra com o que vê em volta, pois a modernidade e a excelência de tudo que vinha daquele lugar e daquela turma era indescritível.
Refeito do impacto, vê ao longe a doce Mafalda e, trazendo consigo a força dos antepassados que outrora mandavam na cidade, arrisca e dela se aproxima Mafalda, pois a mesma parecia triste com o fato de ter sido ignorada por Caveira.
Sim, já há algum tempo Caveira desprezava-a, pois passou a ter os olhos voltados apenas para Raquel, um outro tipo de mulher, mais adulta, mais cosmopolita e que vivia Brasil afora, bem diferente do ar caseiro e regional – ou "jacu", segundo Huracán, amigo de Caveira – de Mafalda.
Papo cá e lá, enquanto quase toda a Casa só falava na Raquel, ficava visível que Mafalda era uma ciúme só. Achava que não merecia ser tão desprezada. Achava que não era tão pior que Raquel. Achava que toda aquela Casa tinha que lhe prestigiar. Achava que Evangelino era a pessoa certa, no lugar certo.
Mas, como não poderia fazer nada dentro da casa de Caveira, sai e vai até o portão com Evangelino, vira-se e, de repente, beija-o.
"Ele conseguiu catá-la!", brada Huracán, expiando-os pela janela. Todos riem, e acham aquilo tudo bastante caricatural. Menos Mafalda, que achou pouca graça naquilo tudo, e vai embora, no primeiro táxi que passa. Evangelino, por sua vez, tenta voltar para a Casa de Caveira, mas a turma toda despacha-o e diz: "Nos vemos por aí, mas por ora é melhor voltar para a sua pocilga...".
E assim, a pé, Evangelino quase não acredita na tarde que teve. Lembra dos aposentos da Casa de Caveira, dos banheiros, das salas, da cozinha, das comidas, da limpeza, enfim, fica deslumbrado com tudo o que viu e, por pouco tempo, viveu. Mas, infelizmente, sabe que aquela não é a sua realidade, ainda que, ao que parece, tenha conseguido voltar a viver no meio daquela gente grande, pois o Caveira lembrou que o veria "por aí" – "... mas por quanto tempo será?", pensa Evangelino.
Sozinho, já no ônibus, teme a volta à sua vida, vivida numa casa engraçada, velha e mal cheirosa.
Porém, se socorre nas lembranças que tem de Mafalda ("Ah, a Mafalda...", suspira) e fica a pensar como fará para conseguir comprar o seu "kilt"...
quinta-feira, 24 de abril de 2008
# querem invadir o paraguay?
– diante dos conservadores e da direita que comanda o segundo país mais pobre da América do Sul há mais de 60 anos – e nas declarações do seu novo presidente, Fernando Lugo, o qual afirmou a urgente necessidade de serem revistas algumas cláusulas do contrato da Itaipu.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
# la porca miseria
quarta-feira, 5 de março de 2008
# ricos & mendazes: dedicatórias e agradecimentos
Já a aproveitar este especial dia em que o meu maestro soberano faz 60 anos, convém reproduzir aqui a "dedicatória" e os "agradecimentos" que justa e inesquecivelmente ilustram as páginas inaugurais da obra "Ricos & Mendazes", tese de mestrado recém-lançada pela clássica Editora Almedina e escrita por Rodrigo Gava, (almost ghost) writer deste sideral espaço virtual (compre aqui):
DEDICATÓRIAS
fdsfds "Para Odemir Gava, meu companheiro, meu irmão, meu mentor e, mais do que tudo isso, meu grande herói, cuja magna lição de vida – como pai e como homem – diariamente me inspira;
fdsfds para Leyla, iluminada e amiga mãe, cujo eterno amor (e zelo, e dedicação) será capaz de sempre me trilhar pelos atalhos da felicidade e da bela vida;
fdsfds para Ana Maria, mulher amada, estrela derradeira e minha amiga e companheira, que, fazendo-nos resistir ao desespero e à solidão, tem, de tudo, o meu maior amor atento antes;
fdsfds para Giovana, grande irmã e parceirinha cem por cento, e para Juliana, Alessandra e Gabriela, irmãs e afilhada também amáveis, todas sempre juntas sabendo unir a ação ao sentimento, em carinho, alegria e comprometimento;
fdsfds e, para Luís, meu avô, com quem o destino não me permitiu compartilhar dos mesmos vagões desta vida, mas que certamente faz guardar o esperado encontro para a estação final dessa minha viagem."
fdsfds e, também,
fdsfds agradeço à augusta FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA (FDUC), seio de mentes brilhantes e em cujo testamento reside a indelével contribuição para a formação da história e do pensamento jurídico brasileiro, pela oportunidade e pela estrutura proporcionadas no decorrer do Curso e da Investigação, como, também, pelo excelso acolhimento oferecido nesses dezoito meses, interregno no qual as suas dependências serviram-me como um verdadeiro lar;
fdsfds agradeço, de modo singular, ao Professor Catedrático Doutor Manuel Carlos Lopes Porto, uma grande pessoa, pela sapiência jus-econômica com que me orientou, me instigou e me animou nas aulas e nas conversas, pela cordial maneira com que sempre me atendeu neste trabalho – cuja idiossincrasia elegantemente ressalvava – e, ainda, pela complacência em permitir parte do desenvolvimento desta tese em minha terra, uma terra em desenvolvimento;
fdsfds agradeço, em especial, ao Professor Catedrático Doutor António Avelãs Nunes, por ter muito acreditado neste trabalho e em sua publicação e, mormente, pelas brilhantes, críticas e sociais lições de economia política, de globalização e mercado, nas quais sempre mostra a urgente necessidade de ser construído um novo e admirável mundo; também, agradeço ao Professor Doutor Fernando Borges de Araújo, o qual também fez parte do Júri das minhas provas de Mestrado, pelas construtivas críticas e pontuais arguições, as quais se consolidaram como indiscutíveis fontes para a minha reflexão;
fdsfds agradeço, muito, às várias pessoas que contribuíram de alguma forma para a idealização deste trabalho, dentre as quais relevo, da minha ora extendida família, André, Vó Angelina, Tia Dete, Pe. Gabriel, Tio Luizinho, Márcio, Pastor, Tati e tantos outros, pela amizade, o apoio e os muitos gestos e pensamentos positivos; assim como agradeço a alguns dos tantos professores que tive, principalmente aqueles (i) da “Escola de Coimbra”, sobretudo o Prof. Cated. Dr. Diogo Leite de Campos (pelas sábias e precisas reflexões jurídicas e, especialmente, da vida) e o Prof. Dr. Jorge Leite (pelas grandes aulas de um sempre social direito laboral), e, de forma genérica, (ii) do “Colégio Marista Santa Maria”, núcleo da minha primitiva formação humano-acadêmica; e, ainda, ao Prof. Dr. Renato Flôres, da Fundação Getúlio Vargas, pela importante consulta prestada, em um momento chave da elaboração desta dissertação; e, como também não poderia deixar de ser, também sou bastante grato a alguns dos grandes amigos, da nova e velha guardas, que acompanharam – de perto ou de longe – estes escritos, entre eles Bernardo, Daniel, Filipe, Guida, Guilherme, Julian, Lanfredi, Cavali e Samy (a malta de Coimbra), e Chico, Cris, Dayan, Gerson, Jeco, Mauro, Nego, Neto, Raphael e Zappa (a turma de Curitiba), pela dedicada parceria, pelas boas e estranhas idéias e, maiormente, pelas tantas horas de boêmia e discussão mundanal;
fdsfds agradeço, enfim, às diversas obras literárias, cinematográficas e musicais, ora representadas em Kafka, Drummond, Pessoa, Dostoievski, Hitchcock, Buñuel, Vinícius, Chico, Tom, Bach, Tchaikovsky... por terem se apresentado como providenciais acompanhantes neste meu voluntário exílio e, principalmente, por terem sido oportunos escapes, abstrações e inspirações nos momentos de cotidiana angústia e de aridez cerebral;
fdsfds e, neste presente momento, agradeço à EDITORA ALMEDINA, locus das máximas obras da ciências jurídicas portuguesas, que, ao dar crédito a esta tese, permitiu que o abstrato e eremítico tempo de reflexões e estudos no velho mundo fosse, agora, eternamente materializado e publicizado."
# o voo do bigode
Odemir Gava, meu pai, é um homem de muitos causos.
Sempre saca da manga alguma história pitoresca sobre figuras dos tantos rincões do Brasil por onde viaja.
E, invariavelmente, ele mesmo é um destes personagens.
Hoje, no seu aniversário de 60 anos e para o qual preparamos um grande furdunço na Casa, quero contar uma destas histórias e da qual fiz parte.
Como o maior companheiro de sempre, é notória a presença dele na minha vida, em tudo.
É, em especial, bem conhecida a participação do meu pai na minha vida esportiva da juventude, tanto no futebol de salão, como, em especial, no basquete.
Ia a todos os jogos, frequentava treinos, às vezes viajava junto, era amigo de meus treinadores e companheiros, cobrava dedicação e desempenho, conhecia os adversários.
E conhecia os árbitros, claro.
Sendo assim, embora jamais tivesse tido intimidade com a "bola laranja", sabia muito bem o que rolava dentro e fora das quadras.
Estávamos em 1993, semifinal do Campeonato Estadual juvenil de basquete: Santa Mônica, o famoso clube da capital que à época montava grandes times de basquete e cuja base era a (minha) equipe do Colégio Santa Maria, contra Maringá.
Era uma "melhor de 3", com um jogo no interior e os dois jogos seguintes em Curitiba, por termos a melhor campanha.
No jogo da ida, num sábado à noite, com o Ginásio Chico Neto lotado, vencemos.
Jogamos bem, fui o cestinha ("às favas, a modéstia") e lembro bem de um grande parceiro, Vinícius Bollauf, que também arrebentou com o jogo.
O jogo da volta foi marcado para o Ginásio do CEFET -- o Santa Mônica não tinha um ginásio próprio e éramos ciganos pelas quadras curitibanas --, ali na Silva Jardim, numa noite fria de quinta-feira.
Tudo indicava uma nova vitória.
Meu pai, claro estava lá: saído do trabalho, de calça, camisa e sapatos sociais -- sapatos, diga-se, que sempre são com taco na sola, nunca borracha: "sapatos bailantes", ele sempre enfatiza).
Antes do jogo, na preleção, o nosso grande treinador Fernando Sanches deu o alerta: um dos árbitros escalados para o jogo era uma conhecida e cretina figura do interior do Estado e que a vida toda tentou nos foder.
O jogo começa.
E tudo começa a melar.
O tal árbitro segurava o apito nos nossos ataques e deixava-o frouxo nos ataques da equipe de Maringá.
A torcida começava a se irritar.
Para nós nada era falta; para eles, tudo.
Contra mim, em particular, era vale-tudo.
Roubo e sacanagem explícitas.
E a irritação aumentava.
Terminamos o primeiro tempo atrás no placar e eu com 3 faltas e meia dúzia de pontos.
Na volta do intervalo, de cara o árbitro apita outra falta minha.
Mais uma e eu estaria eliminado do jogo.
Sento no banco.
E a irritação aumentava cada vez mais.
O clima era terrível.
Perdíamos o jogo e o assalto continuava.
Faltando metade do segundo tempo, retorno à quadra e no ataque seguinte ele apita minha "falta de ataque".
Estou fora!
Foi o estopim.
Meu pai todo piuchado, de modo tresloucado, salta da arquibancada.
Na verdade, ele voa: a altura entre ela e a quadra é de uns de 3 metros.
Ao aterrissar, desequilibra-se por conta dos sapatos (e da altura, claro), torce o pé, sai mancando à caça do árbitro, dá-lhe um direto no queixo e parte pra cima com pontapés aleatórios.
Começa a confusão.
As comissões técnicas e jogadores se digladiam, árbitros e mesa saem para o vestiário, surge a turma do "deixa disso" e os dois PMs que faziam a "segurança" do jogo enfim entram em quadra para dar um basta.
Meu pai é gloriosamente levado para fora do ginásio, aplaudido pela torcida.
Eu e mais três jogadores somos expulsos -- coincidentemente, dois jogadores do banco do Maringá... -- e o jogo reinicia.
Nós acabamos perdendo e a arbitragem pede escolta policial para sair.
No carro a caminho de casa, meu pai é mudo.
Suspenso, não pude jogar o jogo decisivo, no sábado.
E perdemos de novo.
No sacrossanto churrasco de domingo, meu pai enfim rompe o silêncio para repetir a sua icônica frase:
- "Que situação..."
segunda-feira, 3 de março de 2008
# em busca da liberdade: os rendimentos e a flexibilização de normas laborais no destacamento temporário de trabalhadores à luz do direito comunitário
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
# gasolina bandida
E me prgunto: até quando aguardará o Ministério Público para oferecer denúncia contra este "sindicato" (de ladrões?) e seus prosélitos por crime à ordem econômica?
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
# ricos & mendazes

Após um longo-e-tenebroso inverno, finalmente a obra saiu das catacumbas coimbrãs para chegar, agora em fevereiro, nas melhores casas do ramo da "oropa, frança e bahia".
Pela clássica editora Almedina, a tese do mestrado escrita pelo ghost writer do "À Sombra da mangueira imortal" finalmente foi publicada, sob o título: "Ricos & Mendazes: o Dilema das Cláusulas Sociais nas Relações Multilaterais de Comércio Internacional (um Itinerário Sinuoso-Bloqueante para o Direito ao Desenvolvimento), com apresentação e prefácio dos Professores Catedráticos António José Avelãs Nunes e Manuel Carlos Lopes Porto, respectivamente.
Não se sabe se seguirá na forma de "Cavalo de Tróia" (com 7 continuações) ou "Harry Potter" (com umas 12), mas apenas que o início da saga está pronto...
E, já nos próximos dias, podem adquiri-la, se não nas livrarias luso-brasileiras, pela internet:
http://www.almedina.net/catalog/product_info.php?products_id= (em euros) ou http://www.almedina.com.br/ (em reais).
Boa leitura -- e boa reflexão!
fds
domingo, 24 de fevereiro de 2008
# 30 moedas
Final da Taça Guanabara. Flamengo e Botafogo. Noventa mil pessoas no "maior do mundo".
Em tese, um bom jogo: tensão, emoção e qualidade, com virada rubro-negra aos 46 do segundo tempo e jogo quase empatado, com bola na trave, aos 50".
Em suma, um bom programa para um domingo cinza e chuvoso.
Se não fossem os coxas, que aceitaram vender-se por 30 moedas.
E fez-se as imagens da tosca RPC (filiada Globo no Paraná), num impagável Londrina vs. Maringá (os coxas jogaram no sábado...), ambos abaixo da mediocridade, estádio vazio, sem graça, sem balanço e sem beleza.
Sim, pois se os coxas não aceitassem a miséria oferecida pelo Canal 12 – como fez o Atlético, a recusar o "troco" oferecido –, certamente a conversa seria outra, pois, sem a dupla Atletiba, duvido que as transmissões (e os contratos coletivos, por adesão) vingassem.
E assim poderíamos todos os mortais órfãos do "pagar-pra-ver" ter assistido ao grande jogo do Maracanã, porque, sinceramente, esse paranaense – ao menos até as finais – não serve para nada e irrita a todos.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
# robin hood às avessas
Evidentemente, a intervenção direta do estado – econômica, fiscal, social etc. – é o único modelo factível e eficaz para o combate à desigualdade.
Isso não é novidade. Nunca foi.
Os países hoje hegemônicos quando dividiam essa qualificação com antigos impérios assim faziam. E hoje não se arrependem.
Mas no Brasil, claro, tem que ser diferente. E particularmente vamos à CPMF, pois, o que era suspeita, confirmou-se.
Sim, o fim da CPMF não produziu a alardeada redução de preços para os consumidores. Ao contrário do que bradava o núcleo da imprensa golpista (Globo, Veja, Estadão e Folha) – como eco dos seus financiadores da "tropa" da elite branca e direitista – e a oposição, os preços permaneceram os mesmos e, ipso facto, apenas fizeram aumentar o lucro das indústrias e empresas.
Em um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), capitaneado pelo Prof. Marcos Cintra, fez-se um cruzamento entre o impacto do fim da cobrança da alíquota de 0,38% sobre as movimentações financeiras com a inflação medida em 42 setores da economia. Resultado: não houve ganhos para o consumidor e a extinção da CPMF não causou qualquer impacto positivo na economia do País. Pelo contrário. Os cálculos realizados mostram uma inflação crescente nos preços desses setores pesquisados.
Logo – e isso já sabíamos –, os únicos beneficiados com o fim da CPMF foram as empresas e os grandes conglomerados econômicos, que tanto lutaram pela derrubada do tributo e que hoje podem comemorar o aumento de suas margens de lucro.
Enfim, deste único tributo ao qual ninguém que se enquadrasse na condição de sujeito passivo escapava – desagradando a todos os capitalistas –, duas conclusões óbvias podem ser tiradas: o que contribuía para o financiamento da saúde, da previdência e da assistência social, agora, é do lucro privado.
E, o que antes era para rastrear e punir a ação de sonegadores, agora ajuda a escondê-los.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
# cuba (permanece) libre
A mostrar o grande – e sempre criticado – homem político que é, Fidel Castro reconheceu que o corpo venceu a sua alma e a sua mente e resolveu não dispor o seu nome para a próximas eleições cubanas, em março.
Já foi dito e confirmo: é o único mito político vivo, talvez ao lado do sul-africano Nelson Mandela.
Não entrarei nos pormenores heroicos deste homem, deste país e desta gente; não explanarei sobre todas as questões que os cercam, do bem e ainda que heterodoxas; e, principalmente, não discorrei sobre quem foi, é e será este grande herói.
Na verdade, a presente observação serve apenas para, mais uma vez, aplaudir a sábia decisão de Fidel, que assim se qualifica por duas razões principais.
Primeiro, porque as "hienas" e os "abutres" de plantão não terão o gosto de ler (ou ouvir) que Fidel renunciou – uma manifestação patentemente negativa e que denotaria fraqueza. Sim, o que a imprensa golpista insiste em colocar nas manchetes é uma mentira, pois não há "renúncia".
Convém lembrar que a recusa em concorrer aos cargos de Comandante-Chefe e Presidente do Conselho de Estado em disputa nas próximas eleições não significa uma "renúncia" de Fidel. Não há renúncia, porque Fidel não "renuncia" ao poder – e isto está claro na sua carta-mensagem.
Repita-se, não se renuncia algo que (ainda) não se tem, à medida que haverá uma nova eleição em março para se eleger a nova direção do partido (e do país).
O fato de não querer disputar as próximas eleições, uma vez que teria condições (visto que fora um dos eleitos para o Parlamento) – e ainda que se pressuponha que, se candidato aos cargos máximos, seria certamente escolhido –, não significa uma renúncia, pois cumprirá até o fim o mandato que lhe outorgaram. Simplesmente reconheceu não ter mais condições físicas de disputar novas eleições, e, então, liderar o povo cubano e a frente alternativa global para algo diferente desta desigualdade, com mãos fortes e com inoxidáveis algemas para as mãos livres do mercado.
Segundo, porque as "hienas" e os "abutres" de plantão não terão o gosto de esperar a sua morte para pretenderem "tomar o poder" e "tornar livre o povo cubano". Sim, era isso que todos esperavam. Agora, com tal decisão, haverá uma transição natural do poder – logicamente que com todas as dificuldades naturais que qualquer mudança ocasiona –, talvez exercido na ponta por Raúl Castro – um dos poucos do grupo remanescente de 1953 –, e não acontecerá o que seria a pior coisa para Cuba (e para a humanidade), ou seja, o vácuo provocado pela sua morte, a possibilitar toda uma pressão internacional, maiormente da mídia e das "fiesp´s", pelo "necessário" (sic) desprezo aos princípios da soberania e da autodeterminação dos povos, e a ingestão estadunidense para, com seus tanques e yankees, "ocuparem" o comando geral.
Assim, com o grande comandante por perto, ainda ativo com a sua doutrina, a sua experiência e a sua voz, e a direção do estado cubano devida e tempestivamente preenchida – e não vacante, como causa certa (e crónica) de uma morte anunciada –, os ideólogos do pensamento único (e dos "restos" cubanos) deverão procurar outras freguesias para impor as suas idéias: quem sabe a China, destratando-a também por ter um partido único (o "Partido Comunista Chinês) e não gostar dessa pseudo-democracia ocidental...
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
# e atrás do trio elétrico só não vai quem não pode pagar...
A triste realidade que pouco encanta nos quentes trópicos da Bahia finalmente clama – e já não mais se desengana – por um revigorado programa: o lampejante e autofágico fim de um modelo, um modelo até então assente nos versos de Caetano Veloso que dizia "atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu".
Concomitante a todos os efeitos neoliberais que assolam a sociedade, os (agora findados) vinte anos de reinado de partidos de direita – oligárquicos e conservadores – em Salvador, na Bahia, ultrapassou as searas sócio-político-econômicas e desembocou na constituição cultural da maior festa do planeta, uma vez que, literalmente, viu ser privatizado o seu carnaval, a deixar que apenas uma ínfima parcela da sociedade permita-se pagar e, como se pisasse em chão de esmeraldas, ir atrás de um trio elétrico, enquanto a imensa maioria da população fica, perifericamente, num (sub)mundo extra-blocos, longe do tapete vermelho.
De um passado que buscou justamente oferecer ao povo quatro dias de festa – e então propiciar à senzala momentos de alegria&alegria tal qual àqueles gozados nos salões da casa-grande –, o cotidiano traz um festival de preceitos privatistas e elitistas: sim, o fim veio a galope e, enfim, parece ter transformado a máxima festa do povo em um vil mercadoria, bem ao gosto da liberalidade dos neoconservadores.
Ao longe, pode-se notar pelos jornais, pelas tevês e, principalmente, pelos vastos depoimentos de amigos, nativos ou visitantes, que se pratica na capital baiana o outro gênero da segregação, a segregação social, que faz o carnaval, se visto a olhos puros, parecer um baile aristocrata, com a nobreza bem definida, cuidada e protegida ao centro e os serviçais carcomendo-se pelos lados, pelo cantos e pelos subterrâneos das ruas.
Com vestimentas e cordas, escolhe-se o bem e o mal, separam-se gregos e troianos, segrega-se o sangue azul do sangue vermelho, divide-se o branco do preto, aponta-se – erradamente – o joio do trigo.
Com “abadás” (t-shirts usadas para identificar o "bom" do "mau") e “cordeiros” (seres humanos que são pagos, com trocados, para juntos segurarem as "cordas" que envolvem e separam os "eleitos" do "resto") pretende-se expor toda uma população – que inventou, criou, fez e se apaixona pela idéia – à barbárie de ruas e ruelas congestionadas e inescapáveis e à selvageria de fazer homens e mulheres esmagarem-se e disputar a tapas os centímetros quadrados restantes com outras dezenas de crianças e idosos, uma vez que tudo (percurso) e todos (segurança) ficam reservados à fidalguia intra-cordas, com benesses, bar e banheiro privés.
Com preços exorbitantes e convites vip, retorna-se ao tempo de suseranos e vassalos, de corte e plebe, de homens e de ratos, pois, em prol de uma gente – em sua maioria da burguesia sulista e paulista ou do mass media – que se (e)leva e (a)voa por se abundar em milhares de reais, alija-se o povo daquelas suas terras, das suas ruas e da sua festa. E quem ganha com isso?
Com urgência, antes de uma possível catástrofe urbana ou de um motim popular – já saturada ou intransigentes diante da indécora realidade –, os órgãos e as empresas estaduais precisam se movimentar, reassumir as rédeas delegadas ao mercado e promover a sequiosa regulação e reorganização dessa grande festa.