quarta-feira, 12 de agosto de 2009

# marionetes e joonetes

fdsfdsfdsfdsfds O nada transformado em fato e, por conseguinte, a criar pânico e bestialidades generalizadas só fez mostrar e comprovar, mais uma vez, o quão manipulável é a nossa gente, incapaz de enxergar o palmo à frente do nariz e incapaz de pensar.
fdsfdsfdsfdsfds E mesmo assim, ou, melhor, e só por isso é que a democracia representativa e o voto obrigatório são defendidos a torto e à direita...
fdsfds

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

# aspas (xxiii)



Um dos bons jornalistas da atualidade, Leandro Fortes, além da Carta Capital, assina artigos em seu blog "Brasília eu vi" (v. aqui).
 
Um deles, excelente, reproduzimos sumariamente abaixo.
 
Não deixa de ser engraçado – e emblemático – o pavor físico que a presença de Hugo Chávez na presidência da Venezuela provoca numa quantidade razoável de colunistas e analistas de aleatoriedades políticas que abundam na imprensa brasileira. De certa forma, o chavismo veio suprir a lacuna deixada pelo comunismo como doutrina do medo, expediente muito caro à direita no mundo todo, mas que no Brasil sempre oscilou entre o infantilismo ideológico e o mau caratismo. Antes do fim dos regimes comunistas da União Soviética e de seus países satélites, no final dos anos 1980, era fácil compor um bicho-papão guloso por criancinhas, ateu e cruel, prestes a ocupar condomínios de luxo com gente grosseira e sem modos, a mijar nas piscinas e sujar o mármore dos lavabos com graxa e estrume roubado a latifúndios expropriados. Ao longo dos anos 1990, muita gente ainda conseguiu sobreviver falando disso, embora fosse um discurso maluco sobre um mundo que não mais existia. (...).
   No vasto império da América do Norte, onde o fim do comunismo também foi comemorado como o fim da História, os falcões republicanos perceberam de cara que seria inviável continuar a assustar os eleitores com o fantasma débil e inacabado da ditadura de Fidel Castro, esse sujeito que, incrivelmente, ainda faz sujar as calças dos ruralistas brasileiros e de suas penas de aluguel. Por essa razão, e para manter azeitado o bilionário negócio de venda de armas, os americanos inventaram a tal guerra contra as drogas, cujo resultado prático, duas décadas depois, vem a ser o aumento planetário da produção e do consumo de todo tipo de entorpecente, da maconha às super anfetaminas.
   George W. Bush usou o medo do terrorismo para também suprir a ausência da ameaça comunista, embora não tenha sequer tido o cuidado de mudar os métodos, baseados na mentira e na tortura, nem sempre nessa ordem.
   O mote agora, replicado aqui e acolá por analistas apavorados, é a sombra de Hugo Chávez sobre Honduras, onde um golpe de Estado passou a ser descaradamente justificado nesse contexto. Graças aos golpistas, visivelmente uma elite branca e desesperada, como aquela que faz manifestações trajando jogging em Caracas, o chavismo teria sido abortado em Honduras, antes que virasse coisa como a Bolívia, o Equador e o Paraguai – ou seja, repúblicas perigosamente dominadas por governos populares. São os novos comunistas, revolucionários da pior espécie porque, justamente, abriram mão das revoluções para tomar o poder pela via do voto, da democracia. E, pior, muitos são cristãos.
   Quando tucanos e pefelistas se mobilizaram, inclusive à custa de compra de votos, para aprovar o projeto de reeleição de FHC, em 1997, os editoriais e colunas da mídia nacional se desmancharam em elogios e rapapés. Saudaram a quebra da regra eleitoral como um alento à democracia e condição essencial à continuidade do desmonte do Estado e à privatização dos setores estratégicos da economia, a qualquer custo.
   Quando o assunto é Chávez, no entanto, qualquer movimento institucional, todos previstos nas regras constitucionais da Venezuela, é golpe. Reeleição? É golpe. Plebiscito? É golpe. TV pública? É golpe. Usar o dinheiro do petróleo em projetos populares? Isso, então nem se fala: é mais do que golpe, é covardia. (...)
   Os tempos do anticomunismo eram estúpidos, mas pelo menos a gente sabia do que os idiotas tinham medo, de verdade.



 



 

domingo, 9 de agosto de 2009

# bigode maldito: a mídia hoje e o glauber ontem



Por que será que só agora, 40 anos depois, a grande mídia nacional resolveu destruir José Sarney?

Por que nunca o fez antes?

Por que jamais divulgou a história desta peste que jamais pensou o (e no) Brasil e, pior, que na modernidade foi o maior responsável para o Maranhão ser um dos lugares mais pobres do país?

Elementar meus caros.


É que agora ele -- como todo o PMDB -- aparenta ser um promotor do Governo Lula e da eleição de Dilma em 2010, relativamente importante haja vista o seu poder partidário e regional no cenáro político; portanto, a "descoberta" é pura conveniência e hipocrisia, grande desespero e deslavado interesse demo-tucano apoiado pela grande mídia.


Isso, evidentemente, não significa que se deva esconder o que foi e o que fez esse homem, que está no cenário público-político, juntamente com sua famiglia, desde o início do século passado.

Inclusive parte nascente dessa tragédica trajetória pública do clã Sarney pode ser muito bem vista numa preciosa curtíssima-metragem de Glauber Rocha, "Maranhão 66", que originalmente fora encomendada pelo próprio José Sarney -- por intermédio da família Barreto, que incauta (ou não) indicou o jovem Glauber para fazer o filme -- em sua posse no governo daquele Estado nordestino, em 1966, mas que não fora utilizado para esse mesmo fim, por motivos que, assistindo o filme abaixo, são óbvios...

Por sinal, Glauber baseou-se neste infame homem da política nacional e maranhense -- hoje Senador pelo Amapá (?!) -- para criar o personagem Porfírio Diaz, protagonista do filme "Terra em Transe" e que foi interpretado pelo grandioso Paulo Autran.


"Terra em Transe" 

ds

sábado, 8 de agosto de 2009

# a gripe (ou, a grande praga)


fdPor incrível que pareça, nos últimos dias recebi diversos emails de colegas e amigos do resto do Brasil -- e inclusive de alguns extramuros --, preocupados com o estado de calamidade pública que se alarda para Curitiba, por culpa dessa mais nova praga do Egito. Então reproduzo uma síntese do que há mais de um mês já dizemos neste sideral espaço virtual.- x
fdsO nome científico para o que ocorre é "estado hipocondríaco transitório movido por um estresse psicossocial".
dsMeus caros, a verdade está a um palmo dos nossos olhos: está a se falar demais sobre o "nada", dando ao "nada" status de "fato", a criar mensagens subliminares que (inconscientemente) intentam mostrar a todos a aproximação de um monstruoso enxame de rãs, sarnas e gafanhotos, que dará início ao grande dia do juízo final.
fdsLendo os emails e os jornais que por aí abundam, daí sim começo a temer pela minha vida. Não por causa da gripe, mas porque sou o primogênito.
fdsÉ preciso responsabilidade e cabeça no que se diz, se escreve e se faz. Lavar as mãos com habitualidade, levar a mão à boca quando espirrar ou tossir, evitar excessos, não frequentar lugares públicos se tiver gripe ou febre, evitar expor crianças ao frio e à aglomeração etc., são atitudes óbvias do ponto de vista da higiene e da saúde humana. Essa gripe, se não cuidada ou desprezada, vai matar como mata a outra, mas muito menos, por ser bem menos grave.
fdsDevemos evitar a propagação desse bestial pânico e dessa estupidez amorfa e repelir a concretização das inúteis medidas em voga, como fechar escolas, vestir-se gratuitamente de michael jackson ou habitar em câmaras frias ou em grutas, como ermitões.
fdsEnfim, o surto, o pânico e o medo são consequências do alarde oportunista da grande mídia e de alguns (ou vários?) profissionais da saúde despreparados ou, e especialmente, que lucram com isso e com todos os gastos dispendidos pelo Estado ou mesmo pelos cidadãos.
fdsLonge de se adonar da verdade, quero apenas evitar que muitos continuem a propalar a ignorância e a irracionalidade, pois isso sim pega e contagia.
fdsNão sou cientista médico, mas cientista social, por isso busco amparo nos mais diversos homens da saúde pública e, não a toa, o que tantos renomados especialistas, desprezados pela grande mídia -- como a Diretora do Hospital das Clínicas de SP (mestre em epidemologia) e o Diretor da Faculdade de Medicina da USP (doutor em infectologia), ambos aqui e aqui citados --, afirmam é que a fome, o frio, a esquistossomose e a malária matam (e matarão) centenas de milhares de vezes mais do que o "monstro" da nova gripe, o (pseudo)anúncio do apocalipse.
fdsMas acontece que essa não mata só a turma do morro, dos grotões, das favelas, a trazer muito mais ibope e lucros via a contenção por paralisia sócio-mental da população.fds


sexta-feira, 7 de agosto de 2009

# uma nova praça pública

O cientista jurídico Fabio Tokars, em artigo chamado "Internet e Democracia" (v. aqui), traz a teoria do cientista político Benjamin Barber, esposada na sua obra "A Place for Us: How to Make Society Civil and Democracy Strong" (sem edição brasileira), cujo cerne está no fato da democracia não encontrar condições de se desenvolver de forma plena na sociedade contemporânea.
No referido artigo, diz que uma das principais razões da tese do acadêmico estunidense centra-se na inexistência de espaços públicos onde os cidadãos pudessem compartilhar experiências, angústias, expectativas e propostas para a construção de soluções para um mundo mais justo.
Clama-se, portanto, por uma nova praça pública: a praça virtual, vinda da internet, onde "as as vozes se fazem ouvir, sem serem abafadas pelo burburinho da multidão. A informação está disponibilizada, não pela versão de um orador, mas pela multiplicidade das análises - todas possíveis, todas audíveis. Todos podemos ouvir, todos podemos falar".
Nestes termos, Barber propõe a relativização e a mitigação da importância desta vigente "democracia representativa", a qual, obviamente, não quer (e não consegue) representar os maiores e verdadeiros interesses do povo.
fds

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

# atleticanas (xxiv)

Yo Joe!, eu ouvia o General gritar, à beira do campo de guerra, para os seus comandados em ação. Estrategicamente (quase) brilhante, a esquadra armada pelo comandante adonou-se da situação, apoderou-se do terreno alheio e fez valer a força rubro-negra. A superioridade tática era tamanha que a batalha fez lembrar o desembarque das tropas aliadas na Normandia. Os poucos tiros e a lânguida ofensiva inimiga esbarravam na muralha erguida na meta atleticana. Todos já parecem perceber que a retaguarda desta tropa é praticamente impenetrável, pois um arqueiro, que parece octópode, defende tudo e a todos. No meio, a fúria de um guerreiro negro implacável, um kamikaze fundamental para garantir os (i)mortais contra-ataques. Pelos flancos e no ataque, a velocidade titânica confunde-se com um furacão que consegue aniquilar o adversário, sem espaço e sem chances para a sobrevivência inimiga. E entre a retaguarda e a ofensiva, o cérebro pensante, que mais do que articulações, camuflagens e músculos, leva toda a experiência para o microcosmos do combate, transforma em exitosas ações as ideias e estratégias do comandante e conduz magistralmente o grupo à vitória. Venceu-se outra batalha.
fds

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

# denorex às avessas

 
O Brasil é o país mais desigual do continente mais desigual do mundo.
 
Porém, isso tem mudado, a passos lentos mas concretos, neste Governo Lula.
 
Quem diz é o adversário (v. aqui): no período de março de 2002 a junho de 2009, 4 milhões de brasileiros deixaram a condição de pobreza, passando de 18,5 milhões em 2002 para 14,5 milhões em junho de 2009, mediante uma metodologia que identifica a pobreza pelo rendimento médio familiar per capita de até meio salário mínimo mensal.
O índice de Gini – padrão mundial que mostra o nível de desigualdade dos países, atrás do nível de distribuição de renda, cujo índice quanto mais próximo de 1 (um) denota a maior desigualdade –, alcançou 0,493 em junho último, desde sempre o seu menor patamar nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil, conforme dados da PME (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística).
 
Muitos discutem que esse índice não presta e que o importante é ter PIB, e nada mais.
 
Errado!
 
Pensemos:
(i) o país C – de Cuba, suponhamos aleatoriamente – dispõe de “x” dinheiros per capita e apresenta um índice de Gini bem próximo a zero, a conseguir que toda a sua população disponha de educação, saúde, habitação, lazer e segurança pública;
(ii) outro país C – de Cuécia, suponhamos imaginariamente... – dispõe de “50x” dinheiros per capita e apresenta um índice de Gini bem próximo a zero, a conseguir que toda a sua população disponha de educação, saúde, habitação, lazer e segurança pública excepcionais;
 
(iii) um país B – de Brasil, suponhamos aleatoriamente... – dispõe de “25x” dinheiros per capita e apresenta um índice de Gini bem distante a zero, a conseguir que apenas uma pequena parte da sua população disponha de educação, saúde, habitação, lazer e segurança pública; e,
 
(iv) um outro país B – de Bestados Unidos, suponhamos imaginariamente... – dispõe de “75x” dinheiros per capita e apresenta um índice de Gini distante a zero, a conseguir que apenas parte da sua população disponha de educação, saúde, habitação, lazer e segurança pública.
 
Será que realmente não vale, como um dos critérios para exame da egalité e fraternité de um país, o índice de Gini? Será que o PIB, sozinho, não se mostra tão importante, e até insuficiente?
 
Indubitavelmente, parece que as condições expostas para os países “B” são menos razoáveis e menos justas que aquelas dos países “A”.
 
Ou não?


segunda-feira, 3 de agosto de 2009

# aspas (xxii)



Não resisti...

Eis o depoimento da Sra. Anna Sara Levi, epidemologista coordenadora do Hospital das Clínicas de São Paulo, a ratificar a estupidez e a cegueira branca humanas (v. aqui):

   "Trata-se de um 'estado hipocondríaco transitório' movido por um 'estresse psicossocial'. Em outros anos, a pessoa engripava e se tratava com repouso em casa e antigripal. Agora, ela vai para o hospital ver se os sintomas que tem não são da pandemia.
   Não é injustificada a presença das pessoas em um pronto-socorro movimentado como este: algum problema de saúde elas têm. Afinal, estamos no inverno, quando aumenta o número de doenças respiratórias. Mas a grande maioria apresenta quadro leve e podem se tratar em casa de seus resfriados e gripes. (...)
   Quando se descobriu o vírus HIV nos anos 80, criou-se uma neurose. Foi a mesma coisa com um surto de febre amarela no final de 2007, com gente morrendo porque tomou duas vezes a vacina em curto período de tempo. Agora é a vez da gripe tipo A fazer qualquer espirro parecer uma contaminação".



 

domingo, 2 de agosto de 2009

# atleticanas (xxiii)

fdsFirme, corajoso, experiente, técnico e... milagreiro. É o nosso galáttico.
fdsHá tempos defendo Galatto, um dos melhores guarda-redes do Brasil, como um grande atleta e um grande injustiçado. Quem nunca errou que atirasse a primeira pedra, mas que não o tirasse da meta rubro-negra, pois era inconcebível colocá-lo na reserva, ainda mais de quem.
fdsÉ muito diferente assistir e torcer com ele a vestir a camisa 1. Bola alçada, bola chutada, bola recuada, enfim, nada nos assusta, e, melhor, dá-nos a necessária tranquilidade e segurança para ir ao ataque, ainda que aos trancos &barrancos e numa pindaíba só.
fdsAfora isso, valeu a aplicação, o foco e a dedicação física e tática da equipe. Wesley (o nosso Sansão), Rodolfo (era ele mesmo?), Valencia (de volta às origens, na cabeça da área), Bruno (achamos um zagueiro?), Nei (descobriu-se zagueiro?), Raul, Márcio e Marcinho, fizeram valer a força da camisa atleticana, enquanto Paulo Baier fez valer os 150 mil reais que ganha por mês.
fdsEnfim, a vitória de hoje, ainda que mal jogada e mal vencida como foi, aliviaria e daria esperanças para a sequência, pois num confronto direto -- pois parece que o Flu ocupará a vaga do Santos entre os meus dez que disputam a queda (v. aqui) ... -- não importa os meios, mas o fim alcançado.
fdsPorém, como suportar esses sentimentos quando se contrata Antônio Lopes, e a tiracolo o Lopinho? Pô, delegado por delegado, bota o Protógenes, o Azor...
fds
fds

sábado, 1 de agosto de 2009

# antifahrenheit 451 (xv)


fdsNão convém à grande mídia trazer tal noticiário. Logo, é muito provável que você ou não saiba do fato, ou o tenha distorcido, como de praxe.
fdsAcontece que o Governo do Paraná finalmente resolveu acabar com a farra do grupo estrangeiro Dominó e do seu cabeça Daniel Dantas, o empresário bandido condenado mais famoso e um dos homens mais ricos do Brasil (situações que, convenhamos, costumam andar, sob o plano moral, bastante próximas...).
fdsNo Governo Jaime Lerner, Daniel Dantas e a Dominó Holding tornaram-se donos de 40% das ações da Sanepar, e, além disso, graças a um "acordo" de acionistas assinado por Giovani Gionédis, na época Secretário da Fazenda de Lerner, assumiram o comando da empresa -- vale ressaltar que esse "pacto com o capeta" é considerado ilegal pelo Ministério Público, em parecer anexado à ação judicial que questiona o acordo, a qual foi movida pelo Governo do Paraná assim que Roberto Requião assumiu o mandato, em 2003.
fdsApós esse período, a Sanepar recebeu R$ 744 milhões do Estado, como parte de empréstimos internacionais contraídos pelo Governo do Paraná; porém, como a lei veda empréstimos do Estado a empresas estatais, é necessário que aquele valor seja usado para aumentar o capital social da Sanepar.
fdsEntretanto, o consórcio Dominó está a impedir, na Justiça, que a Sanepar convoque assembléia para autorizar o aumento de capital. Diante disso, o Estado enviou ofício à Sanepar, pedindo a devolução daquele montante, pois, se não for para aumentar o capital social da Sanepar -- e, ipso facto, nela aumentar a participação acionário do Estado --, é ilegal tal empréstimo, merecendo, pois, a sua imdiata devolução para os cofres públicos.
fdsPortanto, é fácil entender por que os empresários privados não querem o aumento de capital. Com esse aumento, ou o grupo ligado ao banqueiro condenado Daniel Dantas investe quantia igual, ou sua participação acionária na Sanepar se reduz de 40% para 20%, o que seria um péssimo negócio, diante da eficiência da empresa estatal de água e saneamento básico.
fdsAssim, no ofício endereçado à Sanepar, o Governo do Paraná pede a devolução de R$ 285 milhões -- já pagos pelo Estado aos bancos que emprestaram o dinheiro -- em 30 dias; e os R$ 458 milhões restantes devem ser devolvidos em até seis meses.
fdsE, por fim, disse o Governador Roberto Requião que, se no prazo fixado isso não for cumprido, o Paraná criará uma "nova" Sanepar para suprir, com eficiência e justiça, as necessidades de investimento estatal em água e saneamento básico. Com isso, a empresa atual será descapitalizada e terá uma concorrente patrocinada pelo próprio governo do Estado.
fdsEstá dado o xeque-mate. Resta agora saber, mais uma vez, de que lado estará a grande mídia nacional e estadual: se ao lado do Estado e do interesse público, ou se ao lado do milionário banqueiro e bandido condenado Daniel Dantas e sua trupe (v. aqui ou aqui).
fds


# aspas (xxi)



No "Vi o Mundo", do jornalista Luiz Carlos Azenha (v. aqui), uma das certas conclusões acerca da (atual) maior "praga" da humanidade, que está a disseminar o "terror" e a "morte".

É esse o tipo do jornalismo, a refletir do (e no) comportamento da população, que desgraça o mundo.

E prometo ter sido a última manifestação sobre a tal gripe -- salvo, claro, daqui a um ou dois meses, quando tudo tiver acabado e todos os parvos apavorados de plantão já estiverem calminhos, calminhos, momento que merecerá um sonoro: "E daí?"...
 

   "Na vida real -- que jamais aparece no fato jornalístico --, o que está acontecendo hoje é que NINGUÉM está informando objetivamente sobre coisa alguma, pela suficiente razão de que TODOS estão informando DEMAIS... sobre NADA.
   Por exemplo: quantos morreram no mundo, ontem, por efeitos da desnutrição crônica? Taí. Ninguém informou 'fato' algum sobre isso. Então... tudo se passa como se não tivesse morrido ninguém, ontem, por efeitos da desnutrição crônica... 'porque' ninguém desenhou o infográfico das mortes por efeito da desnutrição crônica, nem nenhum jornalismo 'informou' sobre esse fato.
   Estamos presos na arapuca 'jornalística': vez que TODOS falaram DEMAIS sobre a gripe, criou-se uma situação na qual ou TODOS continuam falando sempre sobre o mesmo 'nada' (o que dá ao NADA status de 'FATO'!) ou TODOS terão COMPROVADO que TODOS falam DEMAIS sobre assuntos TOTALMENTE sem importância alguma. "
 
 
 
 
 

# downsizing

fdAfora a incompetência em boa parte da velha guarda -- que entrou na carreira pública pela porta dos fundos, sem a mínima preparação e sem o mínimo estudo, numa época cujo momento histórico caracterizava-se por um serviço público ineficiente, pessoal e patrimonialista --, outro grande problema que acomete a Administração Pública é, sem dúvida, o excesso de gente que, no âmbito administrativo-gerencial, não serve para nada.
fdO Estado precisa de um plano gerencial e uma reforma administrativa séria -- portanto, não igual àquele faz-de-conta de Minas Gerais, tão propalado --, que remonte os seus quadros, redistribua as suas peças e reconfigure o seu binômio necessidade-utilidade.
fdUma solução simples e altamente eficiente? Cortar 25% dessa gente que, em cargos de comissão ou efetivos -- afinal, desde a EC 19/98, a avaliação de desempenho é capaz de exonerar os servidores efetivos --, não produzem, não agem e só coçam ou atrapalham, e transferir a verba pública economizada para três classes, mediante novas contratações e melhores remunerações: professores, policiais e médicos-enfermeiros.
fdPara ilustrar isso, tomemos um rápido exemplo: afinal, no âmbito de Secretarias (e de Ministérios), para que serve um "Chefe de Gabinete" ou coisas do gênero, que, tão bem remunerado, está ali para oferecer cafezinho e carona, atender gente chata ou alheia, fazer uma média com as pessoas e resolver probleminhas, uma vez que a regra de um próprio "Gabinete" é ter: copeiras para servir café e motoristas para conduzir, secretárias para atender pessoas e telefones (inoportunos ou não), assessores administrativos, jurídicos e de imprensa para resolver problemas -- inclusive com os media -- e um diretor geral para resolver (quase) tudo?
fd

quinta-feira, 30 de julho de 2009

# píton de araque

Evidentemente, não choverão emails; porém, por ora, confesso que a língua, porquanto queimada, arde.
O Avaí, aqui visionado como o único certo rebaixado, já marca 5 (cinco) vitórias consecutivas e já faz 22 (vinte e dois) pontos, metade do necessário para não cair.
Enquanto isso, numa Sala do CT do Caju...
fds

quarta-feira, 29 de julho de 2009

# aspas (xx)

 
 
É sempre bom ver as autoridades -- que tem voz e a quem dão ouvidos -- falarem algumas grandes verdades, fora do lugar comum e fora da hipocrisia beata que marcam a maioria das importantes pessoas deste país.
 
Melhor ainda quando alguém da própria corporação insurge-se contra as inverdades defendidas obtusa e cegamente pela turma, alcança outras ondas e chega lá.
 
 
Foi o que fez o Ministro da Justiça Tarso Genro ao dizer para toda a imprensa -- e a OAB, claro, esbravejou, como faria todo homem corno (v. aqui): 
 
   "Os advogados, quando interessa à defesa dos seus clientes constituídos, vazam à imprensa gravações constantes de processos que tramitam sob secreto de Justiça. O advogado, ao tomar informações no inquérito, se achar bom para a defesa do seu cliente, vai divulgá-las amplamente à imprensa, ou para desviar o foco ou para comprovar a sua inocência. (...) O secreto de Justiça praticamente terminou no país, é uma instituição meramente formal."
 
 

terça-feira, 28 de julho de 2009

# os néscios e a cegueira branca

fds Sim, há uma nova gripe a pairar no mundo, especialmente na América Latina. É fato. Há algumas pessoas que vão morrer da moléstia, como morre gente vítima de esquistossomose, dor de barriga, malária e de outras gripes. O que também é fato, num país em desenvolvimento como o nosso. Todavia, o que tem sido visto na grande mídia brasileira nos últimos dias, porém, é praticamente um crime contra o bom senso e a inteligência da população.
fds É uma aberração a cobertura dada a tal "gripe suína", a provocar pânico na população e que, passados 2 ou 3 meses, vai se mostrar absurdamente exagerada, pois é certo que os números da tal "terrível pandemia" começarão a murchar.
fds Não é preciso grande inteligência para perceber que a cobertura dos últimos dias, focada na contagem do número de mortos que a "peste negra" já provocou no país, não tem nenhuma outra utilidade senão a de disseminar o pânico. Todos os dias o público vai sendo informado do número de mortos em decorrência da nova gripe, porém sem qualquer referência estatística ou base comparativa que permita a compreensão do fenômeno em curso.
fds Com mil e uma explicações, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, já explicou que a taxa de letalidade da gripe suína é a mesma da gripe comum, ou seja, cerca de 0,6% dos infectados. De acordo com a OMS, hoje são 87 mil infectados nas Américas para 707 mortes. A taxa de letalidade fica em 0,8%, mas deve ser muito mais baixa porque os países pararam de fazer testes para descobrir os infectados, que devem superar em muito os 87 mil.
fds No Estado do Paraná, outro dado mais revelador, noticiado hoje pelo Governador Roberto Requião: por ano há em média 2500 mortes ligadas a problemas respiratórios, decorrentes de gripe e pneumonia; e, agora, em função dessa famigerada gripe, morreram apenas 4 pessoas.
fds Do ponto de vista da imprensa, porém, este é um dado que não deve ser de maneira alguma alardeado, afinal, notícia ruim é o que vende jornal e aumenta audiência na televisão. As estatísticas também mostram que morre muito mais gente de diarréia e verminose por semana no Brasil do que, desde o início do ano (quase oito meses!) de gripe suína. Aliás, só no inverno passado (junho/julho) foram 4,5 mil mortos da gripe "normal" contra os tais 45 da gripe suína neste ano. Sem falar no viés político que intenciona todo o alarde, que quer colocar no colo do governo a culpa de tudo.
fds O pior é que a mídia e a maioria da população não aprende com isso. Há poucos anos tivemos três casos emblemáticos: (i) quem não lembra do tal Ebola, o vírus que dizimaria meia África e deixaria um rastro de desgraça pelo mundo afora? (ii) quem não lembra da gripe aviária, prima-irmã da gripe do porco e que destruiria meio mundo? (iii) e, no caso brasileiro, quem não lembra do "surto" da febre amarela, que levaria à população a viver sem água?
fds É no mínimo óbvio o que se está a dizer, sob o ponto de vista da higiene humana: lavar as mãos, levar a mão à boca quando espirrar ou tossir, evitar excessos, não frequentar lugares públicos se tiver gripe ou febre, evitar expor crianças ao frio e à aglomeração etc.
fds Enfim, beira a estupidez não tomar essas atitudes, bem como beira a estupidez as pessoas que creem e disseminam o pânico generalizado, criando atitudes irracionais e se comportando como bestas, um vez que, neste exato momento, milhões de pessoas em todo mundo estão a pegar uma gripe qualquer, para, em poucos dias, zelosa e facilmente curá-la.
fds Entretanto, nesses casos, ouso dizer que não é a gripe que irá matar essas pessoas, mas sim os remédios tarja preta que certamente devem tomar para curar a amargura, a fobia e a insanidade mental, típicas de quem quer disseminar o pânico próprio nos outros.
fds Afinal, em 2 meses, com o calor e a nova onda midiática a estampar as manchetes, a tal gripe rapidamente some, já a mentecapta cabeça...
fds

segunda-feira, 27 de julho de 2009

# sorria, você não está na bahia


Causa-me certa estranheza o espanto e os arrepios generalizados dos curitibanos da gema pelo clima gelado que aqui se instala. Ora, ora, viraram todos soteropolitanos?

Levado como papo de elevador ou coisa do gênero, até vá lá. Fora isso, essa reclamação e essa choradeira toda, não entendo.

Estamos no inverno, num (quase) extremo do continente e na capital mais fria do país.

Esperava-se o quê? Saias, nuas barrigas, colos ao léu e tiozinho do picolé pelas ruas dos bairros?

Ôxe! Sorria, você não está na Bahia...

 
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# gripe aviária, suína, camaleônica, da besta...


Já dissemos aqui: dor de barriga e cárie matam mais do que essa famosa gripe, alardeada em uníssono por uma sociedade atormentada e com medo da sombra -- fruto de um regime egocêntrico, assente no individualismo possessivo-capitalista -- e como eco de uma grande mídia terrível (no caso da universal) e golpista (no caso da brasileira).

Damos como exemplo o testemunho de um grande amigo baiano, lá do início de junho. Empresário, esteve na China, passou pelo aeroporto de Los Angeles eentão contraiu a tal "gripe", sendo o primeiro caso da Bahia e o segundo do Brasil. Resultado? Nada! Zero! Nem coriza, nem tosse, nem nada.

Obrigado a ficar 10 dias em casa, nem dor de cabeça teve. Salvo como reflexo do saco cheio de ter que atender tanta gente da imprensa e das múltiplas doses de whisky que tomava para passar o tempo.

Cientificamente, dentre tantos outros, eis o que o médico Marcos Boulos, professor de moléstias infecciosas e parasitárias da Faculdade de Medicina da USP, e atualmente seu diretor, relatou para Paulo Henrique Amorim, no maior site de política do país, o "Conversa Afiada" (v. aqui), em resumo: 

"Das doenças infecciosas, a gripe suína é uma das menos graves.
Ela mata tanto quando a gripe sazonal, que vem em todo inverno.
Dos que pegam gripe suína, 0,1% morre. Uma pessoa em mil que entre os que pegam a gripe.
O sarampo mata 40 vezes mais. A meningite, 200 vezes mais.
Essa gripe vai durar mais um mês, um mês e meio – como toda gripe, ela vem no inverno.
E a imunização através da vacina estará pronta em três, quatro meses.
Quando a mídia só chama a atenção para as mortes, para os fatores negativos da doença, isso é alarmismo.
É necessário noticiar, uma obrigação da mídia contribuir para que as pessoas conheçam a doença e a maneira de enfrentá-la.
A novidade dessa gripe em relação à gripe sazonal é que essa gripe suína compromete pessoas saudáveis. Enquanto a gripe sazonal costuma pegar em criancinhas – cujo sistema imunológico ainda não está formado – e em adultos da terceira idade".

Ou seja, mel, prudência, higiene, vitamina C e um bom escalda-pé não bastam.

Você precisará também cuca e cruz para pensar, abrir a cabeça e então fugir de Globo, Vejas e Folhas.

domingo, 26 de julho de 2009

# atleticanas (xxii)

Alguém consegue explicar o que a múmia paralítica que está a treinar (?!) o Atlético (não) quis fazer com o time no jogo de ontem, naquela escalação, com aquelas substiuições e com aquelas manjadas declarações?
Não se quer dar muito valor ao trabalho de um técnico de futebol -- como hoje já está na moda dizer (por exemplo, v. aqui o tratado do Nego Pessoa sobre a matéria) --, mas que os sujeitos conseguem avacalhar com o negócio, isso também é inegável.
E até que o dito cujo ia bem: resgata o 4-4-2 (único factível pelo elenco à disposição), fixa o Rafael Santos e o Marcio Azevedo, recoloca o Galatto na meta, saca o Paulo Baier, redescobre Wesley... mas, de repente, acha que a solução são dois ex-atletas, Alberto e Alex, que quase vestiram o manto rubro-negro com listras horizontais.
Pergunto-me: será que a Diretoria está a mirar a contratação do arqueiro Marola, para então fechar o time que o Atlético está a montar para o Campeonato Brasileiro de Show-Ball, que hoje já forma com Alberto, Antonio Carlos, Clayton, Paulo Baier e Alex Mineiro?
Nesta toada, com estes nomes e este espírito, já cai em outubro.
fds
Post scriptum: o Valencia não sabe, não consegue e não quer jogar como segundo-volante. Se continuar nessa, logo será sacado e expurgado, como fora o Julio dos Santos.

fds

sábado, 25 de julho de 2009

# são tomé

Em tempo, já alivio o que antes havia dito acerca dos estratosféricos lucros que terão os dois laboratórios multinacionais (Glaxo e Roche) detentores das patentes dos medicamentos indicados para tratar da gripe A, com os tais Tamiflu e Relenza (esse não tem no Brasil).
Todo esse monte de dinheiro vem justamente num tempo inevitável de retração, até para eles, que, diante das senis vidas alheias, gozam das benesses típicas deste mercado monopolista (e assassino, por natureza). Estranho, não? Mas meno male é o que vem a seguir.
Além da própria Glaxo, a Novartis e o Sanofi, já investem mundos e fundos para descobrir a "cura" (oh!!!) para o monstro.
Acontece que, pressionados pelo Brasil e por outros países em desenvolvimento, os EUA e a Europa sinalizam disposição de fechar um acordo sobre a patente das respectivas vacinas para o vírus H1N1, garantindo acesso dos países pobres aos novos produtos. Pelo novo acordo, todos os vírus ou vacinas produzidos como resultado de compartilhamento de amostras pelos laboratórios credenciados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) estarão livres de patentes.
Assim, os países atingidos podem ter acesso a amostras para produzir localmente os remédios.
É ver para crer.
fds

sexta-feira, 24 de julho de 2009

# baú mágico


fdsfds Confesso-me isolado por um gap tecnológico que não me permite conhecer de tantas coisas que a cada dia invadem o cotidiano pós-moderno. Desconheço, e, logo, não necessito. Nem quero.

fdsfds Entretanto, há alguns meses apresentado a estes sites onde se baixa de tudo, descobri um verdadeiro baú virtual, repleto de tesouros valiosíssimo que possibilita-me o contato com os grandes momentos da história mundial do basquete e do futebol e que talvez nem a memória de outras vidas permitir-me-iam ter.

fdsfds Dentre outras paradas, essa fantástica viagem pelo túnel do tempo passa pelas Copas do Mundo de 58 em diante e pelos jogos dos anos de ouro da NBA. Tudo na íntegra, em alto e bom som. E, para quem começou a acompanhar isso tudo lá pelos anos de 85/86, com nove anos, é como se fosse Marty McFLy, de volta para o passado.
 
fdsfds Das Copas, tenho ao meu alcance, sem cortes, todos os jogos dos grandes times formados pelo Brasil nas Copas de 58 (como Brasil e Suécia), 62 (como o Brasil e os tchecos), 70 (contra Uruguai, Inglaterra etc.), 82 (como Brasil e Argentina) e 86 (como contra os franceses), dentre tantos outros jogos fabulosos, como Alemanha e Inglaterra de 66, Alemanha e Itália de 70, os jogos da Holanda de 74 e 78, a final de 86, bem como os filmes oficiais das últimas 12 copas, com imagens e textos singulares...
 
fdsfds Da NBA, os mais antigos que me perdoem -- pois talvez considerem os anos 60 como os melhores, numa época de Chamberlain, West e Russel --, mas consegui ter os melhores e decidivos jogos das temporadas de todos os tempos, aquelas do final dos anos 80 e início dos 90, com duelos sensacionais a envolver os grandes times do Boston, Lakers, Chicago e Detroit.
 
fdsfds No decorrer dos próximos dias, exporei aqui algumas breves e singelas idéias do que tenho vistoa, para uma geração que, no futebol, falava de ouvir dizer, de ler e de ver videoclipes.
 
fdsfds Mais do que isso, consegui ainda conceder um histórico perdão familiar: recuperei os seis jogos do "Dream Team", o time norte-americano de basquete das Olímpiadas de Barcelona (1992) -- o melhor time em esporte coletivo de todos os tempos --, cujas partidas, em velhas fitas VHS, foram sucumbidas por sobrepostas gravações caseiras desautorizadas.
 
fdsfds Foi como ter o mapa da mina, numa ilha do tesouro.


fdsfds

quarta-feira, 22 de julho de 2009

# atleticanas (xxi)

PEIXES...
Contra um time que tem uma zaga formada por Fabão e Domingos e que tem um trio de volantes composto por Roberto Brum, Rodrigo Souto e Germano, o Atlético não pode se dar ao luxo de perder o jogo, ainda que se insista com o mais paspalho goleiro da história rubro-negra: Vinícius.
Hoje à noite, mais do que razoável, um empate é obrigatório.
fds
... E PALHAÇOS
A Diretoria do Atlético só pode estar de brincadeira.
Não se pode acreditar e não se pode admitir o que as últimas manchetes anunciam: o empréstimo do melhor jogador do clube, o zagueiro Rafael Santos, para um time italiano.
Ora, ora, o que pensa o nosso presidente? Se desfaz de um grande jogador, numa situação e num momento críticos do campeonato, por empréstimo e, mais, por meros 3 milhões de euros? Será que pensam encontrar na esquina um beque como ele? Ou acreditam que Chico & Cia são páreos? Quo vadis, Huracán?
fds

domingo, 19 de julho de 2009

# atleticanas (xx)

fdsUm zero a zero contra os inimigos sempre traz desgosto e frustração. Mas ao mesmo tempo que é meio broxante, cria o sentimento de antidepressão, que viria na amarga derrota. E quase tão ruim quanto o empate foi a péssima qualidade do jogo, como se deveria prever diante do nível de ambos os times.
fdsAlguns bons amigos fanáticos (e outros, de outros matizes) há tempos nos pedem as clássicas "notas do jogo". Creio ter chegado o momento, pois muito mais não se há de falar sobre o desempenho campal do Furacão, bastando ver o que desde janeiro neste espaço escrevemos.
fds1. Vinícius - xô, Satanás! Ele no gol é perigo real e imediato. Inseguro, medroso, fraco. É o goleiro mais cabaço da história do CAP. (nota 2, por numa entrevista após o jogo ter sabido conjugar um verbo no pretérito mais-que-perfeito)
fds2. Nei - já dá saudades dos 11 meses que passou no DM. No estaleiro, além dos joelhos, deve também ter perdido partes do cérebro. (nota 3, por duas excelentes cabeçadas para a linha lateral)
fds3. Rafael Santos - um gigante, impecável. (nota 8)
fds4. "Rodolfo" - não, não era ele. Algum sósia se fez passar pelo Rodolfo, fato facilmente percebido pelo grande número de acertos no jogo. (sem nota, enquanto não revelado o nome deste novo jogador)
fds6. Marcio Azevedo - muita raça, razoável técnica e bem pouca inspiração (nota 6,5)
fds5. Chico - horroroso! Não faz 5 embaixadinhas e não acerta um passe de 5 metros. No máximo, um banco do banco. E lá na zaga. (nota 3)
fds8. Valencia - não é jogador para jogar com a 8. É craque jogando como primeiro-volante. Um único passo a mais para frente e vira abóbora. (nota 6, pois não sabe jogar onde o colocaram)
fds10. Paulo Baier - forte candidado para integrar o novo time de Show-Ball do CAP, com Alex Mineiro e Paulo Rink no ataque. É um biatleta: anda e nada. O Julio dos Santos faz a mesma coisa que ele, a custar 5x menos (nota 4, ainda por aquele gol de falta contra o Corinthians e que nos deu a vitória, há 1 mês)
fds11. Marcinho - correu bastante, deu um precioso passe e só. Incrível como não consegue fazer duas belas partidas em sequência. Só Freud explica. (nota 6)
fds7. Wallyson - excelente no primeiro tempo, bem esquisito no segundo. (nota 6,5)
fds9. Rafael Moura - só recebeu bicão e bola dividida. E foi em todas, mesmo sempre marcado por dois zagueiros. Na única bola rasteira que recebeu com tranquilidade foi pra cima e criou perigo. É ruim, mas não pior que Patrick e Eduardo, seus reservas. E ainda é perseguido todo jogo pela canalha imprensa, só porque não dá mais entrevista. Uma sacanagem. (nota 5,5)
fds15. Rafael Miranda - entrou no lugar do tosco Chico e mostrou que sabe mascar chiclete e correr ao mesmo tempo. É o único segundo volante que o CAP tem hoje no elenco. Pense... (nota 7).
fdsTécnico Waldemar - precisa se ligar: Galatto está para o Vinicius como Dasayev estava para Valdir Peres na Copa de 82; o Nei é muito, muito fraco; o Chico é zagueiro, e reserva; o Paulo Baier precisa voltar a correr pelo menos 45`; e o Julio dos Santos precisa ser resgatado. Porém, em termos táticos, coloca o Geninho -- e outros tantos que passaram por aqui nos últimos anos -- no bolso. (seria nota sete, mas por ser muito chato e óbvio nas entrevistas que dá, leva nota 6,5).
fds

sexta-feira, 17 de julho de 2009

# aspas (xix)



Desde que o Governo Lula deixou claro para toda a direita e para todos os privatistas de plantão que o "Pré-Sal é Nosso" -- na esteira da proposta getulista de 60 anos atrás, sobre o petróleo -- e que o Estado brasileiro administraria, via uma estatal criado sob o manto da Petrobrás, e seria o dono de todos os frutos do pré-sal, de forma a desagradar todos aqueles que não viam a hora de dar essa "Amazônia azul" para o mercado e o capital nacional e estrangeiro, demos e tucanos vêm insistindo nessa bizarra CPI, que já resumimos (v. aqui).

Sim, pois agora todos querem a maior empresa da América Latina e a segunda maior companhia de petróleo do mundo -- e não nos custa lembrar que nos anos FHC, quando arrendou-se o Brasil para as forças do capital privado, diariamente se defenestrava a Petrobras (que quase virou "Petrobrax", a gosto dos vendilhões da estatal), como bem lembrou o Presidente Lula na última semana (v. aqui):

   "O paquiderme agora é nosso... Teve gente que chegou a falar: precisamos nos desfazer do último paquiderme brasileiro que é a Petrobrás. Esse paquiderme agora é nosso e vamos cuidar dele com carinho, como se fosse a coisa mais inteligente do mundo’”.