domingo, 18 de maio de 2014

# atleticania (xv)


Iludem-se os atleticanos por pensar que, após outro empate -- agora contra os reservas do último colocado --, o problema esteja (apenas) com o arremedo de treinador, um paraguayo que especula no nosso comando técnico.

A máxima culpa é, como se faz notório, do mandatário do clube, o tal Petraglia.

Aquiaqui e aqui já muito falamos disso, e agora prometemos ser a última vez que perderemos tempo com o assunto.

Petraglia é um câncer, um facínora, um ególatra, um destemperado, um cão raivoso que detesta o Atlético, o futebol do Atlético e a torcida do Atlético -- mas que gosta, e muito, dos negócios do Atlético, razão pela qual não larga o osso, e não o divide com ninguém, há décadas.

Com base na meia-verdade de que foi o cavaleiro solitário na recriação do Atlético no fim dos anos 90 -- embora jamais se negue a sua importância como líder daquela histórica geração administrativa --, o fanfarrão manda-chuva hoje julga-se onipotente, onisciente e o ovo de Colombo.

Ele odeia tudo e todos, só enxerga o umbigo e só voltou ao Atlético -- como causa do rebaixamento e da péssima gestão do seu antecessor e ex-aliado -- para buscar os cifrões desta nova Baixada e a audiência desta Copa.

Ele escala o time, desmonta o time, desagrega o sistema, espanta colaboradores....

Ele quer destruir um clube de futebol e criar uma S.A, para depois tergiversar seu "fim", como fez com a empresa da qual era sócio (v. aqui), e sair-se bem. E podem apostar: por razões óbvias, a Baixada ficará pronta e Petraglia sumirá do Atlético.

Ele não suporta futebol, não suporta quem adora futebol e não suporta quem suporta quem adora futebol.

Mas não suficientemente contente com as éticas do mercado e da política, mediante o seu isolacionismo individualista acredita que no futebol a sua ética -- nem tão-pouco a ética do futebol -- deve prevalecer.

E para isso desmonta um time, degenera uma torcida e deflagra o ódio.

Petraglia representa o que há de mais retrógrado no futebol, é da cepa de Dualib, Braga, Perrela, Mustafá, Eurico e Caixa D’Água, legitimado por uma legião órfã de quem fez o clube protagonista em cenário nacional após um estágio pré-falimentar, ainda que isso tenha sido feito por meios bastante duvidosos, e que hoje caminha para um estágio pós-futebol.

Ele quer nos enterrar, bem longe da Lapinha, sob a lápide cinza de quem está inumado em rubro-negro.

Petraglia, se lá nos anos 90 foi uma luz no fim do túnel, hoje é o nosso fundo do poço.