quarta-feira, 11 de março de 2015

# aspas (xlvii)


 
O mal dos males da nossa política é o "financiamento privado" das campanhas eleitorais.

Isso precisa, urgentemente, acabar, ser enterrado, de modo que se possa realizar uma ideia mínima de democracia.

O Senador Roberto Requião apresentou um Projeto de Lei para pôr um fim nisso (v. aqui).

Não seria difícil imaginar que a ideia está trancada há muito tempo -- muito menos, porém, que o projeto de lei para colocar em prática o "imposto sobre grandes fortunas" já previsto constitucionalmente (v. aqui).

E eis, agora, que a vontade de enfim sepultar as doações de empresas -- que ao cabo exigem as clássicas "recompensas --, ganhou um grande aliado.

Ele, o Papa Francisco -- o papa mais politizado da história --, que acaba de enfatizar a gravidade deste história toda, que consolida a Política como um mero balcão de interesses privados, tornando as eleições mera fachadas de fins pré-negociados e historicamente sacramentados.

Abaixo, trecho da sua última entrevista (v. aqui, na íntegra):

 "¿Hay algo que quiera sugerirle a los gobernantes argentinos en un año de elecciones?
 Primero... (...) Segundo, (...) Y tercero es una de las cosas que tenemos que lograr, ojalá la podamos lograr – una campaña electoral de tipo gratuito, no financiada. Porque en las financiaciones de las campañas electorales entran muchos intereses que después te pasan factura. Entonces, hay que ser independientes de cualquiera que me pueda financiar una campaña electoral. Es un ideal, evidentemente, porque siempre hace falta dinero para los afiches, para la televisión. Pero en todo caso que la financiación sea pública. De este modo yo, ciudadano, sé que financio a este candidato con esta determinada cantidad de dinero. Que sea todo transparente y limpio".