quinta-feira, 20 de junho de 2013

# desiberna (ou, "o meu portão")


Eis-me aqui, de novo, enfim.

E confesso: pelo andar da minha carruagem, 
esperava não mais voltar.

Mas eis que retorno, com uma motivação que poderia ter surgido de tantas e tantas coisas.
O crescimento do benjamin, o gigante ser que a cada dia toma mais conta de mim. O amor maior do mundo pela mulher amada. As saudades angustiantes do cotidiano com minha família ao sul, mas sempre no centro do meu universo. A falta de minha gabriela. A distância mexicana de uma irmã. A paixão pulsante pelo atlético. Os encontros com tanta gente querida nesta minha nova cidade. Os desencontros com tanta gente querida da minha velha urbe. As regatas com meus chapas, as doses com atroveran e os trucos com gavas e luízes. A minha praia, a minha rua, o meu bar, o meu lar. A minha religião, a minha teologia e a minha libertação. As reflexões, os temores, as idéias, a cólera por tudo o que vem e passa no teatro da minha vida. Os tantos e diplomáticos pedidos, de leste a oeste. O vazio e os fins existenciais. A alta do dólar, o alto da compadecida. A baixa do sapateiro e o baixio das bestas. A crise pela minha abstinência de orelha de elefante com chimichurri. O último bolinho de camarão, de siri, de feijão, de chuva. A próxima roda de choro, viva, gigante. As penúltimas lágrimas. O preço do tomate, dos tremoços, do chicabon, das brahmas extras e das caixas de lenço de papel para onde assoo a minha melancólica alma. A massa ruminante e a baba bovina. A classe média ao molho pardo. O branqueamento de capitais e do futebol. A imprensa marrom e golpista. Os smurfs, os backyardigans, as peppas e os tucanos. As febres, as ânsias, os asnos e as antas. Os meus ídolos, as minhas overdoses. O quase 2014, talvez o último ano do resto de nossas vidas...
Enfim, justificativas não faltam.
Nem tempo, pois vinte e quatro horas são suficientes para tudo.
Inclusive para não fazer nada.
E é este nada que voltaremos a materializar aqui, no coletivo divã deste meu sideral espaço virtual.

En garde!


Eu voltei... para este meu portão, por trás do qual estão algumas das minhas histórias, memórias e segredos