UM ESPAÇO LÍRICO-SIDERAL SOBRE TURFE, UTOPIA, LIVROS, LEIS, NÓS, MARX, FILMES, POEMAS, TORRONES, DRONES, DEUS, DESTILARIAS, EGO, GOLS, FAROESTE, FAZ-DE-CONTA, METAFÍSICA E A VIDA, COMO ELA É...
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
# o farol faoro
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
# oligopólios golpistas e grotescos
fds Como lição que deve ser disseminada pelo resto do país -- e, especificamente, em cada uma das "regionais" que monopolizam informações, manipulam os fatos e pervertem o interesse público --, o Ministério Público Federal (MPF) de Santa Catarina ingressou, no último dia 10 de dezembro, com uma ação civil pública contra o oligopólio da empresa "Rede Brasil Sul" (RBS), formado no dois Estados mais ao sul do Brasil.
fds Assim, finalmente se discutirá essa questão do oligopólio -- embora no caso da RBS seja uma posição praticamente monopolista -- à luz da lei que regula a ordem econômica.
fds A concessão dos serviços de radiodifusão precisa ser energicamente fiscalizada e deixar de ser um mero mimo político, que tão-somente beneficia as nossas elites burguesa e política. Se não traz utilidade pública, pune, suspende e caça, como faz anualmente os EUA -- que, em média, cancela a concessão de 50 canais de rádio ou televisão por ano -- ou como fez a Venezuela, não renovando a concessão dada ao maior grupo de comunicações do país, o qual, logo após a vitória de Hugo Chávez nas eleições presidenciais, promoveu a tentativa, quase exitosa, de golpe de Estado, em conjunto com a burguesia nacional e os EUA.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
# aspas (v)
Da (séria e ridiculamente) hilária cena dos sapatos ocorrida no Iraque, José Saramago traz em seu caderno virtual (v. aqui) uma conclusiva lição sobre o fato e seus protagonistas:
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
# sem agá
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
# e assim caminha a humanidade (viii)
dfdsEnquanto isso, na sede do Conselho Federal da OAB, nasce e germina a última exuberante (e espúria) idéia da máfia que defende os crimes de colarinho branco -- os crimes das elites burguesa e política nacionais e transnacionais -- e que se traveste (e se associa, e se desbunda) nos advogados de plantão: uma Proposta de Súmula Vinculante (PSV 1), ajuizada no STF e que já estará em julgamento, no Plenário da Corte, na sessão ordinária desta quarta-feira. Eis o texto da súmula que, se aprovada, passa a ter força normativa (ou seja, vira "lei"...):
domingo, 14 de dezembro de 2008
# o golpe no chile: uma trilogia única
Simplesmente espetacular, emocionante e arrepiante.
Neste final de semana concentrei-me em ficar mais de 7 horas à frente da tv para, enfim, assistir ao documentário tido por muitos -- e, doravante, por mim também -- como um dos melhores documentários políticos já realizados: "A Batalha do Chile", de Patrício Guzmán, concluído em 1979 após quase 10 anos de meticuloso trabalho.
Trata-se de um registro impecável, com uma análise absurdamente próxima e completa do que foram os quase 3 anos do governo de Salvador Allende como presidente do Chile, eleito pelo povo após a união de toda a esquerda chilena -- era a "Unidade Popular", com os partidos socialista e comunista, entre outros -- e que se traduziu no primeiro país do mundo a caminhar ao socialismo pela via democrática, já aqui entendida em sua mais ampla acepção -- e não apenas no "sufrágio universal" --, vez que atende aos verdadeiros interesses público e do povo, a exemplo do que hoje já acontece na Venezuela, na Bolívia, no Equador e, no prélio, no Paraguai.
Allende, com lealdade à Constituição e, maiormente, inteligência, amor, coragem e vontade, levou o Chile a transformações jamais vista em um país sul-americano, a cuidar de temas e problemas difíceis e complexos pelos quais todo o povo -- salvo as elites burguesa e política, claro... -- esperava já há 500 anos, adotando medidas inéditas para o lado de cá abaixo do Equador, em especial ligadas às nacionalizações dos recursos naturais (em especial o cobre), ao apoio irrestrito (mas, claro, condicional) ao processo de construção do "poder popular", com as ocupações de fábricas e latifúndios, e à construção da participação direta através de assembléias locais e regionais.
Porém, a insurreição da burguesia nacional e do capitalismo estadunidense -- raivosos desde a vitória de Allende nas urnas, em 1970 -- com múltiplas e cruéis ações de sabotagem, lideradas financeiramente pela CIA, politicamente pela mídia e postas em prática por um Congresso Nacional que tinha maioria conservadora e da direita, conseguiu, não obstante o esforço das classes populares, literalmente paralisar o Estado, levando ao Golpe Militar e à morte de Salvador Allende (v. aqui, como lembrança aos 35 anos da sua morte). Em suma, tudo muito parecido com o que aconteceu por aqui, no Golpe Militar de 64, com exceção ao fato de que João Goulart, ao contrário do que Allende fez e do que Leonel Brizola queria fazer, não resistiu e se acovardou.
Sobre o filme, especificamente, o cineasta foi além dos temas espetaculares, filmando desde assembléias de fábricas, passando por trabalhadores do campo, moradores de bairros construindo um abastecimento alternativo, até militantes de direita, as manifestações da burguesia nacional e os projetos de intervenção articulados pelos EUA. Mostra, enfim, a luta de um homem e de um povo para se livrar das amarras históricas e selvagens que, com toda a injustiça, relegavam à pobreza e à miséria toda uma explorada população, em espúrio privilégio de uma elite burguesa burra, arrogante e reacionária.
São 3 partes: o "Poder Popular", a "Insurreição da Burguesia" e o "Golpe de Estado", além de uma quarta parte, repleta de especiais, inclusive com um mini-documentário, de 1 hora, sobre as últimas horas de Salvador Allende dentro do Palácio de La Moneda (aqui um trailer).
E, como prévia, ouça, aqui, o último e arrepiante discurso de Allende, feito à "Rádio Magallanes", de Santiago do Chile, concomitante aos bombardeios e minutos antes da invasão promovidos pelos militares em nome da burguesia nacional e do capitalismo estadunidense. Outrossim, transcrevo-o aqui, para uma leitura reflexiva e contagiante que muito vale:fd
“Seguramente ésta es la última oportunidad en que me pueda dirigir a ustedes. La Fuerza Aérea ha bombardeado las torres de radio Portales y radio Corporación.Mis palabras no tienen amargura, sino decepción, y serán ellas el castigo moral para los que han traicionado el juramento que hicieron... soldados de Chile, comandantes en jefe titulares, el almirante Merino que se ha auto designado, más el señor Mendoza, general rastrero... que sólo ayer manifestara su fidelidad y lealtad al gobierno, también se ha nominado director general de Carabineros.
Ante estos hechos, sólo me cabe decirle a los trabajadores: ¡Yo no voy a renunciar!Colocado en un trance histórico, pagaré con mi vida la lealtad del pueblo. Y les digo que tengo la certeza de que la semilla que entregáramos a la conciencia digna de miles y miles de chilenos no podrá ser segada definitivamente.Tienen la fuerza, podrán avasallarnos, pero no se detienen los procesos sociales ni con el crimen... ni con la fuerza. La historia es nuestra y la hacen los pueblos.Trabajadores de mi patria: Quiero agradecerles la lealtad que siempre tuvieron, la confianza que depositaron en un hombre que sólo fue intérprete de grandes anhelos de justicia, que empeñó su palabra en que respetaría la Constitución y la ley y así lo hizo.En este momento definitivo, el último en que yo pueda dirigirme a ustedes, quiero que aprovechen la lección.
El capital foráneo, el imperialismo, unido a la reacción, creó el clima para que las Fuerzas Armadas rompieran su tradición, la que les enseñara Schneider y que reafirmara el comandante Araya, víctimas del mismo sector social que hoy estará en sus casas, esperando con mano ajena reconquistar el poder para seguir
defendiendo sus granjerías y sus privilegios.Me dirijo, sobre todo, a la modesta mujer de nuestra tierra, a la campesina que creyó en nosotros; a la obrera que trabajó más, a la madre que supo de nuestra preocupación por los niños.Me dirijo a los profesionales de la patria, a los profesionales patriotas, a los que hace días estuvieron trabajando contra la sedición auspiciada por los colegios profesionales, colegios de clase para defender también las ventajas que una sociedad capitalista da a unos pocos.Me dirijo a la juventud, a aquellos que cantaron, entregaron su alegría y su espíritu de lucha.Me dirijo al hombre de Chile, al obrero, al campesino, al intelectual, a aquellos que serán perseguidos... porque en nuestro país el fascismo ya estuvo hace muchas horas presente en los atentados terroristas,
volando los puentes, cortando la línea férrea, destruyendo los oleoductos y los gasoductos, frente al silencio de los que tenían la obligación de proceder: estaban comprometidos. La historia los juzgará.Seguramente radio Magallanes será acallada y el metal tranquilo de mi voz no llegará a ustedes. No importa, lo seguirán oyendo.
Siempre estaré junto a ustedes. Por lo menos, mi recuerdo será el de un hombre digno que fue leal a la lealtad de los trabajadores. El pueblo debe defenderse, pero no sacrificarse. El pueblo no debe dejarse arrasar ni acribillar, pero tampoco puede humillarse.Trabajadores de mi patria: tengo fe en Chile y su destino. Superarán otros hombres este momento gris y amargo, donde la traición, pretende imponerse. Sigan ustedes sabiendo que, mucho más temprano que tarde, de nuevo se abrirán las grandes alamedas por donde pase el hombre libre, para construir una sociedad mejor.¡Viva Chile! ¡Viva el pueblo! ¡Vivan los trabajadores!Estas son mis últimas palabras y tengo la certeza de que mi sacrificio no será en vano. Tengo la certeza de que, por lo menos, habrá una lección moral que castigará la felonía, la cobardía y la traición”.
# nota remissiva
Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).
O gerente do banco do Seu Zé, um ousado administrador formado em curso de 'emibiêi', decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.
Alguns 'executivos' de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.
Esses adicionais instrumentos financeiros alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do Seu Zé).
Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países. Até que alguém descobre que os bebuns da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do Seu Zé vai à falência.
# diariamente imortal
sábado, 13 de dezembro de 2008
# infernos fiscais
fdsO (quase) caos provocado pela internacionalização e pela liberdade sem limites do capital financeiro aponta outra incongruência destes tempos pós-modernos.
fdsÉ a existência incólume (e, fingem, despercebida) dos "infernos fiscais" -- hipocritamente chamados de paraísos... --, ou seja, ridículos países-colônias que, além de obscenas vantagens tributárias, existem com o maior objetivo de oferecer um padrão de sigilo e de desregulamentação que facilita, favorece e fomenta práticas de ocultação de patrimônio e que permite limpar o dinheiro para outros centros, sob a tutela (e a conveniência) das suas quase "metrópoles".
fdsEssa movimentação "deslavada" -- com o perdão do trocadilho... --, que existe para que os mais ricos possam escapar às suas obrigações fiscais (e sociais) e para que as grandes empresas possam realizar tantas e ilegais operações que escondam os seus lucros, exige novas regras, pois se mostra gravíssima a presente realidade que, medusicamente, atrai e estimula o fluxo de capitais por tais espaços de impunidade, grandes agentes de fraudes e verdadeiros "buracos negros" do capitalismo pós-moderno.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
# o futuro do presente da crise (ou, "rumos e verdades - III")
fdsPor quê? Ora, o capitalismo, para além das suas tantas crueldades e mentiras, mostrou-se incapaz de ser gerido nos moldes vigentes, a desprezar o Estado -- já especificamente em sua vertente econômica -- e a sociedade -- na sua mais crua acepção, ligada ao ser humano e ao meio ambiente.
fdsE, em suma, foi isso que este seminário internacional -- "Crise: Rumos e Verdades" -- promovido pelo Governador Roberto Requião procurou (e, explicitamente, conseguiu) demonstrar, ainda que sob um viés quase exclusivamente econômico: este sórdido modelo de sociedade e de (?) "Estado" não poderá se manter, a levar a cabo toda essa montagem social (e política, e econômica) que se finca tão-somente numa ética hedonista que privilegia o individualismo, o consumismo e o materialismo.
fdsE é por isso que hay camino: um caminho alternativo que dará um novo e feliz final à história.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
# aspas (iv)
No excelente seminário internacional "Crise - Rumos & Verdades" promovido pelo Governo do Estado do Paraná, o economista Carlos Lessa assim concluiu o seu discurso no encerramento do encontro, a centrar no povo brasileiro as justificativas pelo seu otimismo a respeito dos rumos futuros do nosso país:
# antifahrenheit 451 (v)
fdsÉ óbvio que a renovada política fiscal a viger no Estado do Paraná, e que ora tramita para aprovação final na Assembléia Legislativa, também visa a aumentar a arrecadação.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
# o futuro do presente da crise (ou, "rumos e verdades - II")

Questiona-me um grande amigo quais seriam os rumos e as verdades dessa grande crise provocada pelo malfadado projeto neoliberal de (?) "Estado". Sobre as "verdades", já dissemos -- aqui e alhures, tantas vezes e das formas mais variadas; e, sobre os "rumos" -- e já após 3 dias de profícuos e profundos debates, com as mais diversas exposições de cientistas e políticos dos mais diversos cantos do mundo --, algumas conclusivas certezas já se mostram óbvias e imprescindíveis para orientar o Brasil:
- a total dependência e subordinação do Banco Central ao Estado, com políticas que busquem a regulamentação dos fluxos financeiros e a centralização no controle de câmbio;
- a estatização, ao menos temporária, de parte do sistema financeiro nacional, e a diminuição da taxa básica de juros, a fim de diminuir o déficit público;
- a efetivação de novos marcos jurídicos e econômicos para as agências regulatórias, mais condizentes à nova realidade nacional e mundial, que passa a exigir um Estado interventor (keynesiano), e não mais um Estado mínimo, assente em políticas neoliberais que conveniente e fantasiosamente organizaram o funcionamento de tais agências;
- a manutenção da carga tributária, mas com a modificação na sua metodologia contributiva, de modo a cobrar e recolher mais dos ricos e acabar com o nefasto modelo atual, que mostra uma total desproporção e um malogrado desequilíbrio de contribuição entre as classses pobres e ricas -- como, por sinal, já faz o Estado do Paraná (entre outros exemplos, v. aqui) --, da seguinte forma: (i) ampliando o número de faixas de tributação do imposto de renda -- pondo fim a grotesca forma de 2 faixas de tributação --; (ii) tributando progressiva e regressivamente o patrimônio, de acordo com o seu porte e a capacidade contributiva do agente, em especial no tocante ao IPVA, ao IPTU e ao ITCM; e, finalmente, (iii) criando o já constitucionalmente previsto "imposto sobre grandes fortunas".
- o acelarado e crescente investimento em programas sociais e de garantia de renda mínima;
- a diminuição do superavit primário e a transferência de seus recursos para projetos de infra-estrutura, capitaneados por um PAC cada vez maior; e,
- a transferência de recursos não para salvar os ditos "setores produtivos" -- os quais, na verdade, apenas representam os dominantes interesses das elites burguesa e política, como a construção civil e a agroindústria exportadora --, mas para projetos e programas que visem a diminuir o déficit habitacional (casas e condomínios populares, urbanização de favelas etc.) e assegurar e expandir a agricultura doméstica e familiar.
# a pergunta que não quer calar
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
# os paralelos entre eugênio e evangelino
fdsEugênio e Evangelino preparavam-se para prestar o vestibular e cumprir a promessa feita no início do ano: passar na Federal.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
# o futuro do presente da crise (ou, "rumos e verdades")

Com a participação de intelectuais, em sua maior parte pertencente às ciências econômicas, das mais diversas partes do mundo -- Brasil, China, Rússia, Argentina, Venezuela, Equador, México, EUA, Inglaterra, Itália e Alemanha --, o Governo do Estado do Paraná está a promover, desde ontem, o excelente seminário internacional "Crise - Rumos & Verdades" -- o qual, certamente, não merecerá a melhor (ou, talvez, a menor) cobertura da podre mídia golpista nacional --, com o fim de debater, elucidar e abrir os olhos para os verdadeiros rumos e causas da presente crise, a maior crise da história do capitalismo e que definitivamente afunda o neoliberalismo (v. aqui a programação completa do Seminário).
# quo vadis, huracán? (xv)
A epopéia se encerrou como já esperávamos: estádio lotado, torcida ensandecida e um futebol total, absolutamente comprometido com raça e gols símbolos maiores do Clube Atlético Paranaense. E o nosso time, na tarde deste domingo, teria sido mágico se não tivesse sido tão real.
Sim, o Flamengo tremeu. O Flamengo parecia um Olaria, um Bonsucesso, um São Cristóvão, tamanho era o semblante amedrontado de seus jogadores, tamanha era a postura acuada do seu time e tamanho era o massacre técnico, físico, tático e, principalmente, moral, que o Atlético impunha em campo. Sim, finalmente o Atlético voltou a ser o "furacão" e a Arena da Baixada voltou a ser o temido "caldeirão".
Dentre tantos personagens deste jogo, houve dois maiores, excepcionais.
Um, o nosso mais novo príncipe etíope, o nosso deus da raça, o valente Valencia, colombiano de aura vermelho-e-preta, um negro cujo sangue rubro bem mostra a sua melhor identificação com o Atlético: a entrega absoluta e a dedicação total que nos dá a certeza de que nunca perderá um lance.
O outro, a peça que faltava e que sempre pedimos: o paraguaio Julio dos Santos, o craque, o cérebro, o armador, aquele que pensa e pára o jogo, como se fosse o senhorio absoluto daquele campo.
Claro que houve Alan Bahia, Alberto, Netinho, Antonio Carlos, Rodolpho e Chico -- e mesmo Julio Cesar, Rafael Moura e Zé Antonio, pelos gols --, mas os dois gringos foram geniais, e, a ambos, muchas y muchas gracias.
Porém, em termos gerais, este "título às avessas" deve ser dedicado e agradecido a três outros homens, que certamente hão de integrar um seleto rol de heróis rubro-negros: o goleiro Galatto, o técnico Geninho e o preparador físico Moraci Sant'ana, todos tecnicamente impecáveis e absolutamente dedicados no cumprimento do nosso maior objetivo, em cujas obras os milagres mostraram-se freqüentes e capazes de honrar as nossas cores.
Digo, enfim, que essa vitória e esse título tem sim um sabor até maior do que o "mero" título nacional dado ao campeão, por uma séria e única razão: o título com a primeira colocação é, em poucas semanas, esquecido, apenas guardado na memória, nas estatísticas e na camisa; porém, o título conquistado neste domingo transcende as próximas semanas e alcança todo um ano, consegue trazer a alegria de sabermos que não passaremos todo 2009, em cada uma de suas semanas, a lamentar o fato de estar no limbo, no inferno e na humilhação da segunda divisão -- ou seja, nossos adversários não terão o gosto de nos humilhar, por longos 300 dias, a cada jogo de terça ou sexta-feiras e a cada jogo contra Goiatubas, Bragantinos e CSA's. Aleluia, aleluia!
E a resposta veio, em uníssono: permanecerei no lugar donde nunca poderei sair, ou seja, a Primeira Divisão do futebol brasileiro.
fds
sábado, 6 de dezembro de 2008
# e assim caminha a humanidade (vii)
fdsfdsdEnquanto isso, num fim de noite de começo de fim de semana, um dos interlocutores acredita que tem, nestes tempos de crise -- crise do sistema, crise do neoliberalismo, crise deste mundo com o (quase) único pensamento no Estado mínimo, sublinhe-se -- a chave para o (seu?) sucesso:
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
# quo vadis, huracán? (xiv)
fdsDo crepúsculo, ele ainda mostra raios avermelhados de sol sobrepostos ao fundo preto de breve anoitecer.
fdsÉ um presságio, o maior de todos: nós não cairemos.
fds
# um (nada) estranho no ninho
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
# e assim caminha a humanidade (vi)
ddsEnquanto isso, após ser publicada a (talvez) paradigmática sentença do Juiz Federal Fausto de Sanctis -- que condenou o banqueiro Daniel Dantas, uma das mais famosas "galinhas" dos ovos de ouro dos homens públicos de todos os poderes desta República, a 10 anos de prisão e mais uma multa de 12 milhões de reais --, eis o que vocifera um dos advogados do milionário criminoso:
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
# as vitrines pós-modernas
E para aqueles que ainda confiam e ainda acham o máximo essas mais bizarras formas de comunicação e de relacionamento pós-moderna -- v. aqui o que já publicamos, p. ex., sobre a "vitrine humana" do tal orkut --, cuja (mórbida) formosura creem não dever ser excluída do universo de nossas crianças e adolescentes, eis o relato, enviado por um grande amigo, que mostra a estupidez desta vida explícita e do espetáculo do ser fluorescente, que quer aparecer e ser visto:
Revisou sua lista de amigos e viu que '"Meteoro" estava conectado.
Ela enviou uma mensagem instantânea:
# o presente do indicativo da crise (ou, "aspirinas e urubus")
Do espaço virtual, o excelente "Carta Maior" traz outro pontual artigo, agora do Prof. Emir Sader (UERJ), e que bem mostra a presente realidade da "crise" (crise?! que crise? qualquer crise! -- como brada Paulo Henrique Amorim) na América Latina (v. aqui):
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
# sessão dupla: o gênio e o império
Nesta encamada terça-feira -- causada por uma febril gripe que, como um direto no queixo, me derrubou --, usei a tarde para assistir a dois documentários há tempos na estante: "Cartola" e "Sicko - $.O.$. Saúde", ambos excelentes.
Ainda que com uma direção titubeante, consegue mostrar Cartola (e o samba, os seus mestres e a imortal Mangueira) a nu, sem eufemismo e com choques que traduzem melhor ainda a vida, num passado pouco remoto, dos grandes gênios da nossa maior música.
Um lindo espetáculo.
O segundo, de Michael Moore ("Fahrenheit 11/9" e "Tiros em Columbine"), mostra às claras o podre sistema de saúde "pública" estadunidense, a comparar o quão desumano é este capitalizado modelo, em especial quando comparado como o humano, ainda que pobre, sistema socializado vigente em boa parte do mundo, como, mostra ele, no Canadá, na França e... em Cuba! (ainda que, neste caso, com um certo exagero, quase ufanista...).
Uma ignominiosa nojeira.