UM ESPAÇO LÍRICO-SIDERAL SOBRE TURFE, UTOPIA, LIVROS, LEIS, NÓS, MARX, FILMES, POEMAS, TORRONES, DRONES, DEUS, DESTILARIAS, EGO, GOLS, FAROESTE, FAZ-DE-CONTA, METAFÍSICA E A VIDA, COMO ELA É...
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
# supersinceros
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
# as elites, a falsa democracia e o neogolpe
fdsfd Ainda que a grande mídia hondurenha e brasileira -- lembrem que, por aqui, a nossa grande mídia é conhecida como "PIG", a qual não vê a hora de também derrubar o presidente Lula -- só recentemente tenham tido a coragem de chamar de “golpe” o que acontece em Honduras -- vez que, até então, insistia em chamar o golpista governo hondurenho de “interino” ou “de fato”, como disse a Folha de São Paulo, no título de um recente editorial que bem representa o que ela, a Veja e a Globo pensam (“Brasil se intromete mais do que deve em Honduras e toma atitude estranha de negar-se ao diálogo com governo de fato”) --, os fatos estão clara e explicitamente à mostra. Acomode-se.
fdsfd Desde que foi eleito, em 2005, Manuel Zelaya, embora uma homem de origem conservadora e de rica família hondurenha, se aproximou cada vez mais dos governos de esquerda da América Latina, a promover inúmeras políticas sociais no país que buscam minimizar a abismal desigualdade entre classes e minimamente confortar 80% da população local, que é pobre ou muito pobre.
fdsfd Assim, se querida pela população, a Assembleia Constituinte pensaria, discutiria e criaria uma nova Constituição para Honduras, a qual, inclusive, poderia alterar os dispositivos referentes à legislação eleitoral, como, por exemplo, aqueles que fixam o mandado de 4 (quatro) anos e vedam a reeleição. Diga-se, ainda, que caso vencesse o "sim" no plebiscito proposto, eleger-se-ia a Assembléia Constituinte que, depois de instalada, concluiria os seus trabalhos ao longo do ano de 2010, ou seja, muito depois do fim do mandato de Zelaya (janeiro de 2010). Logo, não havia nenhuma possibilidade de Zelaya continuar no poder.
fdsfd E tem mais. A proposta de consulta popular intentada por Zelaya, como visto, não falava em “reeleição”. Portanto, não houve qualquer ofensa ao que dispõe o art. 239 da atual Constituição de Honduras.
fdsfd Aqui, um parênteses. Você lembra, amigo leitor, quando se iniciou a onda de “reeleições” na América Latina? Sim, deu-se juntamente com o finada onda neoliberal que infectou todo o lado de baixo do Equador, com Fernando Henrique (Brasil), Carlos Menem (Argentina), Eduardo Frey (Chile), Carlos Perez (Venezuela), Salinas (México), Fujimori (Peru) etc. Agora, diante dos novos e renovados governos latino-americanos, cujas políticas públicas e cuja ideologia batem no lado esquerdo do peito, a turma não acha mais conveniente admitir-se a reeleição. Estranho...
fdsfd Como o Governo de Zelaya busca reconstruir o Estado, a fim de que o mesmo possa atender a toda a sua gente pobre e oprimida, o restante da população -- os 20%, formado pelos “donos do poder” -- pressionou o Congresso -- formado ainda, na maioria, por representantes da elite -- e esse aprova uma lei que proíbe a realização de referendo 180 dias antes ou depois de eleições, tornando assim ilegal a proposta de Manuel Zelaya.
fdsfd Em sintonia com os parlamentares, o chefe das Forças Armadas também se diz contrário a proposta e é destituído por Zelaya.
fdsfd Sem apoio do exército e em uma situação de tensão, o presidente convoca partidários para viabilizar a votação de 28 de junho, que decidiria sobre a realização do polêmico referendo. Porém, na manhã deste dia, militares tiram Zelaya de sua casa ainda de pijamas e o expulsam do país. Uma carta-renúncia falsa é lida no parlamento e o líder do Congresso, Roberto Micheletti, assume a presidência.
fdsfd Não à toa, pelas ruas de Tegucigalpa lê-se nos muros e cartazes: “Fuera Pinocheletti!”, numa fusão dos nomes do General Pinochet, um dos maiores golpistas de todos os tempos, que mandou matar Salvador Allende e assumiu o poder no Chile (v. aqui) e do neogolpista Roberto Micheletti, que se autoinstituiu “Presidente”, em prol da direita, dos conservadores e da elite hondurenha.
fdsfd Como fez com Hugo Chávez, o povo vai às ruas e exige a volta de Zelaya, pois percebe que tudo aquilo era uma farsa. O governo golpista manda o exército às ruas, institui o “estado de sítio” e pensa que assim conseguirá acabar com o governo eleito (e popular) de Zelaya.
fdsfd Ledo engano. Zelaya voltou ao país e, na Embaixada brasileira -- inviolável, consoante os tratados internacionais -- pede abrigo e, de pronto, é atendido.
fdsfd Com este ato, o Brasil dá exemplo ao mundo e mostra, com absoluta coerência em relação à sua vigente política diplomática e de inserção no cenário mundial, que os golpistas não têm mais vez na América Latina, a trazer na sua esteira o apoio, entre outros, de Hugo Chávez e Barak Obama, afora todas as organizações internacionais.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
# reis & magos
fds Eram os tempos do rádio, nada de tv.
fds Era o tempo do mundo, vasto mundo.
fds Sim, porque neste caso uma singela troca de passes tem dimensões inimagináveis, pois é assim, num jogo inteiro e sem compactação que se consegue vê-los mais humanos (demasiadamente humanos) e atletas e menos super-heróis e popstars.
fds Ambos, mais ou menos juntos em três Copas do Mundo, jamais perderam um partida, jamais se estranharam, jamais brigaram, jamais se endeusaram e, embora artistas, jamais encenaram.
fds Mas os jogos não eram só eles.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
# pluct-plact-zum
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
# morus, john e paul
Hey, Jude, don't make it bad, take a sad song and make it better. Remember, to let her into your heart, then you can start, to make it better. / Hey, Jude, don't be afraid, you were made to go out and get her, the minute you let her under your skin, then you begin to make it better. / And anytime you feel the pain, Hey, Jude, refrain, don't carry the world upon your shoulders. / For well you know that it's a fool, who plays it cool, by making his world a little colder. / (...) / Hey, Jude, don't let me down, you have found her now go and get her, remember to let her into your heart, then you can start to make it better. / So let it out and let it in, Hey, Jude, begin, you're waiting for someone to perform with. / And don't you know that is just you? Hey, Jude, you'll do, the movement you need is on your shoulder. / (...) / Hey, Jude, don't make it bad, take a sad song and make it better, remember to let her under your skin, then you'll begin to make it better (better, better, better,better, better, oh!)
ds
sábado, 19 de setembro de 2009
# atleticanas (xxvi)
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
# rotos & aleijados (globos e recordes)
fdsfdsfResta-nos, assim, diante dos maus serviços que ambas prestam ao país e à cultura nacional, agurdar a missiânica chegada de um governante que tenha coragem e independência para cessar a concessão pública dada a ambas, como em casos semelhantes já fizeram tanto países verdadeiramente democráticos.
fdsf
# cúmulo²
fdPorém, acabo de constatar um cúmulo dos cúmulos: o ascensorista que, quando você pergunta: "Sobe?", ele responde: "Sim!".
# voto: do papelzinho ao nordeste
fdsfdsOra, no primeiro caso, é flagrante a necessidade, afinal, com o "voto impresso" -- comprovante a ser depositado na urna pelo eleitor após a votação eletrônica --, finalmente se terá uma meio legítimo e eficiente (e único!) para que se possa fazer a recontagem de votos, se necessária.
fdsfdsNo segundo, com a admissibilidade do "voto em trânsito", finalmente regulariza-se uma situação até então extremamente nonsense, afinal, hoje, quem mora fora do país pode votar nas embaixadas, porém, quem mora fora da sua zona eleitoral, mas dentro do seu país, não pode votar. Por que? Ora, pois, desconfio que seja porque um imenso número de nordestinos vive em São Paulo.
fdsfdsOu seja, quando vigente essa nova lei, parece que o pessoal de Heliópolis e Paraisópolis não vai mais precisar justificar o voto...
fdsfds
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
# terras santas?
fdsfdsO Governo Lula finalmente decide corrigir um erro que já é histórico: promover a atualização dos índices de produtividade das propriedades rurais, intocados desde 1975 e que, por norma constitucional, deveriam ser revistos a cada 10 anos.
fdsfdsEsses índices são utilizados para classificar como "produtivo" ou "improdutivo" um imóvel rural e, assim, agilizar, com legitimidade, justiça e transparência, a desapropriação das terras para efeito de reforma agrária.
fdsfdsEm suma, uma medida que beneficiaria e agradaria a maioria dos brasileiros -- vez que a agricultura familiar é um dos mais eficientes meios de reduzir a miséria e conter o crescimento das grandes metrópoles -- e que, por isso mesmo, é malhada pela grande imprensa (o famoso PIG - "partido da imprensa golpista"), a qual vive, como abutres, às custas dos grandes donos do capital, devendo, portanto, defender aficciosamente os interesses dos barões do agronegócio. Essa é a razão, por exemplo, que o grupo Band diariamente critica essa medida, uma vez que o seu dono, a família Saad, somente em São Paulo tem dezesseis superfazendas (v. aqui).
fdsfdsPortanto, teimar em manter os velhos índices de produtividade, ação tão querida pela bancada ruralista do Congresso -- quase toda formada por aquela gentalha do DEM (ex-PFL, TFP, UDN etc.) --, significa preservar o latifúndio improdutivo, desconsiderando a função social da propriedade e a justiça distributiva e reafirmando o Brasil como vice-campeão mundial do latifúndio, atrás apenas de Serra Leoa (v. aqui).
fdsfdsEm termos comparativos, os países desenvolvidos, como os EUA e a Austrália, e a Europa -- com países cujos territórios são muito menores que o nosso --, conseguem, com índices legais bastante elevados e desafiadores, obter alta produtividade no campo -- sem que haja latifúndio! -- e, assim, incentivar, sem retrocessos, a agricultura familiar.
fdsfdsMas por aqui isso tudo soa muito esquerdóide -- ou, pior, como tratássemos os nossos grandes latifúndios como micro-Jerusaléns...
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
# atleticanas (xxv)
Ficou evidente, assim, o fato de voltarmos a ser órfãos de um grande xerife. Repita-se aqui o que já dissemos outrora: não se quer um vovô tosco, fora de forma e quase inválido, mas, sim, alguém que possa comandar e liderar a (boa) gurizada que o Atlético revelou neste ano, como os que compuseram a zaga na noite de ontem (Fransérgio, Manoel e Bruno Costa).
Em suma, se há um culpado nessa (muito) precoce desclassificação é a Diretoria rubro-negra, que parece não enxergar a absoluta carência de um zagueiro experiente no elenco.
Afinal, qualquer um dos três que ontem atuaram têm plenas condições de continuar a vestir o manto rubro-negro.
fds
terça-feira, 15 de setembro de 2009
# e assim caminha a humanidade (xiii)
fdfdfdfdEnquanto isso, em São Paulo, onde morrem famílias inteiras em desmoronamentos quando chove, onde se matam os rios para abrir espaço para avenidas marginais que desmatam e não resolvem o problema do engarrafamento, onde na periferia e no interior não há creches, hospitais e escolas que prestem e onde a segurança pública é (bem) pior do que a do Rio de Janeiro (mas bem menos divulgada...), eis as duas manchetes da capa da Folha de São Paulo de hoje (v. aqui):
fdfdfdfd- "Após varrição, Kassab reduz coleta de lixo. Os garis prometem parar".
fdfdfdfd- "Hermès aterrissa no Brasil".
fdfdfdfdOu seja, a cidade passa a ter um sistema de coleta de lixo pior -- e onde você acha que ela será reduzida e mais afetada? --, mas terá uma loja de gravatas de 100 dólares -- e a quem você acha que isso interessa e mais deslumbra?
fd
# à esquerda, uni-vos!
Neste pseudoembate que o PIG já começa a criar para desgastar os candidatos (mais ou menos) vermelhos na sucessão de Lula -- a envolver Dilma Roussef, Ciro Gomes e Marina Silva --, o que a esquerda tem que saber -- e perceber -- é que, como bem lembra Boaventura de Souza Santos, ela não pode correr o risco de se dividir ao ponto de não poder unir-se no principal: impedir a eleição de um governo de direita.
Antes disso, portanto, devem os dois primeiros candidatos -- vez que Marina e o seu PV parecem medusicamente seduzidos pela (neo)direita e pelos demo-tucanos -- lutarem para que, de um ou do outro modo, mantenha-se a irretornável continuidade das ideias que fazem sobrepor a solidariedade social ao "darwinismo social", o Estado protetor ao "Estado predador" e o interesse público ao "interesse privado".
# 10 reais
fdsfds Essa ação, intitulada "Quem Ama, Abraça!", tem o apoio da COPEL -- empresa pública parananese de energia -- e intenta arrebanhar pessoas que desejem doar de R$ 10 a R$ 150, mediante o débito na fatura da conta de luz.
fdsfds Tinha cá para mim, que agora sim, conseguiria enfim, facilmente, ser um bom pastor de, ao menos, 100 (cem) ovelhas.
fdsfds Ora, ora... Eis que, pasmem, passados 30 dias do início da campanha e depois de quase 500 (quinhentos!) contatos realizados, via email, telefone ou mesmo no tète-a-tète, obtive, até agora, menos de 20 (vinte) autorizações de débito. Uma vergonha.
fdsfds Uma vergonha tendo em vista que, como todas as minhas relações fraternais, laborais e sociais, vivem na surrealidade casteleira -- distante, portanto, geográfica e intimamente da maioria da nossa população, que, extramuros, vive a realidade de um país pobre e desigual como o Brasil --, relés R$ 10 a ninguém, absolutamente a ninguém, faria falta.
fdsfds Estes R$ 10 representam, veja bem amigo leitor: 1/2 quilo de picanha, 1 pote de sorvete, 2 sanduíches, 3 barras de chocolate, 4 papinhas da Nestlé ou 5 cervejas long neck. Será que abrir mão de alguma dessas coisas por mês faria falta para a encastelada burguesia que me roda? Não, obviamente. E por isso que explico e sugiro o que fazer, alternativa e, depois, utopicamente (isso, claro, se a doação em si não seja querida em razão da não concordância com o projeto ou de não simpatia com a Fundação, o que já é outra história... mas, voltemos à minha tese maior).
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
# pobres pobres
fdsfdsDiante disso, a edição de agosto da revista "Caros Amigos" examina o último estudo divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), sobre carga tributária e capacidade do gasto público no Brasil, e revela que são os trabalhadores (os pobres!) os responsáveis pela maior parcela da arrecadação tributária no país.
fdsfdsAssim, quem recebe até 2 salários mínimos de renda familiar mensal, ou seja, 1/2 salário mínimo per capita por mês -- levando-se em conta que o padrão de estrutura familiar no Brasil é composto por quatro pessoas --, contribuiu no ano passado com 53,9% desses recursos para o pagamento de tributos. Ao passo que o esforço dos que se encontram na outra ponta da tabela e recebem acima de 30 salários mínimos ficou na casa dos 29%.
fdsfdsA serviço dos donos do poder, a grande (e golpista) mídia insiste em falar que a carga tributária no Brasil é muito alta. Bobagem. Ela, na verdade, é mal distribuída, é regressiva e tem distorções. Um exemplo trazido é o do "imposto de renda". No Brasil, o IR para a pessoa física tem cinco alíquotas e a mais alta fica na casa de 27,5%; enquanto isso, na Europa, tem-se inúmeras faixas e bastanta díspares limites -- a média da alíquota máxima na União Européia é de aproximadamente 51%, o que melhor representa os sacrossantos princípios da "justiça fiscal" e da "capacidade contributiva".
fdsfdsEm suma, fica claro que o nosso sistema tributário é, absolutamente, robin hoodiano às avessas.
fds
# e assim caminha a humanidade (xii)
fdsEnquanto isso, num luxuoso consultório médico situado num luxuoso bairro da capital, uma amada senhora conversa com a pomposa médica:
fds- "Mas e como está o tratamento dessa doença em Cuba? Ouvi falar que ...."
fds- "Não, não!" - interrompe a médica. "Esqueça! Cuba está muito atrasada, parou no tempo... [anacoluto] ... Vim agora de um Congresso na Europa... [anacoluto] ... O sistema de saúde de Cuba já não é lá essas coisas..."
fdsE, depois de dar este vil (e desbalizado) parecer técnico sobre o sistema de saúde cubano, finalmente decide responder à pergunta:
fds- "Ah, e no Brasil já temos tratamentos idênticos para a doença."
fdsOra, ora, sei bem amigo leitor que eu deveria desconsiderar tal opinião, bem como fingir-me de surdo ao ouvir tamanha bobagem. "Pai, perdoa-a, ela não sabe o que fala" (Lc, 23:33-34), devia eu pensar.
fdsAfinal, qual seria o peso (e a autoridade moral e a envergadura ética) que uma mulher que cobra quase R$ 400,00 por consulta teria para falar de um país pobre cujo sistema de saúde, absolutamente gratuito, é exemplo mundial de como tratar do dinheiro público e de como ser humano, demasiado humano?
fdsMas não. Ao saber do diálogo, não pude deixar de observar que "atrasada" (e recalcada) é uma mulher que, cega, acredita no dinheiro privado como a solução da lavoura (e da medicina).
fdsNão pude, ainda, deixar de observar que "parada no tempo" é ela, que ainda crê nos meios de comunicação tradicionais (e golpistas) como senhores da verdade, e não os enxerga como mentirosos a serviço dos donos do poder.
fdsNão pude, enfim, deixar de observar que, na verdade, "não é lá essas coisas" o mundinho que vive, surreal, elitista, encasteslado e do qual levará uma dívida eterna.
fdsAfinal, afora os tantos documentos assinados pelas várias organizações internacionais que tratam da saúde pelo mundo (ONU, OMS, UNICEF...) e que, no geral, muito bem avaliam os dados e o sistema de saúde em Cuba, seria conveniente que assistisse ao recente documentário estadunidense "Sicko - $.O.$. Saúde", para ver que saúde pública ideal não se faz com muito dinheiro ou tecnologia, mas com base em muita eficiência e, principalmente, igualdade e fraternidade.
domingo, 13 de setembro de 2009
# ao sul da fronteira
ffffdsSouth of the Border, eis o título do mais recente filme do cineasta Oliver Stone -- um dos mais premiados do cinema mundial, por, dentre outros, "Platoon", "Assassinos por Natureza", "Comandante" e "Nascido em 4 de Julho" --, que, na forma de documentário, (muito bem) retrata o atual momento da América Latina, liderada hoje, em muitos dos seus países, por governantes eleitos pelo povo e que promovem políticas públicas voltadas para os interesses do povo.
fffffdsEmbora também analise as conjunturas global e de outros países, com os respectivos governos de Brasil, Argentina, Equador, Bolívia, Paraguai e Cuba, o maior foco do filme é a Venezuela e seu atual comandante, Hugo Chávez, indubitavelmente um grande líder do bloco e talvez o precursor desta mais nova onda que, na verdade, muitos desejam tratar-se de o mais novo "tsunami de liberdade, igualdade e fraternidade", capaz de, como o próprio presidente venezuelano diz, "ser uma evidência concreta de que se é possível mudar o mundo e o curso da história".
fffffdsAbaixo você pode assistir ao trailer do filme e ter uma noção do porque dele ter sido tão aplaudido no recente Festival de Veneza, o terceiro maior festival de cinema do mundo.
sábado, 12 de setembro de 2009
# polícia fuxiqueira + imprensa vendida = impunidade
fdsfTodavia... Elementar meu caro leitor: alguns picaretas da PF fazem hoje vazar essa notícia para o PIG ("partido da imprensa golpista"), o qual, como sempre, está não atrás da verdade e do interesse público -- variáveis constitucionalmente exigidas --, mas a mercê das conveniências do grande capital privado (e da direita, da elite...).
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
# recessão e gripe: o falso caos brasileiro
fdsJá sabíamos que dentre os fatos que até agora mais marcaram os noticiários do PIG (Partido da Imprensa Golpista) -- a "recessão no Brasil" e a "gripe suína", os quais seriam prenúncios do apocalipse --, ambos, bem cedo, seriam desmentidos.
fdsPois bem. Como o segundo jamais foi um fato -- portanto, "inmentível", posto que real apenas na cabeça de néscios, lunáticos ou aproveitadores --, o primeiro finalmente reencontra a verdade: o IBGE (v. aqui) acaba de divulgar o novo PIB do trimestre: crescimento de 1,9% neste segundo trimestre contra o primeiro. Um dado interessante: despesas de consumo das famílias já cresce pelo 23º trimestre consecutivo.
fds
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
# enduro
fdsfdÉ um jogo de máquinas, como se num Nintendo qualquer -- ou, posto que sua mais, como num Wii...
fdsfdÉ um jogo que mistura pôquer e bolsa de valores, numa relação de interesses financeiros que visa a obter o maior retorno possível, de preferência a curto-prazo.
fdsfdÉ um jogo de uma bruta lógica financeira, que tão-somente dá ao detentor de mais dinheiro investido a vitória.
fdsfdNão há zebra, não há craque, não há arte. Vez ou outra, como cometas, algo diferetente acontece ou alguém diferente surge para muito pouco fazer.
fdsfdO negócio ali, é a grana. É quanto os patrocionadores pagarão por estampa no macacão ou no carro. É quanto os empresários pagarão para ser a sede de alguma etapa. É quanto os donos das montadoras investrão em pesquisa e tecnologia para desenvolver os equiamentos do carro.
fdsfdAfora isso, é de uma chative e mesmice sem tamanho. Na TV então, a monotonia é inexplicável. Só mesmo a globo para conseguir que isso tenha telespectador, já que em todo o mundo o negócio tem tanta audiência quanto jogo de handebol.
fdsfdEm suma, é uma merda.
fds
# ele, o pré-sal
fdsfdVeja aqui, na íntegra, a entrevista dada por ela ao Financial Times.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
# la (dolce?) vita amara
Nos últimos dias assisti a dois grandes e bravos filmes: "Linha de Passe", dirigido por Walter Salles, e "O Banheiro do Papa" (El Baño del Papa), co-produção uruguaia, brasileira e francesa.
Em 24 frames por segundo, ambos nos mostram a (sobre)vida real na qual a grande e imensa maioria da população sobrevive, e não surreal, desfrutada pelos "eleitos" que vivem encastelados.
O primeiro, ambientado na periferia de São Paulo, revela uma família na qual a mãe, grávida, e seus 4 filhos, lutam contra o destino e o cotidiano para levar uma vida digna e decente (e ética e cristã), ainda que à mercê das provações e das tentações que, ao entorno, a vida indigna, indecente e criminosa é capaz de oferecer.
Um colírio para os olhos daqueles infames que pensam que o pobre é um marginal em potencial, que o ser humano é uma merda ou que todo homem tem o seu preço.
O segundo, menos triste e ulceroso -- mais ainda assim triste, ulceroso e, tal qual o outro, muito otimista --, traz um fantástico ator uruguaio e uma inusitada e verídica situação: a iminente visita de Sua Santidade à microcidade de Melo, na fronteira do Uruguai com o Brasil.
Pontualmente marcado por sutis observações sobre a sociedade, o capitalismo e a mídia, o filme, sem quaisquer intenções de dar um lição de moral, faz-nos pensar e refletir sobre as necessidades básicas humanas, os seus sonhos e as suas esperanças.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
# o voto obrigatório como voto vendido
fds
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
# nepotismo e maniqueísmo
fdsfdsNão seria muito mais salutar (e justo, e inteligente, e eficaz...) do que, simplesmente, proibir-se a nomeação de algum parente, como se fosse um minus ou um ônus ser cônjuge, filho, irmão ou sobrinho de qualquer agente político.
fdsfdsFui investigar e verifiquei que já há um Projeto de Lei nestes termos, de autoria do então Senador Roberto Requião.
fdsfdsObviamente, ficará por séculos engavetado.
fds
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
# aspas (xxiv)
Um dos grandes problemas sócio-político-econômicos do Brasil, indubitavelmente, é a (falta de) reforma agrária, a qual voltou à ordem do dia em dos recentes momentos: (i) a discussão acerca da imprescindível e vital revisão do (antigo) ato normativo que regulamenta os índices de produtividades das terras -- v. aqui -- e (ii) a grande manifestação do MST, em acampamentos por várias capitais do país, a qual mereceu de Frei Betto, um dos grandes intelectuais do país, uma pontual análise, ora resumida (v. aqui).
O Brasil não tem futuro sem mudar sua estrutura fundiária. Nas três Américas, apenas Brasil e Argentina jamais fizeram reforma agrária. O detalhe é que somos um país de dimensões continentais, com 600 milhões de hectares cultiváveis.
A manifestação, que imprime caráter cívico à data da independência do Brasil, tem por objetivo arrancar a população do imobilismo e ressaltar a importância de se fortalecerem os movimentos sociais para consolidar nossa democracia e conquistar soberania.