Se não 2012, voltaremos das férias apenas no dia 11 do próximo ano.
Felicidades. E até lá. Ou não.
fds
UM ESPAÇO LÍRICO-SIDERAL SOBRE TURFE, UTOPIA, LIVROS, LEIS, NÓS, MARX, FILMES, POEMAS, TORRONES, DRONES, DEUS, DESTILARIAS, EGO, GOLS, FAROESTE, FAZ-DE-CONTA, METAFÍSICA E A VIDA, COMO ELA É...
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
domingo, 27 de dezembro de 2009
# o mundo é dos ricos?
fds Em uma roda com vários amigos, uma pergunta chega a mim: "O mundo é mesmo dos ricos?".
fds A resposta, embora um tanto quanto óbvia e fácil, merece reflexão, em especial quando todos nós -- já sem importar a ideologia sócio-político-econômica que nos acometem -- parecemos concordar com ela.
fds Ora, é inevitavel que a única forma (e a única dinâmica) possível para que se altere este "estado das coisas" (ou este status statal) é por intermédio de ações políticas, por meio da atuação forte do Estado, em todas as suas instituições, e pela presença contínua dos movimentos sociais.
fds É evidente que os cidadãos, isoladamente, e a iniciativa privada, em selecionados momentos, tem parcelas de contribuição, de importância e de responsabilidade; porém, são por aqueles meios que a sociedade é capaz de se transformar e que o país (e o mundo) podem mudar -- e então deixar de ser, como todos parecem querer, dos ricos, sendo mais justo, mais igual e mais livre.
fds Mas, o que causa estranheza -- pero no mucho --, é o fato de as pessoas da direita (e, ipso facto, todas as pessoas que ali me cercavam) admitirem que o mundo seja dos ricos, admitirem que isso não está certo, mas, de repente, entenderem que a solução não está nas políticas públicas sociais e desenvolvimentistas, não está na existência eficiente e intransigente das insituições públicas e não está na atuação firme e brava dos movimentos sociais.
fds Para esse grupo, ao contrário, o que prepondera nesses três pilares é a sanha arrecadatória do Estado, a sanha intrometida do Ministério Público e a sanha bandoleira do MST.
fds Enfim, deste jeito, com tais conceitos e preconceitos, o único caminho é ver perenizada a trilha que leva ao único lugar possível, aquele onde o "mundo é dos ricos".
fds Sim, para alívio e conforto de toda aquela turma que, a simular a revolta e a indignação, na verdade perde o sono diante da mínima possibilidade de ver a bancarrota do modelo vigente de sociedade e de Estado brasileiro, de ver um Brasil -- o nosso mundo -- de todos, justo e igual, como deve ser e no qual todos devem ceder.
fds Ora, é inevitavel que a única forma (e a única dinâmica) possível para que se altere este "estado das coisas" (ou este status statal) é por intermédio de ações políticas, por meio da atuação forte do Estado, em todas as suas instituições, e pela presença contínua dos movimentos sociais.
fds É evidente que os cidadãos, isoladamente, e a iniciativa privada, em selecionados momentos, tem parcelas de contribuição, de importância e de responsabilidade; porém, são por aqueles meios que a sociedade é capaz de se transformar e que o país (e o mundo) podem mudar -- e então deixar de ser, como todos parecem querer, dos ricos, sendo mais justo, mais igual e mais livre.
fds Mas, o que causa estranheza -- pero no mucho --, é o fato de as pessoas da direita (e, ipso facto, todas as pessoas que ali me cercavam) admitirem que o mundo seja dos ricos, admitirem que isso não está certo, mas, de repente, entenderem que a solução não está nas políticas públicas sociais e desenvolvimentistas, não está na existência eficiente e intransigente das insituições públicas e não está na atuação firme e brava dos movimentos sociais.
fds Para esse grupo, ao contrário, o que prepondera nesses três pilares é a sanha arrecadatória do Estado, a sanha intrometida do Ministério Público e a sanha bandoleira do MST.
fds Enfim, deste jeito, com tais conceitos e preconceitos, o único caminho é ver perenizada a trilha que leva ao único lugar possível, aquele onde o "mundo é dos ricos".
fds Sim, para alívio e conforto de toda aquela turma que, a simular a revolta e a indignação, na verdade perde o sono diante da mínima possibilidade de ver a bancarrota do modelo vigente de sociedade e de Estado brasileiro, de ver um Brasil -- o nosso mundo -- de todos, justo e igual, como deve ser e no qual todos devem ceder.
fds
# e assim caminha a humanidade (xv)
fd Enquanto isso, num agitado almoço de sábado pós-Natal, entre parênteses de uma longa conversa, discutia-se en passant a reviravolta na vida de uma pessoa ali conhecida de todos, a qual acabara de sair da bancarrota pessoal-financeira-empresarial e, dentre outras coisas, convertera-se discípulo de algumas dessas igrejas evangélicas neopentecostais.
fds E assim, após dar breves detalhes da nova vida do dito cujo, o mais experiente interlocutor da roda conclui:
fd - E agora, passada a gravíssima turbulência, parece que uma grande e antiga propriedade que possuía poderá ser finalmente regularizada. Porém, vejam só, ao invés de dar um jeito de vendê-la e ficar com o dinheiro, ele me disse que deixará toda ela como "parte" de pagamento para os tantos credores que ainda tem...
fd - Que bacana! - emendei, achando o gesto sensato, óbvio, legal, ético e natural... hã?!
fd Não!! Eis que, em uníssono, o interlocutor e, principalmente, as outras seis pessoas da roda, com caras, gestos, risos e gargalhadas, inapelavelmente acusam-me de... bem, de...
fds Ora, na verdade, a não-articulação de um raciocínio econômico-jurídico-moral por parte deles -- cujas monossilábicas e onomatopéicas palavras, sem sentido, aliavam-se às suas continuadas caras, gestos, risos e garagalhadas --, se não parecendo dar constrangida razão ao singelo comentário que fiz, buscava acusar-me de alguma coisa do tipo "ah, ele não entende disso...".
fd Ora, na minha lógica ético-jurídica, o devedor ter conseguido uma solução para pagar os seus credores pareceu ser uma atitude, no mínimo, bacana. E moral.
fd Mas para os outros que ali estavam, não.
fds
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
# natal
Na festa do Nascimento, na terra ainda muito pouco a se comemorar.
Na vida daqui, o ser continua, mais do que nunca, a querer sucumbir ao ter, em duas vertentes: você não tem, você não é; e você não tem o básico, e então você é menos ainda.
E nesse caos quase paradoxal, ao qual lutamos no combate diário -- afinal, o ter nada significa, senão quanto ao mínimo fundamental -- milhões não têm e não são.
Mas apenas aqui, porque na perspectiva da outra banda o Natal é para todos, igual, cada qual sendo pelo que é e cada qual tendo o que todos precisamos, fundamentalmente, ter.
Na vida daqui, o ser continua, mais do que nunca, a querer sucumbir ao ter, em duas vertentes: você não tem, você não é; e você não tem o básico, e então você é menos ainda.
E nesse caos quase paradoxal, ao qual lutamos no combate diário -- afinal, o ter nada significa, senão quanto ao mínimo fundamental -- milhões não têm e não são.
Mas apenas aqui, porque na perspectiva da outra banda o Natal é para todos, igual, cada qual sendo pelo que é e cada qual tendo o que todos precisamos, fundamentalmente, ter.

São Paulo, região central. Morumbi, em laje e zinco, em jacuzzis e varandas. E um muro, num cenário de céu e inferno. É Deus e o Diabo na Terra da Garoa. E todos nós num purgatório. De que lado estamos? Para onde vamos? Até quando?
fds
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
# u-lula-lá (de novo)
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
# aspas (xxix)
Recentemente, o escriba (e fariseu?) Nêgo Pessôa fez uma das maiores declarações de amor já vista neste trópicos.
Era uma jura de amor eterno e total.
E acertou a mão, em cheio, como de regra acontece quando ele trata do cotidiano, dos modas e das modas e da vida, como ela é -- nessas áreas, a sua verve é ímpar (v. aqui).
Mas atenção, o Ministério da Saúde adverte: se o assunto for política-economia-sociologia-e-direito, data venia, fuja do nobre escritor, para o bem de todos e a felicidade geral da nação...
fds
"A caminho da senectude (maravilhosa palavra) me tornei um comedor de pão. Ontem, depois de fazer a barba, tomar banho, me produzir, fui ao Marcolini, na praça Espanha; mandei descer o estoque. Comprei todos os pães. Tenho pão até 2014, ano da copa no Brasil – se não houver acidente.
fds
Era uma jura de amor eterno e total.
E acertou a mão, em cheio, como de regra acontece quando ele trata do cotidiano, dos modas e das modas e da vida, como ela é -- nessas áreas, a sua verve é ímpar (v. aqui).
Mas atenção, o Ministério da Saúde adverte: se o assunto for política-economia-sociologia-e-direito, data venia, fuja do nobre escritor, para o bem de todos e a felicidade geral da nação...
fds
"A caminho da senectude (maravilhosa palavra) me tornei um comedor de pão. Ontem, depois de fazer a barba, tomar banho, me produzir, fui ao Marcolini, na praça Espanha; mandei descer o estoque. Comprei todos os pães. Tenho pão até 2014, ano da copa no Brasil – se não houver acidente.
PÃO&CIA
Gosto de pão de qquer jeito. E em todas as companhias, especialmente nas más, não abonadas pelas tradicionais famílias curitibocas. Gosto de pão a sair do forno, a queimar dedos&língua; gosto de pão dormido, de ontem; gosto de pão ao ponto, mal passado; gosto de casquinha de pão e gosto também da árdua casca do pão italiano, rústico, excelente teste para as renovadas arcadas.
PÃO S/A
Gosto de pão com manteiga e pão com margarina. Mas gosto também de pão sem manteiga e de pão sem margarina… como o Fernando Sabino jurava q viu em Portugal. E no azeite, então? E no azeite com sal&pimenta? E no sal? E na pimenta? E afogado no grosso caldo de feijão preto? E na minestra generosa? E nos molhos nos fundos dos pratos?
PÃO MATABORRÃO
Ah! O pão mata borrão! E no café com leite q minha mãe deixava pronto antes de partirmos de calças curtas pras aulas das manhãs frias do inverno iratiense? E o pão no vinho da italianada civilizadora? E o pão abrigo da cebolada dos nossos adoidados polacos? E o pão sírio? Filho da puta! Refratário ao enxuga-encharca-absorve! E as broas? Com miolo a 1000 graus Celsius! Com manteiga a se derreter? E as surubas, ié, e os sanduíches?
PAUSA PRA INTOLERÂNCIA
Não tolero pão de hamburger, pão só miolo como a faca só lâmina do poema do João; aposto q aquela carne moída melhoraria muito entre metades do velho de guerra pão dágua. Varrido do mapa pelo – filho da puta! – francesinho.
(...)
As vezes vou a Saint Germain só pra comprar pão dágua. As vezes desconfio q sou o último dos moicanos comedores de pão dágua. Estou tentado a armar confraria ou sociedade secreta dos comedores de pão dágua. Amo os perdedores. Tenho alma compassiva. Nos reuniremos nas catacumbas e compartilharemos irmamente, fraternalmente, o pão dágua q se extingue não com uma explosão, mas com um suspiro. Para degustar o pão v tem de mastigá-lo bem, com paciência, calma. Capriche."fds
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
# chile: a esquerda paga o pato e o povo fica com o mico
E o Chile hein, quem diria, mostrou-se saudoso dos tempos de ditadura militar ou do mercado.
Após quase vinte anos de candidatos da "Concertación" -- uma coalização de partidos, a princípio, de centro-esquerda --, dois dos quais presididos por socialistas chilenos, desembocam, provavelmente, em um fracasso e na devolução do governo ao (neo)pinochetismo, sem ter rompido com o modelo econômico e sem ter conseguido desarticular a direita originária da ditadura militar.
O Chile, exibido pelas oligopolistas mídias nacionais e pelas instituições financeiras internacionais como o modelo supostamente bem logrado de implementação das políticas de "livre" mercado, volta às mãos dos que a formularam e a implementaram durante a ditadura pinochetista.
E assim, na contramão da América Latina (e de quase todo o mundo), tem tudo para retroagir e eleger no segundo turno o mais (i)legítimo representante do grande capital e da escola pinochetiana, para delírio da grande mídia nativa, dos conservadores latinoamericanos e de toda a direita que espia assustada o irretornável caminho dos progressistas governos da região.
Em suma, a esquerda chilena paga o preço das políticas do "Concertación", cujo grupo político aceitou inerte o antes fracassado -- e hoje retrógrado -- modelo neoliberal e, porquanto incapaz de mudar a vida dos grandes setores pobres do país, não conseguiu o apoio popular.
O Chile, infelizmente, dará vários passos para trás.
E sem ao menos parecer que serão para tomar o necessário impulso revolucionário.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
# aspas (xxviii)
No seu "Conversa Afiada", Paulo Henrique Amorim repercute o discurso do Governador do Paraná, Roberto Requião, no qual disse, para espanto de alguns, que "autoridades não devem gozar de sigilo", que "água é bem público imprivatizável" e que "o MST é uma dádiva de Deus, pois encaminha uma juventude excluída para um trabalho de militância social e para arar um pedaço de terra".
Eis o post do jornalista (v. aqui):
- Com o MST eu converso, disse Requião.
- Eu encaminho reivindicações ao Governo Federal; eu faço uma escola.
- Com o crime organizado -- que seria a alternativa para a juventude excluída -- eu faço o quê?, perguntou Requião.
- No MST, alguns querem o socialismo e eles têm direito a isso.
- Outros querem um pedaço de terra.
- E outros querem vender a terra -- e são esses que empurram o MST adiante.
- Eu conversei com o Governador Requião sobre a Sanepar.
- Uma empresa de saneamento que Daniel Dantas privatizou e Requião tomou de volta.
- Requião, ao contrário do Presidente Lula, enfrentou Dantas.
- Requião disse que gostaria muito de ver Dantas na cadeia.
- E disse mais, sobre a batalha do Presidente do Supremo e o delegado Protogenes: Requião acha que autoridade não deveria ter direito a sigilo.
- A nenhum sigilo, muito menos o telefônico.
- Só não pode divulgar conversas íntimas, privadas; o resto, todo mundo tem o direito de saber.
- O homem público é público, diz Requião.
- Eu encaminho reivindicações ao Governo Federal; eu faço uma escola.
- Com o crime organizado -- que seria a alternativa para a juventude excluída -- eu faço o quê?, perguntou Requião.
- No MST, alguns querem o socialismo e eles têm direito a isso.
- Outros querem um pedaço de terra.
- E outros querem vender a terra -- e são esses que empurram o MST adiante.
- Eu conversei com o Governador Requião sobre a Sanepar.
- Uma empresa de saneamento que Daniel Dantas privatizou e Requião tomou de volta.
- Requião, ao contrário do Presidente Lula, enfrentou Dantas.
- Requião disse que gostaria muito de ver Dantas na cadeia.
- E disse mais, sobre a batalha do Presidente do Supremo e o delegado Protogenes: Requião acha que autoridade não deveria ter direito a sigilo.
- A nenhum sigilo, muito menos o telefônico.
- Só não pode divulgar conversas íntimas, privadas; o resto, todo mundo tem o direito de saber.
- O homem público é público, diz Requião.
# causas (e homens) imprescindíveis
Eu discordo de Bertolt Brecht, quando esse disse que não há homens imprescindíveis, mas sim causas imprescindíveis.
Na noite de hoje, quando estive aos arredores da Lapa/PR como convidado para as cerimônias em comemoração aos 25 anos do MST -- o maior movimento social da América Latina -- e de encerramento do ano letivo na "Escola Latinoamericana de Agroecologia" (v. aqui), a qual está contígua ao "Assentamento Contestado" (v. aqui) e situada numa antiga fazenda escravocrata do séc. XIX -- em cuja estrutura há a forte presença do Estado, a oferecer o mínimo aparato educacional, tecnológico e de saúde aos assentados e aos estudantes --, percebi que, ao lado das causas e dos caminhos imprescindíveis, há, sim, homens imprescindíveis, ainda que, claro, substituíveis.
Na medida em que a história é uma construção tremendamente coletiva, na qual andamos e colocamos as nossas pedras, percebi que aqueles tantos homens e mulheres que dirigem, trabalham e pertencem aos projetos e movimentos sociais que anseiam a concretização da solidariedade, da igualdade e da liberdade são, sim, fundamentais.
E imprescindíveis para a reforma e a revolução do nosso país, para a nossa transformação na definitiva busca por justiça e desenvolvimento social.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
# coxos
Desta vez sem choro, lá, e sem risos, cá, os coxas caíram, de novo, para a Segunda Divisão.
Mais do que a tristeza e a irritação, lá, e a alegria e a escárnio, cá, pelo rebaixamento, ficou o sentimento de vergonha.
Sem frustração, lá, e sem satisfação, cá, a selvageria patrocinada por bandidos travestidos de torcedores não manchou apenas a queda de um clube curitibano para a segundona.
Todos nós, lá e cá, sentimo-nos envergonhados da nossa gente curitibana.
O episódio manchou a cidade de Curitiba.
O episódio manchou a cidade de Curitiba.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
# aspas (xxvii)
Nesta oportunidade em que (i) se discute a urgência de se refundar as comunicações e a mídia no país e (ii) se acredita que a queda do Muro é a queda fatal das utopias, um pensamento intransitivo de Érico Veríssimo -- publicado na primeira parte da sua autobiografia “Solo de Clarineta: Memórias” --, cujo texto, inclusive, consta na epígrafe do recente livro escrito pelo editor deste blog (v. aqui e aqui):
fds"Tem-me animado até hoje a idéia de que o menos que o escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror.
fdsMas, se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos o nosso posto".
fdsMas, se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos o nosso posto".
domingo, 29 de novembro de 2009
sábado, 21 de novembro de 2009
# atleticanas (xxxviii)
fdsNão vi o gol de empate. Fugi ainda crente na vitória e no fim de mais um patético pesadelo.
fdsAinda tonto, numa mistura de alívio e frustração, encontro-me logo na saída do portão da Arena com um grande amigo -- mas que infelizmente pouco vejo -- cuja sensação é idêntica. Num fraternal abraço que durou dez metros e centenas de palavrões em relação ao nosso Atlético, ele, pelo rádio colado ao ouvido, escuta e, esgazeado, avisa: gol do Cruzeiro.
fdsProcelosos e em marcha pesada, avanço com o meu pai e do meu amigo quase nem me despeço. Quando então olho para trás e o vejo, sozinho e transtornado, a ter a mais escolástica e sincera reação para o (suposto) momento, atirando ao chão e destruindo rádio, fones e pilhas.
fdsProcelosos e em marcha pesada, avanço com o meu pai e do meu amigo quase nem me despeço. Quando então olho para trás e o vejo, sozinho e transtornado, a ter a mais escolástica e sincera reação para o (suposto) momento, atirando ao chão e destruindo rádio, fones e pilhas.
fdsE eis uma absoluta verdade: a indignação não tem preço, não merece amarras e não deve inibir os mais sinceros e consequentes sentimentos. O empate, ali, naquela hora, era inconcebível.
fdsAgora, o drama continua, até o decisivo jogo contra o Botafogo, no próximo domingo -- como aqui já previmos.
fdsE como diria um outro grande amigo, aja coração!
fds
fdsAgora, o drama continua, até o decisivo jogo contra o Botafogo, no próximo domingo -- como aqui já previmos.
fdsE como diria um outro grande amigo, aja coração!
fds
# hybris & sophrosyne
Na reportagem da penúltima edição da maior revista de economia e finanças do mundo, a inglesa "The Economist" (v. aqui), diz-se que o maior perigo do Brasil é a "húbris" (ou hybris).
Este é um conceito grego que alude a uma confiança excessiva, à presunção e à insolência, que com frequência termina sendo punida.
Em oposição a isso está a "sofrósina" (ou sophrosyne), a virtude da prudência, do bom senso e do comedimento, que significa o autocontrole e a moderação guiados pelo verdadeiro autoconhecimento.
Ora, nem lá nem muito cá, o Brasil precisa, na verdade, continuar nesta marcha de reexame, de "conhecer-se a si mesmo", mas com a ousadia e a autoconfiança necessárias para sair da armadilha ideológico-conceitual que enxerga o binômio “capitalismo-democracia” nos moldes que a elite política e intelectual dos países ricos pseudocultiva.
Em suma, o Brasil deve evitar os excessos das ideologias ocidentais.
Na crise neocapitalista mundial, que ainda não chegou ao fim, faz-se a hora de levantarmos a cabeça e colaborar na construção de outro modelo de economia e filosofia política que não se deixe prender nos limites da cobiça sem limites, do consumismo sem limites e do também ilimitado laissez-faire.
O Brasil, com todas as nações em desenvolvimento e que refutam o pensée unique global, deve fixar como objetivo o adequado equilíbrio entre mercado e Estado, entre necessidades individuais e coletivo-estatais, entre igualdade e eficiência, entre crescimento material disforme e crescimento humano solidário, e entre alimentar os negócios inovadores e seus empresários, ao mesmo tempo que se alimenta toda a população com os direitos humanos fundamentais.
Aqui, portanto, não se deve temer a hybris, mas sim acomodá-la com a sophrosyne.
Eis então o caminho para o justo desenvolvimento de um país verdadeiramente soberano.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
# ira natural
... e além disso, o calor atroz ainda provoca tudo isso que se vê, agora, aqui fora: torrentes, temporais, tempestades, dilúvios, raios, tufões, inundações, desmoronamentos, desabrigo, lama, lepra, loucura etc.
fds(Não preciso mais me pronunciar. A própria natureza ajudou-me a dar uma breve e violenta resposta aos tantos emails que recebi a xingar-me pela ode ao frio feita abaixo. É a ira dos céus diante do horrendo calor.)
fds
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
# climatério
fdsDefinitivamente, esse clima amarelo-avermelhado, esfumaçante, quente e pulsante, não é civilizado. Não pertence, ao menos, à civilização curitibana da gema.
fdsPessoas a suar, a pingar, a malcheirar, a ferver, a sofrer, a cozer, a torrar, a se desarrumar, a se descabelar, a se defumar. Para quê?
fdsNão somos do Rio, nem somos lagartos, nem tomates verdes para serem fritos.
fdsNão estamos na Bahia e, por isso, diante do que se vê do lado de fora das janelas ou do lado de dentro das quatro paredes, não devemos sorrir (v. aqui).
fdsSomos de uma capital fria, de gente fria, de clima subtropical, sem clima para ter clima quente. Somos blasés demais para o todo contagiante calor que a quase todos despe, abraça, pinta e borda.
fdsPara que esse calor infernal, que tonteia, que turva, que amolece e que nos desfalece e resfolega? Quem é que aproveita esse sol todo? E a que horas? fd
fdsPresos (quase) todos num trabalho que exige a vestida presença 10 horas por dia e numa cama onde se levam mais 6 horas, a descontar tempos em trânsito e em higienes, restam, assim, somente as primeiras horas da aurora -- para apenas os heróis que lá estão em pé -- e as poucas últimas antes do crepúsculo noturno.
fdsE só.
fdsE já cai a noite, na qual (quase) ninguém fica ao léu a curtir as estrelas, mas confiscados em bistrôs, bares, bocas&boates, sendo, logo, irrelevante o tal alto-astral do tempo e do calor externos. Nesses lugares e nessas horas, se os gatos são mesmo pardos, todos eles são também poiquilotérmicos, sem, pois, se importar com tudo que está lá fora.
fdsEnfim, chega desta garrafa térmica que nos ebole; chega deste forno que faz de todos assados em potencial.
fdsChamem os bombeiros, os sorveteiros, os esquimós, as focas e os ursos.
fdsChamem todos para trazer de volta a paz, a bonança e as nossas sinapses.
fdsChamem até os escafandristas se for caso, para que tudo explorem até encontrar as cinzas e perpétuas nuvens que confortam e afagam.
fdsE assim, diferente de Goethe no seu leito de morte, devo dizer: "Grau, mehr grau!".
fdsfdsfds
fdsE só.
fdsE já cai a noite, na qual (quase) ninguém fica ao léu a curtir as estrelas, mas confiscados em bistrôs, bares, bocas&boates, sendo, logo, irrelevante o tal alto-astral do tempo e do calor externos. Nesses lugares e nessas horas, se os gatos são mesmo pardos, todos eles são também poiquilotérmicos, sem, pois, se importar com tudo que está lá fora.
fdsEnfim, chega desta garrafa térmica que nos ebole; chega deste forno que faz de todos assados em potencial.
fdsChamem os bombeiros, os sorveteiros, os esquimós, as focas e os ursos.
fdsChamem todos para trazer de volta a paz, a bonança e as nossas sinapses.
fdsChamem até os escafandristas se for caso, para que tudo explorem até encontrar as cinzas e perpétuas nuvens que confortam e afagam.
fdsE assim, diferente de Goethe no seu leito de morte, devo dizer: "Grau, mehr grau!".
fdsfdsfds
# punhal & garfo
--- x ---
fdsOs últimos -- embora, nesta área, sejam os de sempre -- acontecimentos no mundo do futebol já não mais deixavam dúvidas acerca da imperiosa necessidade de se ter um verdadeiro "quarto árbitro", disposto em campo com um monitor que o permita, mediante os recursos tecnológicos que a televisão dispõe, interferir nos (in)vulgares erros dos trios de arbitragem que percorrem o esporte em todo o planeta.
fdsAgora, o que o mundo viu -- à exceção do árbitro e dos seus auxiliares -- no decisivo jogo de qualificação à Copa do Mundo de 2010, entre França e Irlanda, foi definitivo para que doravante assim a FIFA passa a exigir, ao menos nos torneios internacionais oficiais e nos campeonatos nacionais de primeira divisão.
fdsO bizarro erro da arbitragem, que validou o grotesco gol classificatório da França no final do primeiro tempo da prorrogação, deu cabo a 4 (quatro!) anos de intensa preparação por parte da seleção irlanadesa. Repita-se: o tosco gol, todo preparado com a mão esquerda do atacante francês, jogou no lixo 4 (quatro!) anos de jogos, treinos, viagens etc. aos quais a Irlanda se submeteu em toda essa pré-qualificação à Copa.
fdsInsistir nisso tudo como está, com todos à mercê dos bons&maus olhos humanos é, no mínimo, querer lavar as sujas mãos para deixar que os grandes e mais poderosos sejam (sempre) beneficiados por inescrupulosos arranjos que invariavelmente dependem do apito amigo.
fds
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
# à portuguesa
Em Coimbra, n'À Capella, está provavelmente o melhor lugar de Portugal para se ouvir o grande fado local, beber vinhos e viajar, à luz de velas e no mais intimista dos lugares: uma antiga pequena igreja ("capela") que remonta ao séc. XIV -- mas que hoje leva uma reformada estrutura do séc. XVIII --, localizada num pequeníssimo largo onde desembocam algumas das mais estreitas e medievais ruas da Sé Velha (v. aqui).
Por que lembrar-se disso agora? Afora a sempre vívida lembrança dos amigos (de sempre) e da vida lusitana (de outrora), há a decisão de logo mais, às 17:45 (hora de Brasília), na qual a "Selecção das Quinas", com a vantagem do empate, entra em campo contra a valente (e surpreendente) equipa da Bósnia-Herzegovina para então decidir uma das últimas vagas à Copa do Mundo de 2010.
Portanto, como se o hino nacional quisesse dizer especialmente aos jogadores: "às armas, às armas!".
E então levantai, hoje de novo, o esplendor de Portugal.
E então levantai, hoje de novo, o esplendor de Portugal.
fds
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
# atleticanas (xxxvii)
ffComo está na moda, o grande Antônio Lopes também parece às vezes padecer de apagões. Como não é homem de se deixar levar por forças ocultas ou interesses oblíquos, somente isso pode justificar a excrescente escalação do bizarro Everton, responsável direto pelo primeiro gol e por tantas outras toscas jogadas, tamanho o péssimo posicionamento, a falta de qualidade e a perturbação psíquica. Um terror, uma das piores coisas que já apareceu na defesa do Atlético.
ffJunte-se a isso o inseguro&instável Rodolfo, co-responsável pelos dois gols contra, e que insiste em querer fazer o que não consegue e jogar como não sabe (mas... temos outro zagueiro?).
ffE, assim, prontamente se explica a derrota para o medíocre -- embora determinado, voluntarioso e empolgado -- Fluminense.
ffMas além da incapacidade técnica destes dois elementos, também deve ser debitada da superavitária conta do Lopes: (i) a não escalação do Patrick no lugar do Wallyson, pois precisávamos de alguém para prender a bola lá na frente, (ii) a não fixação de um jogador (quaisquer dos volantes) para "colar" no armador Conca (alma tricolor) e (iii) a colocação do medonho Renan no lugar do Rafael Miranda, quando esse nosso sempre eficiente volante saiu lesionado (neste caso, inventasse qualquer outra coisa, menos colocar o horroroso ruivo).
ffPor fim, insisto que o nosso esquema, pelas peças que temos, é o 4-4-2, à italiana (v. aqui, aqui, aqui e aqui). Espero que a volta do Marcinho, após ter cumprido suspensão, faça Lopes entender isso, bem como também espero que o nosso treinador não tenha se iludido com a meia-dúzia de minutos de razoável futebol do Alex Mineiro.
ffJunte-se a isso o inseguro&instável Rodolfo, co-responsável pelos dois gols contra, e que insiste em querer fazer o que não consegue e jogar como não sabe (mas... temos outro zagueiro?).
ffE, assim, prontamente se explica a derrota para o medíocre -- embora determinado, voluntarioso e empolgado -- Fluminense.
ffMas além da incapacidade técnica destes dois elementos, também deve ser debitada da superavitária conta do Lopes: (i) a não escalação do Patrick no lugar do Wallyson, pois precisávamos de alguém para prender a bola lá na frente, (ii) a não fixação de um jogador (quaisquer dos volantes) para "colar" no armador Conca (alma tricolor) e (iii) a colocação do medonho Renan no lugar do Rafael Miranda, quando esse nosso sempre eficiente volante saiu lesionado (neste caso, inventasse qualquer outra coisa, menos colocar o horroroso ruivo).
ffPor fim, insisto que o nosso esquema, pelas peças que temos, é o 4-4-2, à italiana (v. aqui, aqui, aqui e aqui). Espero que a volta do Marcinho, após ter cumprido suspensão, faça Lopes entender isso, bem como também espero que o nosso treinador não tenha se iludido com a meia-dúzia de minutos de razoável futebol do Alex Mineiro.
ffComo já previsto (v. aqui), salvo uma absurda 36ª rodada, a nossa decisão será contra o Botafogo, em casa.
--------- xx ----------
ffE os coxas realmente mostraram que não têm time para cair. Nem devem, e nem queiramos, believe it or not.
ffInapelavelmente, passaram por cima do Galo, time que, sem nada ter de mais, somente agora, e para sempre, sai do G-4.
ffCoisas do (quase) todo medíocre futebol atual.
fds
ffInapelavelmente, passaram por cima do Galo, time que, sem nada ter de mais, somente agora, e para sempre, sai do G-4.
ffCoisas do (quase) todo medíocre futebol atual.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
# despiértate
Hugo Chávez, o grande presidente venezuelano e um dos líderes desta América Latina que pensa e implementa novos rumos para nuestros países, por meio da independência política, da transformação sócio-econômica e do desenvolvimento nacional, não pode se dar ao luxo de cair na armadilha plantada pelos EUA.
Embora sob o comando -- será?? -- de um homem que quer se diferenciar dos tantos outros que fizeram do país mais poderoso do mundo o mais odiado, os grandes grupos político-economicos que dominam a nação estadunidenses não querem nada menos do que evitar a independência, a transformação e o desenvolvimento de qualquer outro país que não seja Israel, o Reino Unido e a China -- sendo que, neste último caso, por medo (econômico, financeiro, militar etc.) -- e, por isso, já agora pensam em colher os frutos de outra guerra, cujas sementes já vinham, aos poucos sendo plantadas.
Sim, depois de duas eleições seguidas vencidas por Hugo Chávez e depois de duas tentativas fracassadas de golpe, os EUA miraram e elegeram o mais novo vassalo latino-americano, a Colômbia, para, a partir dela, criar factóides que possibilitem invadir a Venezuela e aplicar um terceiro e definitivo golpe.
É claro que sob a ótica política o acordo militar assinado entre Colômbia e EUA, pelo qual tropas americanas poderão usar bases militares em território colombiano, deva merecer o adjetivo de apenas "inconveniente", vez que se trata de uma decisão, ainda que formal, "soberana" do Estado colombiano. Porém, já se percebe um clima de "pré-guerra" entre ambos.
E quem vai entrar no pseudoconflito para apaziguar, restabelecer a "democracia" na região e acabar com os maus meninos latinos? Sim, claro, os yankees.
Sob "n" argumentos mendazes, falaciosos e fantasiosos -- como historicamente são do feitio --, os EUA pretendem reentrar definitivamente em cena para acabar com o Estado que, com coragem e soberania, enfrentou os paradigmas da política e da economia neoliberal e permitiu que tantas outras nações latino-americanas seguissem (ou estudassem) o caminho.
Por isso, com vistas a pensar não apenas no seu próprio povo, a Venezuela precisa lembrar que com ela também estão tantos outros países e que uma guerra tão-somente frustrará os planos e o futuro de todo um continente, exemplo para o mundo na construção da alternativa.
E, por isso, o melhor que Chávez e a Venezuela devem hoje fazer é conclamar todo os países americanos, chamar todos os países do mundo e convocar todas as organizações internacionais e mostrar o que realmente está por trás desta provocação e destas ameaças do Estado colombiano.
Enfim, esse é o caminho, com o anúncio e a intimidação à paz, e não à guerra. Para frustração do Tio Sam.
# roleta da competência
O blog da Petrobras (v. aqui) traz uma das grandes notícias da semana: concluiu-se a perfuração do quarto poço na área do plano de avaliação de Tupi e o resultado reforçou as estimativas do potencial de 5 a 8 bilhões de barris de petróleo leve e gás natural recuperável nos reservatórios do pré-sal daquela área, localizado em águas ultraprofundas da Bacia de Santos.
Com as áreas em prospecção vizinhas, isso praticamente dobra as reservas brasileiras de petróleo, estimadas em 15 bilhões de barris. E isso corresponde a só 30% da área do pré-sal sobre a qual já se tem resultados mensuráveis.
Ninguém exageraria ao afirmar que estas reservas podem chegar a ser maiores que 60 bilhões de barris, o que colocaria o Brasil entre os seis maiores produtores de petróleo do mundo.
fdsNinguém exageraria ao afirmar que estas reservas podem chegar a ser maiores que 60 bilhões de barris, o que colocaria o Brasil entre os seis maiores produtores de petróleo do mundo.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
# e as onças bebem água
fdsAdivinhem qual país das Américas atingirá o maior crescimento econômico neste ano de crise mundial? A Bolívia, que por 20 anos consecutivos (1985-2005) seguiu à risca os acordos com o FMI até se consolidar como o país mais pobre da América do Sul e, no final deste período, conseguiu ter a sua renda per capita mais baixa do que 27 anos antes.
fdsSegundo o próprio FMI, no seu último relatório, a economia da Bolívia registrará o maior crescimento na América Latina este ano com uma taxa de pelo menos 3%. Como assim? A Bolívia, aquela coisa insignificante, comandada por um índio e que vem praticando estatizações, políticas econômicas próprias, reformas estruturais radicais e distribuição de renda? Por supuesto...
fdsA partir de 2006, com e eleição de Evo Morales, tudo passou a mudar -- ainda que lentamente, haja vista os gigantescos problemas estruturais internos --. e, apenas três meses depois de assumir a presidência, o novo comandante descartou o FMI e nacionalizou a indústria de hidrocarbonetos (especialmente gás natural).
fdsNão é preciso dizer que isso não agradou as elites locais e a comunidade corporativa internacional, pelas quais o novo governo boliviano passou a ser diariamente massacrado, hostilizado e boicotado.
fdsA nacionalização e os crescentes lucros advindos dos royalties dos hidrocarbonetos, no entanto, têm rendido ao novo Estado bilhões de dólares em receita adicional, cujas rendas têm sido úteis para a promoção do desenvolvimento nacional e a diminuição da pobreza e da desigualdade. E aqui que se começa a fazer a diferença.
fdsE o outro país da América Latina que mostra desempenho diametralmente oposto à crise? Sim, o Equador, comandada por outro pirata (v. aqui), Rafael Corrêa, cujas vanguardistas políticas públicas (sociais, econômicas, estruturais etc.) destoam do pensée unique global e caminham, pari passu, com as teses, os planos e as ações da nova onda de esquerda latino-americana.
fdsEnquanto isso, o México, exemplo para a direita e os neoliberais brasileiros (e internacionais), fiel seguidor da cartilha global e vassalo dos grande grupos econômicos locais, afundará com uma contratação prevista superior a 7,5% (v. aqui, aqui e aqui).
fds
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